Da sala de aula

O lado B do futebol durante a pandemia

Como jogadores menos conhecidos, clubes menores e torcedores estão lidando com as restrições impostas pelo Coronavírus

No dia 26 de fevereiro de 2020, foi registrado oficialmente o primeiro caso de contágio da Covid-19 no Brasil. Não demorou muito para o vírus se espalhar pelo Brasil, e para começar a afetar o futebol. Com as restrições impostas pelos governos em relação a aglomerações, alguns jogos dos campeonatos estaduais já foram disputados sem a presença do público nos estádios. Logo as partidas seriam totalmente suspensas. Começava ali o inferno para clubes, times e torcedores. Apesar da pandemia, os jogos voltariam a ser disputados cerca de três meses depois, mas sem público – o que permanece até hoje – e deixando um rastro de dificuldades e desemprego para trás, principalmente para jogadores de times menores.

Alguns jogadores tiveram salários reduzidos ou suspensos, outros viram o fim do contrato bater à porta e não puderam seguir a carreira pela paralisação geral do esporte. Os torcedores, afastados dos estádios há mais de um ano e meio, sofrem. Dirigentes têm dificuldades para administrar clubes médios e pequenos no meio de tanto caos. E como se já não bastasse a primeira paralisação, em 2021, ainda houve nova imposição por parte de algumas federações locais, em menor proporção em relação à primeira, que determinou a suspensão do futebol por períodos de 15 a 30 dias, o que levou muitos profissionais à loucura e ao desespero.

O Mirassol, clube do interior paulista, foi um dos que teve seu planejamento completamente afetado pela pandemia. O time tinha o melhor ataque e a quinta melhor campanha da competição, mas como boa parte do seu elenco tinha contrato somente até o fim do estadual, em maio (o campeonato retornou em junho), 18 jogadores deixaram o clube e outros 11 foram incorporados das categorias de base.

Entre os novos “reforços”, havia um em particular, o meia Zé Roberto, de 27 anos. Ele estava atuando no Baniyas, dos Emirados Árabes Unidos, onde jogou por cinco meses, retornou ao Brasil para se preparar fisicamente e usava as instalações do Mirassol. Zé Roberto não estava nos planos da diretoria para ser um dos reforços, mas a necessidade urgente após a debandada obrigou o clube a fazer uma proposta ao jogador, que foi prontamente aceita. E Zé Roberto foi o herói improvável da classificação diante do São Paulo nas quartas de final do Paulistão, em pleno estádio do Morumbi.

Zé Roberto se preparando fisicamente após retornar ao Brasil, ainda durante a pandemia, antes de encarar o São Paulo e se tornar herói da classificação
Foto: Acervo Pessoal

Ao relembrar aquela noite, o jogador conta como se sentiu e explica como foi parar no clube durante a pandemia: “Nem nos meus melhores sonhos poderia imaginar isso. Eu vim para treinar, mas o Juninho (dirigente), meu segundo pai, falou para eu vir porque eu estava parado havia muito tempo. Vim dos Emirados e a janela estava fechada. ‘Se puder jogar, você joga. Se não puder, você treina, se condiciona e vai ser bom para você’. Zé Roberto jogaria as duas primeiras partidas, na fase de grupos, mas não conseguiu ser inscrito. “Ele falou para eu continuar treinando e se tivesse oportunidade eu jogaria. De madrugada ele me ligou e perguntou ‘Quer vir?’ Aceitei e pude fazer dois gols. Foi um dos melhores dias da minha vida”.

Zé Roberto se destacou em 2019, foi contratado pelo Atlético GO, mas atuou pouco e logo foi para o futebol dos Emirados Árabes. Por conta da pandemia, seu contrato não foi renovado no exterior, ficando apenas cinco meses no clube. Hoje no Atlético GO novamente, o jogador lembra com carinho do clube paulista, que lhe abriu as portas mais de uma vez: Tenho um sentimento especial pelo Mirassol. É um clube acolhedor, a estrutura física e as pessoas são muito boas, o pessoal se preocupa com o ser humano antes de tudo. Fico feliz em poder ter dado alegria para a cidade”, completa o jogador.

