Mercado informal cresce em função da crise econômica

A grave recessão econômica enfrentada pelo Brasil nos últimos anos fez com que os números de desemprego atingissem níveis alarmantes. A última pesquisa sobre o assunto, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referente ao terceiro trimestre de 2018, mostrou que existem 12,5 milhões de brasileiros sem emprego, o que representa 11,9% da população do país.

Diante desse cenário, é cada vez maior o número de pessoas buscando formas alternativas de gerar ou complementar a renda. O economista Anderson Oriente afirma que a preocupação com o desemprego pode ser uma das causas dessa “uberização” do trabalho. “Há uma busca incessante por formas alternativas de renda, devido à queda no emprego formal, afetada diretamente pela crise econômica e pela instabilidade política”.

É o caso da advogada Bruna Caroline Rosa, de 29 anos. Apesar de imaginar que fosse seguir no ramo de sua formação, ela decidiu passar a vender os adereços de carnaval que produzia para uso próprio. “Faço artesanato desde a infância e decidi atender aos pedidos de encomendas que meus amigos faziam. A partir daí, o lucro e a aceitação dos produtos foram ótimos e pretendo continuar neste ramo no futuro”, conta ela.

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Adereços de carnaval confeccionados por Bruna fazem sucesso o ano todo Foto: Bruna Caroline Rosa

Anderson afirma que os principais benefícios da produção artesanal podem ser observados por meio da promoção de estratégias, que apoiam a sustentabilidade das pessoas que adotam esse tipo de produção como forma de trabalho, o que vem se tornando mais comum.

A pesquisa mais recente divulgada pelo IBGE mostrou que o número de trabalhadores na informalidade cresceu 5,5% em relação a 2017, atingindo nível recorde no país. Hoje, 43% dos trabalhadores brasileiros estão no mercado informal. Esse grupo é composto por pessoas sem carteira assinada e também por empreendedores por necessidade – pessoas que, sem emprego, passam a prestar serviços ou vender produtos.

Essa foi a escolha da estudante de Publicidade Amanda Vasconcelos, de 21 anos, que vende bolos de produção própria. “Comecei a vender quando estava no colégio, para juntar dinheiro para a formatura. Na faculdade, voltei a fazer, as pessoas gostaram e hoje vendo também para duas agências de publicidade”, conta ela. Apesar de não pensar em seguir no ramo, Amanda afirma que pretende continuar vendendo os doces enquanto não tiver uma renda substancial que supra todas as suas necessidades.

Crédito da foto destacada: Mídia Ninja para Visual Hunt


Camilla Castilho – 8º período

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