Pesquisa sobre podcasts revela hábitos e desafios envolvendo a mídia

Foram divulgados os resultados da PodPesquisa 2018, feita pela empresa ABPod em parceria com a rádio CBN. O estudo, que foi realizado exclusivamente online, tem como principais objetivos o engajamento e compreensão do crescimento dos podcasts no país. Essa foi a quarta edição da pesquisa, que recebeu mais de 22 mil respostas, a maior já feita no Brasil – as outras aconteceram nos anos de 2008, 2009 e 2014.

Além de diversas métricas que avaliam hábitos e preferências, a pesquisa serve para que sejam possíveis algumas comparações em relação a edições anteriores. Enquanto antes, apenas 12% do público feminino consumia a mídia, agora essa fatia é de 15%. Luciano Pires, que é presidente interino da Associação Brasileira de Podcasters (ABPod) explica que o fato dos podcasts terem surgido na área de tecnologia contribui para que o público consumidor seja majoritariamente masculino.

Fone

Ouvir podcasts enquanto se trabalha é algo comum para quem consome a mídia Foto: Pixabay

Ele destaca ainda que a própria pesquisa mostra que as mulheres têm uma agenda muito diferente da dos homens, com menos tempo “livre”, o que pode ser outra explicação plausível. “Eu acho que é questão de tempo (o público ser mais equilibrado). Nos EUA, por exemplo, as mulheres já são 42% da audiência”, pondera. Outro quesito que se destaca são os hábitos de consumo. Há quatro anos, 42% declararam ouvir podcasts nos seus smartphones, mas esse número mais que dobrou nesse meio tempo, chegando a 92%, no estudo realizado em 2018.

Ajudinha do Spotify

Não à toa, os podcasts vêm buscando novas formas de fazer crescer seu público. Para isso, é importante que se siga as tendências das novas tecnologias. Visando esse crescimento, o Spotify anunciou, no início de outubro, que vai promover a abertura da sua plataforma para todos os tipos de podcasts. Ainda que seja uma fase de testes – nada garante que se não der certo, eles desistam da ideia – o reflexo do projeto já pode ser visto, inclusive no Brasil.

O podcast com mais ouvintes do país, o Nerdcast, era um dos que enfrentava dificuldades de penetrar na plataforma, por conta do uso de músicas com direitos autorais. Com a abertura, porém, esse cenário mudou. Luciano enfatiza que essa pode ser uma forma de disseminar a mídia, mas destaca que há outros caminhos: “Isso ajudará sim a popularizar, mas o grande canal de expansão é o crescimento do mercado de smartphones, com queda de preço e facilidade de assinar planos de internet.”

Tradicionalmente conhecido como um país consumidor de rádio, é curioso notar como os podcasts ainda não deixaram de ser uma mídia de nicho. Quando perguntados, 70,4% dos ouvintes disseram preferir os podcasts ao rádio. Diversos fatores contribuem para isso, um deles é a dificuldade em ter que usar um aplicativo específico, procurar, baixar e hospedar o arquivo. Com a chegada no Spotify, porém, esses caminhos se encurtam.

Para o profissional de Educação Física, Bruno Fernandes, de 24 anos, ainda há o que evoluir. “Com ferramentas que aumentem a acessibilidade e disseminação da mídia, isso pode mudar. Eu acredito que com o tempo cada vez mais pessoas começarão a enxergar os podcasts como mídia de entretenimento e aprendizado”, afirma. Luciano destaca ainda, que as rádios já vem adotando podcasts na sua grade de programação, na tentativa de atingir um público mais jovem.

Infográfico


Márcio Rodrigues – 7º período

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