“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” se aproxima mais de “Harry Potter” do que antecessor

O Wizarding World está de volta e desta vez, com tudo. O segundo dos cinco filmes da saga, que estreia nesta quinta-feira (15), Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald se aproxima bem mais das origens do que o seu antecessor, no que diz respeito ao tom. Enquanto o primeiro tinha um quê mais aventureiro e até cômico, este é mais dramático, sombrio, o que recorda a narrativa dos últimos lançamentos da franquia Harry Potter.

Escrito pela própria J.K. Rowling e dirigido por David Yates, dupla já bem conhecida do fandom, a história começa dando sequência aos desenvolvimentos do filme anterior. Na Nova Iorque de 1927, a MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) se prepara para transportar Gerardo Grindelwald de volta à Europa. Capturado no fim de Animais Fantásticos e Onde Habitam, o mago, interpretado por Johnny Depp, é apresentado como a ameaça da época, lugar antes ocupado por Lorde Voldemort (Ralph Fiennes), na saga original.

Grindelwald

Ao contrário do último Animais Fantásticos, no qual Depp aparece por questão de minutos, neste, ele é o foco principal da trama Foto: Divulgação

Apesar de carregar o nome do filme e possuir bastante tempo de tela, Depp não inova como Grindelwald. O estereótipo de seus personagens segue o mesmo, o que, apesar de não surpreender, funciona na figura do vilão, que pode ser comparado a qualquer ditador da História, com ideais de superioridade da raça. Esse é um ponto positivo, já que tal crítica não é incomum, mesmo em blockbusters, como X-Men, Star Wars e o próprio Harry Potter.

É nesse contexto que Newt Scamander, mais uma vez interpretado por Eddie Redmayne, reencontra seu antigo professor, Alvo Dumbledore (Jude Law). O destaque dado aos personagens de Depp e Law, apesar de interessante, acaba por ofuscar os demais, inclusive o protagonista e seus animais fantásticos. Scamander, dessa vez, vai à Paris a pedido de Dumbledore, para proteger Credence Barebone (Erza Miller), cuja sobrevivência não fica muito bem explicada.

Newt Scamander

Em Paris, Newt tem a esperança de reencontrar não só Credence, mas também Tina Goldstein (Katherine Waterston) Foto: Divulgação

O roteiro, apesar de querer encaixar enredos demais ao mesmo tempo, funciona bem. Para os fãs, há diversas surpresas ao longo da trama que remetem ao Universo Bruxo criado por J.K. Rowling na primeira saga. Quanto às categorias técnicas, a trilha sonora é assinada pelo compositor oito vezes indicado ao Oscar, James Newton Howard (Jogos Vorazes) e o figurino, pela vencedora de quatro estatuetas, Oscars Colleen Atwood (Chicago, Alice no País das Maravilhas e Animais Fantásticos e Onde Habitam).

Leia mais: De volta ao mundo da bruxaria: “Animais Fantásticos e Onde Habitam”


Andressa Gabrielle – 8° período

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