Mercado de dublagem cresce a cada ano no Brasil em salas de cinema e em casa

Agência Uva entrevista a dubladora Christiane Monteiro sobre o crescimento desse mercado

Para a dubladora Christiane Monteiro, dubladora com 25 anos de carreira, o mercado de dublagem vem crescendo com sua reinvenção. Atualmente, não é só na Sessão da Tarde, Telecine Pipoca e salas de cinema que exibem suas atrações alimentadas sob vozes nacionais. A repercussão digital se expandiu nos últimos anos por inúmeras plataformas e com isso ganhou maior notoriedade.

A dubladora fez personagens clássicos como Piu-Piu, Lindinha (Meninas Super Poderosas) e emprestou sua voz diversas vezes somando inúmeros personagens do universo animado.

Agência UVA: Como a senhora enxerga as adaptações que a dublagem sofreu durante os 90 anos de sua existência?

Christiane Monteiro: Quando eu comecei, os dubladores dublavam juntos, a tecnologia era limitada e não havia muitos canais. Só tinha um jeito, gravar junto. Com o avanço tecnológico, cada um dubla sozinho, porque a qualidade de som é melhor, na mixagem encaixa os diálogos. Na minha opinião, foi nossa maior perda, porque não conseguimos mais compartilhar a emoção da cena quando fazíamos um trabalho fisicamente juntos.

Versão Brasileira: Christiane Monteiro (Foto: Reprodução/Google Imagens)

Agência UVA: Por que assistimos a um filme ou série com mais de uma dublagem?

Christiane Monteiro: A empresa responsável pela compra do filme (emissora, canal de TV etc) pode comprá-lo dublado ou no áudio original. Existem diferentes dublagens, porque se a mídia for diferente, a dublagem será diferente muitas vezes para cada mídia. Geralmente, a dublagem no cinema é a mesma aproveitada na TV, porém se a empresa que comprou não tiver gostado, é pedido para redublar.

Agência UVA: Como a senhora enxerga a quebra da censura de linguagem informal na dublagem?

Christiane Monteiro: Acho muito importante que haja essa quebra em alguns tipos de obras. Por exemplo, um filme ou série com prisioneiros ou bandidos fica mais realista e impactante se os bandidos ou prisioneiros falam palavrão em vez de “vai se danar”, por exemplo. Também é incompatível adolescentes rebeldes dizendo “eu vim pegá-lo”. Também ressalto que as obras dubladas usem, dentro do possível, a norma culta, utilizando corretamente os pronomes e conjugando os verbos devidamente.

Gabriel Pimentel – 7º Período

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