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Met Gala 2026: confira os destaques do evento

Com o dress code “Moda é Arte”, o MET Gala 2026 abriu espaço para interpretações criativas e produções que transformaram o tapete vermelho em exposição artística

O MET Gala 2026 aconteceu nesta segunda-feira (4). O evento, que arrecada fundos para o museu, teve como código de vestimenta deste ano “Fashion is Art” (“Moda é Arte”, em tradução literal) e abriu espaço para os designers abusarem da criatividade.

As copresidentes do evento foram Nicole Kidman, Venus Williams, Anna Wintour e Beyoncé, artista que retorna às escadarias do MET após 10 anos. O comitê de anfitriões inclui Sabrina Carpenter, Doja Cat, Zoë Kravitz, Alex Consani, Lisa, Sam Smith e outros artistas.

A Agência UVA destacou os looks mais chamativos da noite e também os favoritos dos repórteres da Editoria de Moda.

Beyoncé

Uma das aparições mais aguardadas da noite, Beyoncé vestiu uma criação do designer Olivier Rousteing, que comandou a direção criativa da Balmain por 14 anos. Em entrevista à Vogue, a cantora afirmou que o look, composto por uma estrutura em pedrarias que remetia a um esqueleto humano, foi uma homenagem ao estilista, responsável por outros figurinos marcantes de sua carreira. A artista também levou a filha, Blue Ivy, que estreou no evento aos 14 anos.

Sabrina Carpenter (Cássia Verly, editora-chefe)

“Meu look favorito foi o custom Dior de Sabrina Carpenter, feito com rolos de filme do longa “Sabrina”, dirigido por Billy Wilder e estrelado pela icônica Audrey Hepburn. Sabrina sempre se mostrou uma fã de cinema e leva muitas referências dessa arte para o seu trabalho, mas acho especialmente interessante a escolha de homenagear um filme, já que o cinema é a sétima arte e o dress code propunha justamente uma interpretação da arte na moda. Gostei do fato de ela ter fugido do óbvio, que seriam referências a quadros e esculturas.”

Anok Yai (Julia Bohrer, repórter)

“Amei o look da Anok Yai! Ela foi com um vestido feito por Pierpaolo Piccioli, diretor criativo da Balenciaga, inspirado na coleção de inverno de 1949 da marca. A maquiagem em bronze, com lágrimas em 3D e a prótese, ficaram impecáveis. Ela de fato parecia uma escultura viva. Achei lindo e bem dentro do tema. A ideia da modelo era fazer alusão à Black Madonna.”

Emma Chamberlain (Maria Eduarda Lima, repórter)

“Para mim, o melhor look da noite foi o custom da Mugler de Emma Chamberlain, feito por Miguel Castro. O look tem uma dramaticidade que chama atenção por si só! Com uma cauda de 9 metros de circunferência, pintada como um quadro, o vestido me lembrou as obras de Vincent van Gogh. Ele faz referência aos arquivos da própria marca, mais especificamente à coleção de 1997.

Além do vestido, toda a performance construída para Emma entregou uma arte viva. Os detalhes feitos em pinceladas criaram uma pintura ao longo da silhueta da celebridade, e o conceito foi minuciosamente pensado: vestido, unha, maquiagem e acessórios faziam parte da composição da obra. Emma entregou uma forte presença no tapete vermelho e, no final, ainda pôde aproveitar a festa sem sair do dress code, já que o vestido tinha uma cauda removível.”

Katy Perry (Carlos Henrique Cordeiro, repórter)

“O meu look favorito do MET Gala foi, sem dúvidas, o de Katy Perry. Assinado por Stella McCartney, a cantora usava um vestido branco e luvas longas com seis dedos, fazendo uma crítica ao que é real e ao que é inteligência artificial nos dias de hoje, além de fazer referência a um erro muito comum em imagens geradas artificialmente. No ano passado, mesmo sem estar presente no evento, Katy foi uma das celebridades mais comentadas na internet por causa de uma foto criada por IA, e parte do público acreditou que ela realmente estava no MET Gala. A cantora precisou ir às redes sociais explicar o ocorrido.

Katy chegou ao evento usando uma máscara prateada feita por Miodrag Gubernic, criando um mistério em torno do look. Segundo a cantora, a máscara representa um reflexo literal e simbólico.

A cauda do vestido possuía partes queimadas, em uma possível referência a Watch It Burn, nova canção da cantora.”

Sabine Getty (Gabriel Goulart, editor)

“Meu look favorito foi o da designer de joias Sabine Getty, usando um custom da ASHI Studio. O corset, pintado à mão, faz referência às pinturas do século XVIII, imitando uma arte viva que acabou de sair de um museu. Além disso, como referência à própria marca, o anel pintado no vestido é o mesmo que a designer usa, sendo ele de sua marca própria. Totalmente dentro do tema do dress code e da própria exposição.”

Madonna (Natália Zichtl, repórter)

“A rainha do pop usou Saint Laurent e recriou a obra surrealista de Leonora Carrington, A Tentação de Santo Antônio, de 1945. A cantora trouxe uma performance dramática com um toque de misticidade, como a obra de arte que mostra Santo Antônio sendo colocado à frente de figuras fantásticas, que representam o medo e a ilusão, além do embate entre o consciente e o inconsciente.

O look se tornou o favorito da repórter de política e moda que vos fala, porque a obra de arte na qual o traje se inspira desafia e faz uma crítica à ordem tradicional que rege o mundo atualmente.”

Reportagem de Natália Zichtl, com edição de texto de Cássia Verly

Foto de capa: Reprodução/X

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