Ministro Abraham Weintraub afirma que governos anteriores não investiram corretamente na base da educação; Jornalista e professora da UVA comenta o caso
O Ministro da Educação Abraham Weintraub criticou a forma de investimento dos governos antecedentes ao de Jair Bolsonaro. O ministro participou de uma Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado Federal nesta terça-feira (7), onde apontou seus critérios. Jornalista e professora do curso de MBA em Relações Públicas da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Fernanda Galvão, analisa o assunto.
De acordo com Fernanda, havia anteriormente uma preocupação no investimento da educação superior, a responsabilidade de gestão da educação de base, onde o ensino fundamento, médio e infantil caiam em cima do estado e município devido ao FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).
“As Universidades tem autonomia de gestão ideológica, justamente para que não sofra pressões externas de direcionamento de pesquisas, pra que ela possa ter independência, ser plural em suas abordagens e ser um espaço livre para conhecimento de todas as vertentes políticas”, explica a professora.
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Fernanda Galvão afirma ainda que não considera um corte de gastos, mas sim um contingenciamento. Para ela também, a priorização do ensino básico ao invés do superior é uma questão de direcionamento, em que houve um incentivo à educação superior no sentido de preparar uma mão de obra mais qualificada.
O Ministro, em menos de 30 dias, já realizou procedimentos que são considerados polêmicos. O mesmo diz que em universidades federais os alunos fazem uso de drogas, e isso ele não aprova. Esse dos motivos que o fez chamar esse ocorrido, por exemplo, de “balbúrdia”. No ato da comissão, parte da tribuna que continha representantes da UNE (União Nacional dos Estudantes), começaram a protestar contra ele e as decisões tomadas.
Priscilla Romana – 7° Período

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