Saúde

Especialistas afirmam que cuidados com a saúde bucal podem prevenir doenças em todo corpo

Visitas prematuras de crianças e até de mulheres grávidas podem impactar positivamente na saúde dos pacientes a longo prazo.

Cuidar da boca não é só para ter um sorriso bonito ou um hálito fresco. É muito mais que isso. A saúde bucal está diretamente ligada a saúde geral, já que a boca é a porta de entrada para o organismo. Manter uma boa higiene, alimentação correta, além de ir ao dentista regularmente, são fatores preventivos importantes para criar uma consciência de hábitos saudáveis, que proporcionam bem-estar e autoestima.

Segundos especialistas ouvidos pela Agência UVA a cárie dentária, por exemplo, é uma doença infecciosa de progressão lenta que sem tratamento, progride e pode causar a destruição total do dente. Também existe a doença periodontal que pode causar a perda dentária, problemas cardiovasculares, diabetes e até partos prematuros em gestantes com problemas bucais, e problemas de oclusão que também interferem na saúde como um todo.

Pessoa sendo atendida por um dentista. Foto: Arquivo/Valter Campanato / Agência Brasil

E para evitar esses problemas, a prevenção é o melhor caminho. Segundo a odontopediatra Mônica Rocha de Azevedo, que trabalha com mulheres grávidas e crianças, o ideal é um acompanhamento da mãe desde a gravidez, do mesmo jeito que se faz um acompanhamento obstétrico, pois a saúde bucal é muito importante nessa fase.

“Hoje em dia já se sabe que doenças bucais podem afetar muito mais do que só causar cárie. Uma gestante com problemas periodontais graves tem chance de ter um parto prematuro. É importante ir conversando com a mãe já desde a gravidez para que ela saiba como higienizar a boca do bebê desde o nascimento, orientar a importância da amamentação no peito, que interfere diretamente nos rodetes gengivais e no desenvolvimento da face, além de deixar a criança menos ansiosa diminuindo assim a necessidade de dedo ou chupeta para compensar”, explica a dentista.

Para a profissional, não existe tanto cuidado nos primeiros momentos de vida do bebê, mas Mônica garante que essa atenção especial é super importante e deve ser feita.

“São muitos os detalhes que são deixados de lado porque se acha que o bebê só deve ir ao dentista depois que nascem os primeiros dentes ou depois que a dentição decídua está completa”, afirma Mônica.

Por isso é importante começar desde cedo com técnicas preventivas e simples e ir ao dentista desde cedo. Cuidados diários como a escovação dos dentes após as refeições, uso de fio dental, dieta saudável e visitas regulares ao dentista são alguns dos cuidados necessários.

Durante as visitas ao profissional, ele pode avaliar as bases ósseas, acompanhar o crescimento e desenvolvimento das arcadas, a erupção dentária, ver se o paciente tem algum tipo de lesão (que pode ser benigna ou maligna), tudo com o exame clínico.

Para a ortodontista Dagmar Soares Meirelles Velho, a prevenção em odontologia é o melhor caminho, e uma demonstração de cuidado e amor aos filhos. A especialista alerta sobre os perigos da falta de acompanhamento e cuidados com a saúde bucal.

“Existe  uma campanha chamada “Julho Laranja”, que é para alertar sobre a importância da primeira consulta ao ortodontista quando cai o primeiro dentinho de leite ( entre 5 e 7 anos de idade), pois se houver necessidade de tratamento ele costuma ser mais simples. A má oclusão afeta muito mais que a aparência, ela compromete a fala, a deglutição, a mastigação, a respiração, dificulta a higiene bucal e, isso tudo, afeta a saúde como um todo”, afirma a especialista.

Ortodontista Dagmar Soares Meirelles Velho em seu consultório. (Foto: Divulgação/ Dagmar Meirelles)

Para Flávia Gama Antônio Saraiva, mãe de Larissa de 12 anos, e Letícia de 11 anos, a experiência de fazer um acompanhamento precoce para suas filhas foi muito positiva. “A Larissa tem retenção prolongada dos dentes decíduos, portanto o acompanhamento precoce foi muito importante, foi possível planejar e as extrações vão sendo feitas de acordo com a necessidade, ajudando na erupção dos permanentes e ajustando a oclusão de acordo com seu desenvolvimento”, conta Flávia.

A mãe também conta como a prevenção possibilita intervenções mais simples. “Antes dos 6 anos identificamos na Letícia um problema esquelético e logo iniciamos um tratamento. Ela seria uma forte candidata a cirurgia ortognática, mas com tratamento precoce foi possível evitar uma cirurgia no futuro”, explica Flávia.

Fláviaa com suas filhas, Larissa e Letícia. (Foto: Arquivo Pessoal)

Incluir ações simples na rotina, como escovar os dentes, passar o fio dental, controlar a ingestão de doces e ir ao dentista regularmente, pode evitar que no futuro a pessoa desenvolva problemas complexos e mais sérios, tanto na saúde bucal quanto na geral.

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Vinícius Azevedo – 6° período

Com revisão de Bárbara Souza – 8° período

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