Eleições 2018: Segundo turno entre Bolsonaro e Haddad reflete polarização do país

Apesar do crescimento do candidato Jair Bolsonaro (PSL) nos últimos dias, que levou muitos a acreditarem em uma vitória já no primeiro turno, o militar irá enfrentar Fernando Haddad (PT) no segundo turno, que esse ano ocorrerá no dia 28 de outubro. Com 98% das urnas apuradas, Bolsonaro teve 46,3% dos votos, enquanto o petista conquistou 28,9%. O terceiro colocado Ciro Gomes (PDT) garantiu apenas 12,5%.

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Resultado das eleições presidenciais com 98% das urnas apuradas Foto: Reprodução / TSE via Reuters

Assim, confirmam-se os resultados das pesquisas eleitorais, que já mostravam a divisão do país. Para a recepcionista Letícia Barroso, de 30 anos, essa polarização é prejudicial. “O pessoal está meio perdido, votando em um para evitar que o outro ganhe. Nas redes sociais é como se tivesse uma guerra, um brigando com outro por causa de política, sendo que às vezes é tudo mentira. No Bolsonaro, não voto. Não tenho esperança de melhora se ele ganhar”, disse.

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15ª Seção Eleitoral, no Centro de Convenções Sulamérica Foto: Francisco V. Santos / AgênciaUVA

Já a eleitora Isabel Cristina Almeida, de 53 anos, vê a situação política como sinal de uma disputa ainda maior.  “Eu vejo a polarização como uma guerra entre o bem e o mal, onde a esquerda está trabalhando a mente das crianças e da população para o desvio moral, por isso, a massa que zela pela decência e pela moral está com o Bolsonaro. Ele vai trazer ordem e progresso”, afirma.

Apesar do previsível resultado presidencial, a surpresa veio da escolha para o cargo de governador do Rio de Janeiro. O candidato Wilson Witzel (PSC) irá enfrentar o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, no segundo turno. Contrariando as pesquisas, Witzel cresceu nos últimos dias de campanha e ultrapassou Tarcísio Motta (PSOL) e Romário Faria (Podemos).

Para os eleitores do Rio e de outros estados do país, o dia não foi fácil. Houve reclamações de desorganização devido a mudanças em seções eleitorais. Além disso, a dificuldade com a biometria causou atrasos. Em muitos lugares, as filas foram enormes e duraram até depois das 17h, por isso, foram distribuídas senhas. Todos que chegaram até esse horário tiveram garantido o direito ao voto.

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A falta de organização gerou enormes filas nos locais de votação Foto: Francisco V. Santos / Agência UVA


Maria Carolina Martuchelli – 6º período e Francisco V. Santos – 7º período

 

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