Da sala de aula

Brasileiros afetados pela pandemia descobrem formas de sobreviver e aumentar a renda

Em tempos de crise, diversificar atividades de trabalho tem sido solução financeira para muitas famílias

Nessa pandemia do novo Coronavírus, quase metade da população foi afetada financeiramente. De acordo com uma pesquisa feita pelo Google, apenas 30% da população brasileira não foi afetada e 18% passaram a não ter renda nenhuma. Muitas pessoas eram autônomas, mas devido à quarentena, tiveram que parar seu trabalho, perdendo completamente sua renda. Com o constante crescimento de casos de Covid-19, não se tem ideia de quando tudo irá se estabilizar.

A economia é cada vez mais afetada, mas há quem tenha visto essa quarentena como uma oportunidade de aumentar a renda e ajudar a família. Alguns decidiram vender máscaras de pano, abrir lojinhas no Instagram, revender produtos, e outros viram a chance de montar seu negócio, já que a carga horária diminuiu. Para ajudar a família nesse período, a estudante de Design, Barbara Alves, de 22 anos, decidiu revender produtos de O Boticário. Ela diz que começar a vender nesse período de pandemia foi difícil, porque várias pessoas estão desempregadas e por mais que gostem do produto, não podem levar.

Além de Barbara, outras pessoas também decidiram ganhar um extra. Há uma grande insegurança que rodeia os trabalhadores, que, antes disso, atuavam como autônomos. Como exercem atividades por conta própria, muitos têm enfrentando um mar de incertezas e buscado saídas. Afinal, as contas no fim do mês precisam ser pagas. A empreendedora Deborah Goulart, de 36 anos, precisou fechar sua loja de roupas devido à quarentena e teve a ideia de vender online produtos para festas e tapetes feitos a mão. “Sempre gostei de fazer coisas de decoração. Durante um tempo eu vendia alguns produtos para festas, mas tinha deixado de lado. Quando vi que estava com tempo livre, aproveitei para voltar às vendas dos produtos e aprender algo novo de decoração para me distrair e, quem sabe, vender também”.

Para Deborah, no começo dessa pandemia, foi realmente difícil vender alguns produtos de festas, e ainda é, pois comemorações que poderiam acontecer esse ano tiveram que ser adiadas, mas com as vendas dos tapetes, ela tem conseguido uma renda extra. E ainda conta com a ajuda do marido para fazer as entregas. Ela garante que pretende continuar com suas vendas mesmo depois da pandemia. “Depois disso tudo gostaria de continuar com a vendas dos produtos de festas e quem sabe, futuramente, montar um ateliê de decoração”.

Outra que apostou na diversificação de atividades para garantir uma renda extra foi a estudante de Estética de 19 anos, Letícia Chaves. Ela já tinha planos de voltar a vender seus alfajores, mas sempre deixava para depois, pois não conseguia conciliar com seus estudos. Com a quarentena, ela viu uma oportunidade de voltar, mas optou por começar com vendas online (@docelicia.pbi). “A princípio achei que seria arriscado, pois não sabia se ia ou não dar certo, e para começar teria que gastar dinheiro comprando os ingredientes. Fiquei com um pé atrás!”.

No começo, Letícia teve o incentivo e a ajuda da mãe e da concunhada. “Minha mãe que me ensinou a fazer a receita e me deu força para começar. Eu também tive a ajuda da minha concunhada, que é dona de uma lanchonete delivery e me deu um espaço para vender meus alfajores. Muitas pessoas nem sabem o que é o alfajore. Com essa oportunidade, consegui fazer com que mais pessoas experimentassem!”

Ela explica que nem sempre tem um retorno de 100%, mas que é muito gratificante o que está fazendo. “Abro um sorriso enorme ao ler mensagens de pessoas que estão gostando, que estão querendo mais, que dizem que vou longe com meu trabalho por fazê-lo com amor! Sou muito grata ao que estou recebendo em troca do que faço!”. Nesse período, muitas pessoas estão mesmo sendo mais receptivas a ideias novas. Por mais que vários brasileiros estejam passando por momentos difíceis, é nítida a vontade de ajudar de alguma forma o próximo. (Foto: Arquivo pessoal)

*Matéria produzida pela aluna Cintia Santos Soares para a disciplina Teoria e Técnica da Notícia, ministrada pela professora Maristela Fittipaldi.

Agência UVA é a agência experimental integrada de notícias do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida. Sua redação funciona na Rua Ibituruna 108, bloco B, sala 401, no campus Tijuca da UVA. Sua missão é contribuir para a formação de jornalistas com postura crítica, senso ético e consciente de sua responsabilidade social na defesa da liberdade de expressão.

1 comentário em “Brasileiros afetados pela pandemia descobrem formas de sobreviver e aumentar a renda

  1. Maristela Fittipaldi

    PARABÉNS, Cintia! Bjs!

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