Tanto a paralisação quanto o retorno aos gramados foram temas muito debatidos por médicos infectologistas e profissionais de medicina que atuam diretamente nos clubes. Logo após a retomada dos campeonatos, em junho, muito se questionava sobre o respeito aos protocolos de segurança. E principalmente, a saúde dos atletas e dos demais profissionais internos dos clubes estava em risco. “Era um risco enorme”, ressalta Miguel Nicolélis, médico e cientista brasileiro.

Durante a segunda paralisação, em 2021, alguns estados estavam instaurando toques de recolher e impedindo realizações de partidas. Em compensação, outras localidades estavam aceitando a realização dos jogos. Foi o caso de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, que chegou a receber partidas do Campeonato Carioca, do Paulista e da Copa do Brasil, assim como a cidade de Saquarema.  “Todas essas desculpas de que esse protocolo é seguro são absurdas e irreais. Expor quatro delegações a viagens e entrar em um estado que está entrando na fase crítica, como no resto do Brasil… Para quê? Qual é a razão a não ser essa ganância pelo dinheiro do futebol?”, disse Nicolelis, definido a situação como “Surrealismo do futebol brasileiro”.

Miguel Nicolélis, médico e cientista brasileiro, alerta para os ricos da exposição ao vírus entre os jogadores
Foto: Acervo Pessoal

O médico, que também é cientista e professor, ainda alertou sobre um fato envolvendo os jogadores: “Receber jogos é colocar em risco jogadores que nem têm noção da gravidade da situação. Eu recebi uma mensagem de um jogador muito famoso dizendo que não tinha ouvido esses argumentos de que eles poderiam ter sequelas crônicas no futuro. Jogadores podem não saber que, mesmo tendo um quadro clínico assintomático leve, sendo exposto ao vírus, você está sendo exposto ao risco para o resto da vida”, acrescentou, deixando claro o impacto danoso que o contato com o vírus pode causar a um atleta.

“Por que o futebol vai se transformar em um fator de risco em um país que já tem uma pandemia fora de controle? Não faz nenhum sentido. Se esse aqui fosse um país sério, se tivéssemos governo federal e estadual, a CBF estaria cometendo dois crimes sanitários. O primeiro crime é promover aglomeração. Segundo, o futebol está dando uma carona às diferentes variantes para ir a Volta Redonda e transformar a cidade no grande “covidiário” da CBF no Brasil. Uma cidade que não comporta mais casos”, finalizou o profissional.

O assunto divide opiniões até hoje. Na imprensa esportiva brasileira, há diversas visões para o fato. O jornalista e radialista mineiro Lucio de Oliveira fez duras críticas ao retorno precoce. “Um absurdo. O Flamengo bateu o pé para jogar no Maracanã com um hospital de campanha ao lado. Enquanto se comemoravam gols, pessoas morriam ao lado, por conta de uma peste que toda a sociedade está ajudando a espalhar. O melhor a se fazer era esperar sentadinho em casa, todos nós”. Lucio continua: “A quarentena que vivemos no Brasil foi utópica. Entendo a necessidade dos atletas mais humildes de quererem jogar. Mas clube grande? Que fatura milhões? Com contratos de patrocínio vigente? E a vida? Não vale nada?”.

O jornalista lembra ainda quantos desfalques os times tiveram por conta do Coronavírus. “Olha o que aconteceu, clubes com 11, 20 desfalques por jogadores infectados. Rodadas adiadas. Imagina quantas pessoas não tiveram contato com esses atletas? Quantos não morreram? Nós perdemos colegas jornalistas. Clubes perderam funcionários para a Covid. O futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes. E a vida, a vida é a coisa mais importante que nós temos”, destaca Lucio.

Mas há quem defenda o retorno, tanto em 2020, quanto em 2021. O jornalista Felipe Conceição Sobrinho, redator, radialista, comentarista com passagens por diversos veículos, é um deles: “O meio do futebol é seguro. Há testes em massa feitos nos clubes. O profissional doente se recupera e em 14 dias, está apto. Além disso, defendi o retorno ano passado, pois muita gente estava ficando louca em casa sem um futebolzinho para ver. Bem ou mal, o esporte mantém as pessoas entretidas dentro de suas casas, e respeitando a quarentena”.

