Economia

Funcionários dos Correios suspendem paralisação

Trabalhadores decidiram manter 'estado de greve' até o julgamento do dissídio coletivo

Em decisões realizadas nas assembleias, na noite da última terça-feira (17), funcionários dos correios decidiram suspender em todo o país a paralisação iniciada no dia 10 deste mês. Eles aceitaram a proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de prorrogação do atual acordo coletivo da categoria, até a data do julgamento do dissídio. Entretanto, os trabalhadores vão manter o chamado “estado de greve” até o julgamento, marcado para 2 de outubro.

Em nota, os Correios destacaram que a suspensão da paralisação foi a condição para que a empresa aceitasse a proposta do TST de manter as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2018/2019 até a data do julgamento do dissídio coletivo.

“A empresa espera chegar a um entendimento razoável sobre o ACT 2019/2020, com a confiança de que o Tribunal reconhece a importância de, neste momento, retomar o equilíbrio financeiro de uma empresa tão estratégica quanto os Correios”.

Funcionários dos Correios suspendem paralisação em todo o país. (Foto: Reprodução/Twitter Correios)

Reivindicações dos grevistas

Os trabalhadores pedem a reposição da inflação do período e se mostram contra a privatização da estatal, incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro. Eles também pedem a reconsideração quanto à retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios.

O funcionário dos Correios, Cristiano Pimentel, fala das principais reivindicações dos trabalhadores.

“Ao contrário do que muitos pensam, nossa greve não tem sido por salário, mas sim por melhores condições de trabalho, contratação de pessoal, fim de indicações políticas nos cargos de alta cúpula, a não retirada de direitos e, principalmente, contra a privatização da empresa”, explica.

Perguntado sobre o impacto de toda essa greve para a população, Cristiano acredita que ela possa ter um grande efeito.

“O impacto na maioria da população é gigantesco porque muita gente, por exemplo, não usa aplicativos, não paga o boleto pelo celular, e paga no banco ou em uma casa lotérica, principalmente, os mais velhos, que não estão acostumados com a tecnologia”, conta.

A direção dos Correios informou ter participado de pelo menos dez encontros com os representantes dos trabalhadores para apresentar propostas dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. Em contrapartida, Cristiano conta que em uma das negociações a empresa foi intransigente. “O Juiz chamou para negociar e eles não quiseram. Com isso acaba “empurrando” toda a categoria para a greve”, comenta.

Luhan Alves – 6º período

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