ENEM 2018: Candidatos falam sobre possível mudança em entrada nas Universidades

Em meio à mudança no cenário político, as formas de ingresso nas universidades públicas e estaduais podem se transformar significativamente. O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), principal forma de ingresso no Ensino Superior na atualidade, aconteceu nos últimos dois domingos, dias 4 e 11 de novembro. Repleta de questões acerca da mulher e dos negros, a prova teve como objetivo incitar a reflexão crítica dos jovens. Se surtiu efeito ou não, o sentimento dos candidatos deste ano em frente a provável redefinição certamente é racional.

A estudante Gabriela Moraes, de 18 anos, acredita que as formas de entrada irão de fato mudar, mas está tentando se manter confiante de que as mudanças não serão tão alarmantes quanto as redes sociais estão pregando. Para minimizar o impacto que essa passagem possa causar, a militância de esquerda se mantém ativa em denúncias e abertura de recursos onde podem. “Tem muita gente envolvida nessa causa”, ela acrescenta.

Já Mayra Luz, de 18 anos, admite que espera que essa mudança venha para melhorar o sistema que está instaurado. Com o desejo de entrar na faculdade de Medicina, a menina conta que pretende usar o Sistema de Seleção Unificada (SISU) ou até mesmo o Programa Universidade Para Todos (ProUni). Ela afirma que “condição de pagar uma faculdade de medicina, eu não tenho”, porém, as dívidas geradas pelo Financiamento Estudantil (FIES) são tão extensas, que a desencorajaram e seguir com esse programa.

Além da forma de ingresso, há ainda as propostas de campanha do Governador e do Presidente Eleito, que discorrem sobre a possibilidade da privatização das universidades federais e estaduais. Para Rômulo Romualdo, de 34 anos, que faz o ENEM todo ano, seria um grande problema para a sociedade. Ele, que pretende usar o exame deste ano para trocar a Universidade Federal Fluminense (UFF) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essa projeção iria “tratar a educação superior como mercadoria, ao invés de patrimônio”

Todos os candidatos entrevistados pretendem utilizar o SISU para entrar no Ensino Superior ou trocar de universidade. Alguns acreditam que este ano será o último com as possibilidades de ingresso apresentadas ao longo do texto e estão preocupados com o cenário que está se pintando pela frente. As propostas dos políticos eleitos na última eleição assustam aos jovens que almejam seu espaço nas Universidades, principalmente àqueles que não tem condições de pagar uma faculdade particular.

A privatização é fonte de apreensão, pois as classes mais baixas estariam perdendo seu lugar nos cursos superiores. Para Lourenço César, Diretor do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM) e co-fundador do Museu da Maré, “só assim a Universidade seria o que o nome significa: unificada”. Apesar de toda a ansiedade acerca deste tópico, os candidatos entrevistados se mostraram esperançosos e sensatos no que diz respeito às suas chances no futuro próximo.


Luíza Accioly Lins – 8º período

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