Ciência

Método de pulsos elétricos desenvolvido por pesquisadores brasileiros combate a epilepsia

Método dessincroniza os impulsos neuronais que levam as crises epiléticas

Cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criaram e patentearam uma metodologia que dessincroniza o andamento dos neurônios, através de pulsos elétricos, prevenindo o colapso do indivíduo antes que ele aconteça. Isso impede que a pessoa entre no estado de crise, no qual ela teria convulsões e outros sintomas que poderiam por sua vida em risco fatal.

Uma analogia feita por especialista é que assim como o andar sincronizado de várias pessoas faz uma ponte ficar instável, a sincronia de milhões ou milhares de neurônios causa instabilidade no corpo, caracterizando o ataque da doença no indivíduo. De acordo com o engenheiro eletrônico e doutor em fisiologia Márcio Flávio Dutra Moraes, coordenador do Núcleo de Neurociências (NNC) da UFMG, o fenômeno da analogia foi percebido na abertura da Millennium Bridge, em Londres, no dia 10 de junho de 2000.

O coordenador exemplifica que as células do cérebro iniciam disparos de sinais acima do habitual, ou seja, elas se tornam hiperexcitadas e executam isso em hipersincronia durante o processo epiléptico, acarretando uma propagação da crise, que se encontra em uma área do cérebro, para outras partes. Atualmente, a epilepsia é tratada com cirurgia ou remédios, e ambos causam efeitos colaterais indesejados.

Por isso, os cientistas ponderaram sobre usar um tipo menos ortodoxo de tratamento: a eletroterapia, que age de forma mais acelerada na rede neural. A intenção era evitar que as diferentes áreas do cérebro se sincronizassem durante o ataque epiléptico. O estudante de engenharia Matheus Araujo do sexto período ficou animado com a novidade: “é uma realização importante para a pesquisa nacional, e quem sabe isso não pode se desenvolver para uma cura humana algum dia”, comenta.

A técnica desenvolvida chama-se non-periodic stimulation, não periódica e dessincronizante. Para executa-lá, foi criado um protótipo micro controlado, que atinge ás áreas do cérebro que estão gerando o ataque. O combate se daria através de um nanofio, um nanômetro que corresponde a bilionésima parte de 1 metro, que seria implantado no paciente como se fosse um marca-passo ao contrário no cérebro, dessincronizando ao invés de sincronizar os neurônios.

Lucas Gomes Teixeira – 7° período

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