Felipe acrescenta: “Quando paralisou novamente este ano, perguntei para quê? Se já reabriu, vamos jogar. Olha quantos clubes fecharam, faliram. Olha os jogadores desempregados. Imagina o tanto de atleta desesperado querendo assinar contrato e entrar em campo. Morrer… morre gente todos os dias, o futebol não mata e não vai matar ninguém. Tivemos os encerramentos dos estaduais e foram um sucesso. O Campeonato brasileiro foi realizado em 38 rodadas e foi um sucesso. Lógico, houve dificuldades, é normal. Mas o futebol é um meio seguro. Garanto que nenhuma outra área, com exceção da área médica, vem testando tantos profissionais quanto os ambientes de futebol, os clubes”.

Sobre o futebol ser uma ferramenta de ajuda no respeito ao isolamento social dos torcedores, Lucio opina: “O brasileiro não respeitou a quarentena. Um ou outro ficou preso em casa. E a gente conhece o brasileiro, muita gente foi ver os jogos na casa dos amigos, dos parentes, na rua, quando voltou o futebol. E agora quando o Flamengo ganhou o Brasileirão na última rodada, tinha gente na rua bebendo e se abraçando. E os torcedores indo aos aeroportos recepcionar os jogadores. Infelizmente o povo brasileiro abriu as portas para o Coronavírus e disse: ‘Entre”. E lamentavelmente, o futebol foi a mansão da Covid-19”, conclui.

Também entre os torcedores há diferentes opiniões, mas todos concordam no mesmo ponto: a enorme falta do calor dos estádios. João Magalhães Soares, 25 anos, é torcedor do Vasco, frequentador de estádios pelo Brasil afora e sente saudades desse ambiente: “Sou assíduo frequentador de estádios desde que me conheço por gente. Meu pai me levava nas costas a São Januário, Maracanã, Laranjeiras às vezes. Fui crescendo e já aos 18 viajava pelo país”. Ele conheceu estádios na Bahia, foi a São Paulo no Morumbi, Palestra Itália, Pacaembu, mais recentemente na Arena Corinthians, Vila, Beira- Rio, estava no Couto Pereira em 2011, quando o Vasco venceu seu último título de expressão.

O último jogo em que João esteve presente foi em janeiro de 2020. “Sinto falta. Nunca fiquei tanto tempo em casa, sem ir ao estádio, sem fazer um esquenta pré-jogo do lado de fora, sem a resenha. Isso é a minha vida. Durante a quarentena, pude rever vários jogos pela TV, jogos em que eu estava lá, e aí sim pude ver o jogo com mais calma (risos), porque no estádio, a última coisa que eu quero é ver o jogo. Eu vou pela bagunça”, confessa, rindo, o torcedor.

Sobre como foi acompanhar o rebaixamento do Vasco à distância, João é enfático: “Estive em todos os outros rebaixamentos, até as últimas rodadas, fui cobrar em aeroporto, estive em centro de treinamento dando apoio aos atletas, mas dessa vez não pude fazer nada”. Quando começaram a afrouxar as medidas restritivas, ele voltou a encontrar amigos para ver os jogos, mas pegou Covid e ficou quase um mês mal. “Aí sosseguei em casa. Mas espero estar vacinado logo. Quando voltar a ter público, eu estarei lá na fila do ingresso, no primeiro local. Tenho muitos amigos que estão nessa mesma situação que eu. Presos em casa, sem ver o jogo no estádio. Isso é bem perturbador, mas entendo a necessidade, e espero que acabe logo”, deseja o vascaíno, em tom de esperança.

