Exposição traz resistência ao MAR

Resistir é preciso. Essa é a ideia por trás da exposição “Arte Democracia Utopia: Quem não luta tá morto”, que ocupa o segundo andar do Museu de Arte do Rio (MAR) desde o último dia 15. A mostra faz parte do programa que comemora o aniversário de cinco anos do museu.

Abordando temas como os direitos indígenas, das mulheres, dos negros e da população LGBT, as obras expostas levam a refletir sobre o papel que a sociedade impõe a cada um desses grupos, frequentemente empurrando-os para as margens.

 

No texto que recepciona os visitantes à mostra, o curador Moacir dos Anjos explica o conceito de utopia: “(…) é a projeção de um território e de um momento nos quais desejos e direitos são de algum modo satisfeitos e observados”.

Mas quais desejos e direitos são esses? Em uma sociedade inegavelmente plural, logo se apreende que eles são individuais e variáveis dependendo do ponto de vista, o que significa que o próprio conceito de utopia tem características diferentes para cada um. Para Moacir, “o pensamento utópico é essencialmente político”.

É certo que o momento atual vivido pelo Brasil também é político e o debate sobre os direitos da população brasileira é urgente e imprescindível. Assim, a exposição vem em boa hora, oferecendo ao visitante a oportunidade de pensar e debater sobre temas como o racismo, a homofobia, o machismo, a violência e as questões de gênero.

 

Uma das obras mais interessantes é o conjunto de quadros feitos por Rosana Palazyan, retratado acima. O bordado que imita as páginas de um caderno é o mesmo utilizado para retratar a dor de mães que perderam seus filhos de forma violenta. A própria experiência pessoal da artista foi fundamental para a realização de seus trabalhos: ela perdeu o único irmão para a violência do Rio de Janeiro.

Com propostas interativas e peças magistralmente selecionadas, a negação de direitos fundamentais aos seres humanos é bem representada e traz para o pensamento o absurdo praticado no mundo. O curador da mostra explica que “são muitas as maneiras de fabular outro lugar que possa existir no futuro, embora fazer política e fazer arte sejam duas das mais antigas e constantes”.

A mostra é, então, uma tentativa de juntar esses dois campos e imaginar um futuro em que ambas possam caminhar lado a lado em prol de uma sociedade melhor, mais inclusiva, mais justa e mais habitável. Em suma, exatamente o que o Brasil precisa agora.

Leia mais: Exposição ‘O Rio do Samba’ reúne 800 obras e tem karaokê no MAR

A exposição pode ser vista no Museu de Arte do Rio, localizado na Praça Mauá, até 16 de maio do ano que vem. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10 às 17 horas e o ingresso custa 20 reais. Além de estudantes e pessoas com deficiência, todos os cariocas e moradores da cidade do Rio tem direito à meia-entrada. A visita é gratuita para alunos da rede pública de Ensino Fundamental e Médio, além de professores também da rede pública, crianças de até 5 anos, idosos a partir de 60 anos, funcionários de outros museus, grupos em situação de vulnerabilidade social em visita educativa, vizinhos do MAR e guias de turismo. Às terças-feiras, a gratuidade é para todos.

 

 

Este slideshow necessita de JavaScript.


Camilla Castilho – 8° período

 

 

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s