Cidade

Estudantes e professores falam sobre pouca mobilização em protestos pela educação

Segundo professor, baixa adesão nas manifestações não diminui a importância do ato

Aconteceram pelo Brasil, nos últimos dias, diversos protestos organizados por núcleos estudantis e partidos políticos de oposição ao governo de Jair Bolsonaro. A pauta principal, mais uma vez, seria a defesa das Universidades contra os cortes de gastos. Porém, ao contrário da repercussão gerada pela última onda de manifestações nesse sentido, desta vez, os atos não tiveram completa adesão.

No Rio de Janeiro, um ato marcado para às 17h da última quinta-feira (03), na Candelária, Centro, não obteve um grande número de participantes. Diversos partidos e personalidades políticas do Rio estiveram presentes, mas isso não foi o suficiente para mobilizar a base militante. Quem estava presente, no entanto, não diminuiu a relevância do ato. Marco Antônio, professor de Matemática da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressaltou que as reivindicações frequentes são necessárias.

Ato próximo à Candelária contou com boneco inflável do ex-presidente Lula, atualmente preso. (Foto: Reprodução/Twitter-RafaelKalid)

“Claro que, na mídia, o que marca mesmo são as grandes manifestações, que ocupam avenidas inteiras. Mas essas (manifestações) são exceção, eu diria. Mesmo fora dos holofotes, tem grupos aqui lutando sempre e tentando serem ouvidos. Essa nossa teimosia, no sentido bom da palavra, é importante na democracia. Não é só número que faz a diferença”, afirma o professor.

Marco também comentou sobre a tentativa de greve geral nas universidades federais, na última quarta-feira (02), que não teve completa adesão do corpo docente e nem total apoio dos alunos. “Acho que o momento não foi o mais adequado. Eu participei, colegas meus também, mas teve gente que preferiu dar aula normal. Foi até um pedido dos alunos, já teve muitas paralisações esse ano”, completou.

A estudante de Ciências Atuariais na Universidade Federal Fluminense (UFF), Ana Beatriz Machado, considerou que a manifestação não tinha uma pauta específica, e, por isso, não teve um grande apelo. “Protestamos pelo ‘lance’ da educação, acho que foi a pauta maior, mas também teve outras coisas envolvidas. Protestos contra privatizações, contra a Lava-Jato, contra a Reforma da Previdência. Acabou que era tanta coisa, e divulgado de tantas formas diferentes, que ficou meio confuso o que seria. Essa pluralidade é normal, mas às vezes não é tão boa”, comenta.

As manifestações pela Educação normalmente são projetadas e divulgadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Pelas suas redes sociais, há a mobilização por novos atos a serem realizados no final do mês de outubro.

Victor Leal – 7º período

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