O último registro de João direto do estádio do seu time, no final de Janeiro de 2020. O estádio de São Januário não recebe público desde o dia 12 de março do ano passado, em derrota diante do Goiás, pela Copa do Brasil
Foto: Acervo Pessoal

Não foi fácil também comandar um time pequeno durante o período de pandemia. As dificuldades em arcar com os compromissos financeiros sem o dinheiro de bilheteria devido à falta de público, o fim de contrato com alguns patrocínios, a saída de jogadores com o término dos contratos, sendo que ainda teria muito campeonato para se disputar, a necessidade de formar um novo elenco, os custos necessários para garantir a segurança dos funcionários e respeitar todos os protocolos: tudo isso foi um grande desafio para os profissionais que administram equipes de médio e pequeno porte do futebol brasileiro.

“Foi desesperador. Estive em contato com alguns colegas enquanto estava no clube. A situação deles não é diferente. Enquanto estive à frente do projeto, vários jogadores saíram. Nunca deixamos o salário atrasar, mas tivemos que apertar os cintos”, conta Marco Antônio Maia, ex-dirigente do Caucaia. “Os jogadores não queriam parar. Mas era uma determinação de cima, do governo. Nós temos que aceitar, mesmo não gostando. E no fundo, sabemos que a preservação da vida é o mais importante. Mas foi difícil, muito difícil”, completa.

O ex-dirigente Júlio Eduardo Haddad Samara, hoje advogado, corrobora as dificuldades enfrentadas. Ele deixou o futebol há cerca de três anos, mas segue em contato com muita gente. “Vi amigos meus entrando em desespero, outros largando também. É um choque. Nossa geração nunca havia passado por uma pandemia. Não sabemos como lidar, como reagir. Se em condições normais já é difícil tocar um clube pequeno no Brasil, imagina sem receita, sem renda, sem jogo na TV sendo transmitido. Há patrocínios pontuais que são fechados só para jogo contra time grande, com exibição na TV aberta, sabia? E muitas vezes esses patrocínios pagam uma folha salarial inteira do elenco”.

Torcedor do Marília e também ex-dirigente, Antônio Carlos de Abreu Ribeiro, que esteve em diversos projetos em vários clubes, lembra os desafios enfrentados pelos clubes menores neste período de pandemia. “Pega, por exemplo, o estádio do Marília. O clube é a atração da cidade. Um time tradicional, que é o orgulho da região. E é um clube importante, que vira e mexe joga a Série A1 do Paulista, às vezes joga a A2. E o clube depende do público. Aí você fecha o clube, fecha o estádio, fica muito difícil seguir com o clube”. Antônio Carlos completa: “Sinto muita falta de estar no Abreuzão”.

Os funcionários também sofreram com essa paralisação. Geralmente, os roupeiros são os profissionais mais antigos dos clubes brasileiros. Muitos ficaram desempregados, como foi o caso de Renan Barros, de 50 anos, e quase 18 de serviços prestados ao Central de Caruaru. “Não posso dizer que não sinto falta, claro que sinto. Trabalhei com mais de 500 jogadores, somando base e profissional”. O pai dele – que foi jogador e roupeiro do clube – era torcedor do Central e passou ao filho sua paixão. Sua família é toda de Caruaru e quase todos torcem para o Central.

Renan, que é formado em Administração, teve que sair do clube, pois recebeu uma boa proposta numa empresa. “O meio do futebol é fantástico, mas consome muito do ser humano. E a remuneração é baixa. Quem pensa que jogador ganha muito, não conhece a realidade dos demais profissionais. E também não conhece a realidade dos jogadores menos favorecidos. Já tive que levar jogador para o treino no meu carro por eles não terem carro ou não terem dinheiro para gasolina. E não foi um só não, foram vários”, lembra ele.

Como diz Renan, são poucos os jogadores milionários. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol, apenas 3,75% dos jogadores aqui no país recebem mais de 20 salários mínimos. Ou seja, 96,25% dos profissionais são pessoas “normais”, que lutam diariamente para sustentar suas famílias e recebem pouco. “O maior salário que recebi foi 4.500 reais. E faz tempo. Não é nossa realidade receber salários astronômicos, somos cidadãos comuns. Desde abril do ano passado estou sem clube”, conta Luizão, de 29 anos, ex-jogador do Goytacaz. “Felizmente eu parei de jogar. Digo ‘felizmente’ porque não sei se saberia lidar com esse momento de pandemia, não podendo jogar, e estando no Brasil”, diz Gedeílson Oliveira, aposentado e morando em Lisboa.

