Mulheres no judô

A história do judô feminino começou quando parentes, esposas e irmãs dos alunos que já praticavam se interessaram pela arte desenvolvida por Jigoro Kano, em 1882. No início, o esporte era praticado pelas mulheres de forma simplificada, devido à rígida sociedade oriental, com treinos rudimentares e somente entre elas. Entretanto, essa iniciação foi importante para popularizar a modalidade e os conhecimentos que viriam a ser difundidos com mais abrangência entre as mulheres pelos próximos anos.

Assim, no ano de 1923, o tradicional instituto Kodokan, que é o centro de treinamento de artes marciais no Japão, fundou um departamento segmentado exclusivamente para o judô feminino. Com o passar dos anos, o judô migrou para vários cantos do mundo, passando a ser estudado por mulheres mundialmente, no ano de 1934. Essa arte marcial está nas olimpíadas desde 1964, mas só começou a ser disputada por mulheres em 1992. No ano de 2000, foi oficializada como disputa fixa entre elas.

O som das quedas pode ser ouvido nas noites de segundas e sextas-feiras na Rua São Januário, 74, em São Cristóvão, nos fundos da Igreja Universal. O projeto Força Jovem Judô começou há 13 anos e hoje já conquistou os troféus de campeão carioca e estadual. Mas sua principal conquista é a inclusão social de jovens na sociedade, por intermédio do esporte.

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A faixa marrom Karine Silva, de 18 anos, que sempre gostou de praticar esportes, já fez outras artes marciais, mas foi vendo outros adolescentes indo para o treino que despertou o desejo de praticar judô. Ela começou em 2010, com 11 anos, e não parou mais, ganhando não apenas mais de vinte medalhas, mas também a disciplina e a postura que vieram agregadas à prática do judô. “Aprendi a ajudar mais em casa e a ter postura tanto lá quanto na rua”, declara a jovem.

Quem coordena hoje a equipe Força Jovem Judô é a faixa preta Isabel Silva, de 26 anos. Ela organiza as aulas que são divididas entre crianças, adolescentes e adultos. O criador do projeto, o professor João Luiz Miranda, faleceu há um ano e meio e deixou para Isabel essa grande responsabilidade. “O judô é uma arte marcial que serve para defesa pessoal e para inserir as pessoas socialmente”, avalia a coordenadora.

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Mas nem tudo no judô é um mar de rosas. Como explica Ilanny Martins, faixa marrom, e que já sofreu preconceito ante ao machismo. “E não foi uma vez. E um dos que mais ouvi foi: ‘você é menina, judô é coisa de garoto’.” Mas ela não desanimou; continuou seguindo em frente, sendo o judô o esporte com o qual mais se identificou e que a ajudou bastante, tanto para a defesa pessoal, quanto para muitas coisas na sua vida.

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O professor de Educação Física da Escola Municipal Nilo Peçanha, Pedro Dibe, alerta para a problemática de que os jovens acreditam que estão praticando atividade física regularmente, mas estão longe do recomendável, já que o indicado é de três sessões semanais de trinta minutos à uma hora, no mínimo. Ele também explica o que diferencia o judô dos demais esportes: “O judô é o único esporte que existe que foi criado como método educacional, por isso sua importância para os jovens, principalmente no que tange os benefícios sociais.”

A aluna Letícia Mendes de Mattos, de 27 anos, praticou o judô durante 6 anos. Ela parou a prática do esporte na faixa amarela e, se tivesse continuado com a prática, hoje estaria na faixa roxa. Fazendo parte equipe Pupo de Judô, Letícia aprendeu valores para serem usados no dia-a-dia, como ter paciência, disciplina e respeito ao próximo.

O que a cativou para a modalidade foi achar o esporte bonito. Apesar de todas as boas referências, Letícia conta que o número de mulheres é bem menor do que a quantidade de homens em competições. A entrevistada ainda aproveitou a matéria para fazer um manifesto, quando a pergunta foi à respeito de sofrer algum tipo de preconceito; “O maior preconceito é do país. Que não incentiva as meninas no judô, somente os garotos.”

Categorias do Judô feminino:

• ligeiro – de até 48 kg;

• meio-leve – de até 52 kg;

• leve – de até 57 kg;

• meio médio – de até 63 kg;

• médio – de até 70 kg;

• meio-pesado – de até 78 kg;

• pesado – a partir de 78 kg.


Débora Senra/ Helena Grillo/ Letícia Montilla/ Lucas Gomes/ Teixeira Thais Souza

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