Geral Saúde

China paralisa momentaneamente a importação bovina de dois frigoríficos brasileiros após constatar Coronavírus

O embargo existe há uma semana, e no geral, já inclui seis frigoríficos

Nesta última sexta-feira, dia 11 de dezembro, a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC, sigla em inglês) comunicou que decidiu suspender a importação de mais dois frigoríficos brasileiros durante o período de uma semana após se deparar com vestígios característicos de Coronavírus presentes nos lotes, em caixas ou embalagens, de alimento bovino.

As duas empresas responsáveis por esses frigoríficos se tratam da Naturafrig Alimentos, que se encontra na Barra dos Bugres (MT), e da Plena Alimentos, que se localiza no Paraíso do Tocantins (TO). Há uma possibilidade real dessa suspensão se encerrar perto do período do dia 18 de dezembro. Desta mesma maneira aconteceu na Argentina, em que a empresa Frigorífico Alberdi teve suas exportações de carnes bovinas também suspensas por ter sido encontrado sinais de patógeno nas embalagens.

Atualmente são seis frigoríficos em situação de embargo no Brasil pela China. Devido a mais um anúncio no dia de hoje, já são quatro casos em que os chineses conseguiram identificar a existência do vírus Covid-19 nas embalagens destes produtos específicos.

Alguns frigoríficos de carne bovina foram embargados no Brasil (Foto: Reprodução/TV TEM)

Essa paralisação imediata ocorre devido a um novo protocolo da China quanto ao controle da entrada de alimento nos país. Todos os lotes, embalagens ou caixas, são testados para que se possa detectar se existe a presença do vírus, com intenção de se evitar riscos desnecessários. Desde que se iniciou a pandemia, os cidadãos chineses mostraram uma preocupação constante com possíveis cargas de produtos que poderiam conter de alguma forma algum risco de presença do vírus, e devido a isso, as exportações de outros países tem sido bloqueadas para se evitar esse risco.

Apesar de a Organização Mundial de Saúde (OMS) dizer que não há evidência de que o Coronavírus possa ser transmitido por meio dos alimentos, a suspensão temporária tem sido aplicada nos últimos meses, devido ao aperfeiçoamento dos protocolos entre os brasileiros e chineses. A China iniciou os testes de cargas que chegavam e decretou que, no caso de o vírus estar presente, o produto é suspenso durante o período de uma semana.

A nutricionista Alice Giem explica um pouco sobre como se dá a contaminação dos alimentos, e ainda afirma que não existe estudo comprovado até o momento que um alimento possa ser contaminado com resquícios do vírus do Covid-19. Ela ainda reforça os cuidados alimentares para que possíveis contaminações dos alimentos sejam evitados.

“A Organização Mundial da Saúde, no mês de abril, publicou um documento alegando que é extremamente improvável que se possa contrair Covid-19 através de alimentos, já que se trata de uma doença respiratória e que a principal forma de contaminação é o contato com uma pessoa contaminada, direta ou indiretamente. Quando uma pessoa contaminada tosse, espirra ou até mesmo respira, pequenas partículas podem atingir superfícies que passam a ser meios de contaminação indiretos. No momento não existe um consenso sobre a transmissão da Covid-19 por meio de alimentos comercializados internacionalmente. Estudos ainda estão sendo realizados para avaliar a viabilidade e o tempo de sobrevivência do vírus, quando fora de um ser vivo. É importante lembrar das recomendações de segurança alimentar, evitando o consumo de carnes cruas e evitando a contaminação cruzada no ambiente de manipulação de alimentos”, explica Alice Giem.

Outros dois casos que aconteceram foram quanto a um pacote de pescados referente à empresa Monteiro Indústria de Pescados, e também uma embalagem da Minerva Foods de carne bovina, situada em Barreto (SP). Ambas as empresas já têm a autorização de poder vender novamente para os chineses seus produtos.

Em contraponto, ainda existem quatro frigoríficos nos Brasil que estão impedidos de vender para os chineses no momento e sem nenhuma expectativa de liberação até agora. Se trata da JBS, de Passo Fundo (RS), que vende carne de frango; Minuano, de Lajeado (RS), que também vende carne de frango; JBS, de três Passos (RS), que vende carne suína; e a Aurora, de Xaxim (SC), que vende carne de frango.

Essas quatro unidades foram penalizadas antes da mudança no protocolo. Desde o início da pandemia, já houve casos em que 11 frigoríficos e uma unidade de pescados foram penalizados com suspensão no Brasil pela China. Até agora, no geral, as unidades de BRF situadas em Dourados e Lajeado, da Marfrig situada em Várzea Grande, Minerva em Barretos, a companhia Monteiro Indústria de Pescados e a processadora de carne Agra, já tiveram autorização para reestabelecer seus negócios com a China. Somente a Plena Alimentos e Naturafrig estão esperando a situação se resolver devido à suspensão automática.

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