Esporte

Renato Gaúcho: Ícone do futebol brasileiro completa 58 anos de histórias marcantes

Figura ilustre do futebol brasileiro, Renato Gaúcho, completa mais um ano de vida

Há quem diga que o seu sobrenome é arrogância, porém ele é mais conhecido como Portaluppi, ou para os íntimos do futebol, apenas Renato Gaúcho, aniversariante da última quarta-feira (9). Entre 58 anos de momentos marcantes, gols históricos e títulos inesquecíveis, Renato mostrou ser capaz de levantar troféus como jogador e treinador, sempre com uma dose de polêmica por onde passou.

Renato iniciou sua carreira no tradicional Clube Esportivo do Rio Grande do Sul. Mas foi no Grêmio que o jogador alcançou a fama. Pelo Imortal, Renato foi campeão da Libertadores e do Mundial de clubes de 1983, com apenas 20 anos. No jogo decisivo contra o Hamburgo, da Alemanha, Renato marcou os dois gols da vitória e levou o Grêmio ao topo do mundo naquele ano. Ainda faturou dois títulos de campeonato Gaúcho antes de se transferir para o Flamengo.

Na equipe carioca, Renato, ao lado de Bebeto, conquistou o módulo verde da Copa União, o polêmico Campeonato Brasileiro de 1987 que no fim teve o Sport decretado como campeão. Em 1988, foi buscar novos ares no Roma, da Itália. Sem o mesmo sucesso, o craque voltou da Europa ao Flamengo e ganhou a Copa do Brasil de 1990.

Em 1991, Renato se transferiu para o Botafogo e causou polêmica quando decidiu ir para o Grêmio após pouco tempo de contrato com o glorioso. Após voltar de empréstimo, Renato levou o Botafogo para a final do Brasileirão contra o Flamengo, que teve o rubro-negro como campeão, em 1992. Após aproveitar as praias do Rio, Renato foi jogar no Cruzeiro, onde ganhou o título mineiro e o da Supercopa Sul-Americana. Mas foi no Fluminense que o jogador fez um dos feitos mais marcantes da história do futebol.

Em 1995, o Rio de Janeiro possuía ilustres protagonistas no futebol. Além de Renato Gaúcho atuando pelo Fluminense, o campeão mundial Romário jogava no Flamengo e Túlio Maravilha era o centroavante do Botafogo. Os três, por meio de imprensa, buscavam sempre alfinetar um ao outro, além de cada um se auto-intitular o melhor dentro de campo. Dessa forma, os jornais cariocas criaram o simbólico prêmio “Rei do Rio”, em que o jogador que mais fizesse diferença no seu clube no campeonato carioca seria o vencedor.

Apesar de Túlio Maravilha ter sido o artilheiro da competição, a decisão ficou entre o Fluminense de Renato Gaúcho e o Flamengo de Romário. Em um Maracanã com 120.418 presentes, o Fluminense venceu o Flamengo por 3×2 e se sagrou campeão carioca no ano do centenário do rival. Porém, o feito histórico daquela noite foi o memorável gol de barriga de Renato nos últimos minutos de jogo, que o deixou conhecido como “Rei do Rio” e levou os torcedores do Tricolor à loucura.

Renato comemorando o antológico gol de barriga contra o Flamengo, em 1995 (Foto: Aníbal Philot/Agência O Globo)

Um desses torcedores é Roberto Ribeiro, de 42 anos. O tricolor, que estava acompanhando o jogo no Maracanã, conta que a partida foi eletrizante e que se emocionou bastante. Além disso, o torcedor diz que Renato marcou história e que ficou preocupado na hora do gol de barriga. “Eu olhei para o bandeirinha pois pensei que o impedimento seria marcado, mas quando Renato correu para o meio de campo, eu comemorei muito”, diz Roberto.

Renato é coroado o Rei do Rio (Foto: Marcia Foletto/Agência O Globo)

Renato ainda teve mais uma passagem pelo Flamengo e depois se aposentou após curto período de tempo no Bangu. Em 1996, virou técnico interino do Fluminense, mas iniciou sua carreira como treinador de fato no tradicional clube carioca, Madureira. Depois de levar o Vasco ao vice-campeonato da copa do Brasil, conseguiu conquistar o mesmo título pelo Fluminense, em 2007. Já em 2008, Renato foi vice-campeão da Libertadores da América, o campeonato sul-americano mais importante de clubes, pelo Fluminense. No Grêmio, se tornou o único a conquistar o título da Libertadores como jogador em 1983 e como treinador em 2017, sendo tratado como o maior ídolo da história do clube.

Quem também possui o mesmo pensamento é Thaís Luana Grzegozeski, de 29 anos. A engenheira afirma que ajudar o clube a tirar o jejum de títulos nacionais, conquistar a Libertadores pela terceira vez e auxiliar na transição de jovens jogadores da base para o profissional são alguns dos feitos consideráveis do trabalho incrível de Renato no Grêmio. A estudante de jornalismo também acredita que Renato poderá voar ainda mais alto e desempenhar o papel de treinador da seleção brasileira em algum dia.

A hora dele ir pra CBF irá chegar. Não sei se nas próximas temporadas, mas futuramente com certeza, diz Thaís.

Por onde passou, Renato Gaúcho tem um assunto para contar, seja bom ou não. De qualquer forma, Renato está marcado para sempre na história do futebol brasileiro, por ser um personagem memorável por conta de suas conquistas como jogador e treinador. Além disso, suas declarações, pérolas e polêmicas também o tornaram um ícone nos anos 90 e o acompanham até hoje.

João Henrique Reis – 4° período

2 comentários em “Renato Gaúcho: Ícone do futebol brasileiro completa 58 anos de histórias marcantes

  1. Maior jornalista da Veiga! Meu ídolo João. O brabo tem nome. Pai tá on!

  2. Roberto Ribeiro de Lima

    Ótima reportagem muito bom

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