Um caso que ficou bastante conhecido foi o do jogador Junior Mandacaru, do Lagarto. Ele fez um apelo público ao governador do estado de Sergipe, Belivaldo Chagas, para que não se paralisasse o Campeonato Sergipano, já no ano de 2021. O governo não impôs nenhuma restrição quanto à realização dos jogos. “A gente viu o Lisca (técnico do América MG, time da 1° divisão) pedindo para paralisar os jogos. Para ele, é fácil, não é fácil para nós. Na última paralisação eu vi jogador que teve o salário atrasado, teve o salário reduzido e às vezes ganha 500 reais. E tem as ‘tias’ da alimentação, tem os roupeiros que ganham pouco, que recebem pouco”, diz o jogador. Sobre os riscos, acrescenta: “Eu perdi amigos. A gente sabe tudo que está acontecendo, mas fiz e faço o apelo ao governado, por favor: não pare! Nós não podemos parar, nós estamos levando alegria ao povo!”, apelou Mandacaru.

Quando se toca no assunto financeiro, é mais grave. Mas a paixão não tem preço. Alcindo Guimarães de Castro, de 60 anos, sabe bem o que é a saudade. Potiguar e torcedor do ABC Futebol Clube desde que nasceu, o fanático torcedor não esconde a vontade de retornar ao estádio. Sócio do clube há mais de 40 anos, ajudou a construir o estádio Frasqueirão e o frequenta desde que foi construído. “Eu estava aqui no dia 24 de outubro de 2010, data do recorde de público do estádio, que segue sendo o mesmo até hoje. Eu vi o ABC subir, eu vi o ABC cair, eu vi esse clube ficar até sem ‘série’”.

Alcindo destaca, porém, que nenhum rebaixamento, nenhuma derrota foi tão dolorida quanto estar longe do estádio do seu time, o qual não frequenta desde 2018. Ele teve câncer e está em recuperação desde então. Mas durante a pandemia, o torcedor perdeu sua companheira de mais de 25 anos, que o acompanhou algumas vezes no campo, embora não fosse muito chegada em futebol, e faleceu de Covid em janeiro.

Ele também perdeu dois primos, fanáticos pelo ABC, além de muitos amigos da torcida, já de idade. O próprio Alcindo teve Coronavírus e ficou duas semanas internado em agosto de 2020, mas conseguiu escapar. “Tive sorte. Estou tentando seguir a vida. Tenho cinco filhos já criados, que me ajudam a continuar. Tudo que eu mais quero agora é voltar a ver o ABC. Eliminamos o Botafogo, do Rio de Janeiro, na Copa do Brasil, e estamos muito bem. Imagina se tivesse gente no estádio”.

No dia 31 de janeiro de 2021, ocorreu a final da Copa Libertadores da América no Brasil, no estádio do Maracanã. Foi o primeiro jogo com público no país após a primeira paralisação, mas foi exceção. Depois desta competição, apenas a final da Copa América, agora em julho, teve público, reduzido. Os demais jogos no Brasil continuam ocorrendo com portões fechados. Não se tem a previsão de quando os torcedores serão liberados para ocupar os assentos dos estádios novamente. A única certeza é que é preciso preservar vidas e cuidar das pessoas. O futebol pode esperar. Mas é preciso também entender todos os lados da história. Nem todos os jogadores são ricos e suas vozes devem ser ouvidas.

Renato Goulart – 3º período

Agência UVA é a agência experimental integrada de notícias do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida. Sua redação funciona na Rua Ibituruna 108, bloco B, sala 401, no campus Tijuca da UVA. Sua missão é contribuir para a formação de jornalistas com postura crítica, senso ético e consciente de sua responsabilidade social na defesa da liberdade de expressão.

1 comentário em “O lado B do futebol durante a pandemia

  1. Maristela Fittipaldi

    Parabéns pela publicação de sua matéria, Renato. Bjs!

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