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Chuvas no Rio de Janeiro impactam pessoas e animais

Moradores de diferentes regiões do estado lamentam o ocorrido e se empenham para recuperar as perdas

As chuvas de verão, popularmente conhecidas como “águas de março”, atingiram fortemente o Rio de Janeiro durante a primeira semana do mês. Devido à falta de infraestrutura de escoamento e à geografia do estado, ruas foram alagadas, muitos bens materiais perdidos, e 5 pessoas morreram. Apesar disso, de acordo com o Sistema Alerta Rio, o índice pluviométrico é menor em relação ao ano passado (2019), que registrou o maior volume em 22 anos. Mesmo assim, as tempestades trouxeram muitos danos à população fluminense — alguns deles irreparáveis.

A região metropolitana do Rio como um todo foi atingida. Na Baixada Fluminense, o município de Mesquita viu uma de suas ruas virar uma grande cratera. A moradora Sulamita Santana, de 35 anos, viu pela primeira vez a água invadir a casa. O córrego localizado perto da prefeitura de Mesquita inundou com o alto volume de chuvas e atingiu as casas ao redor.

“Realmente encheu tudo aqui, mas graças a Deus não perdemos nenhum eletrodoméstico. Uma vizinha perdeu praticamente tudo, pois ela mora bem ao lado do rio”, conta Sulamita.

Corredor de entrada de casa em Mesquita (Foto: Sulamita Santana/Arquivo Pessoal)

A Zona Oeste do Rio de Janeiro foi a região mais impactada da cidade. Gustavo Teodoro, de 25 anos, mora em Jacarepaguá com a irmã, e ambos conhecem a falta de infraestrutura do bairro. “A gente meio que previu que fosse encher, por conta do nível da chuva, e subiu as coisas antes”, lembra. Decisão acertada. A casa foi inundada por lama. Felizmente, os dois não sofreram perdas na situação.

Em Realengo, ainda na Zona Oeste, a situação também é grave. A chuva chegou a arrastar 14 carros para dentro de um rio no local. A protetora de animais, Tatiane Martinelli, que abriga 40 animais e resgatou mais 2 da rua durante as chuvas, teve o gatil no próprio quintal inundado pela água.

“Eu fui atingida pela chuva, mas nem se compara à situação de muita gente por aí. Eu tenho muitos animais, mas no meu caso o nível de destruição foi menor de que muita gente que está pedindo ajuda”, comenta.

Os animais resgatados por Tatiane entraram em desespero com medo da inundação, assim como Melinna, de 2 anos, filha da protetora. “Ela fica chorando porque os gatos estão na água, ela entende que eles não podem estar ali”, conta. As perdas materiais causadas pela água incluem ração, sacos de areia e parte da estrutura da casa, por conta de mofo. Comerciante, a protetora de animais organizou uma rifa para conseguir reparar os danos. 

Inundação na casa da protetora de animais Tatiane Martinelli. (Vídeo: Tatiane Martinelli/Arquivo Pessoal)

O município de Itaguaí, na Costa Verde fluminense, declarou estado de calamidade pública. Dias após as chuvas, que registraram o maior volume de todo o estado, muitos moradores ainda não conseguiram retornar às residências. Violet Guimarães, protetora de animais com 35 gatos e 6 cachorros, não precisou sair de casa, mas teve sérios danos. “Perdi o colchão, pois entrou água no quarto, e as telhas do gatil racharam. Com a força do temporal, houve rachaduras e goteiras por todas as 3 alas externas”, lembra.

Dois filhotes de gato morreram afogados devido ao alagamento. A maioria dos animais sobreviventes já possuía problemas renais, e alguns ficaram gripados por conta da inundação. Assim como Tatiane e outras protetoras independentes afetadas, Violet organizou uma rifa como meio para arcar com os custos de reparação da casa e cuidados com os animais resgatados. 

Alagamento na casa da protetora Violet Guimarães, em Itaguaí. (Vídeo: Violet Guimarães/Arquivo Pessoal)

Igrejas, comércios e instituições sociais se organizaram para recolher donativos à população impactada. Confira os pontos de arrecadação na lista elaborada pelo G1.

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