Mangás e otakus: invasão da cultura pop japonesa no Brasil

Os otakus vem crescendo cada vez no Brasil. Na América, quem é fã de anime/mangá
são chamados de otakus. A Netflix divulgou um mapa com os países que mais assistem animes ao redor do mundo, e depois do Japão o Brasil está entre os países que mais assistem anime.

Os animes são exibidos no Brasil há mais de 40 anos e séries como Don Dracula, Piratas do Espaço, entre outros garantiam os fãs. Os animes como as histórias em quadrinhos, fazem parte da infância e juventude de muitas pessoas. Algumas trazem essa paixão por histórias para a vida adulta. No caso dos animes por se tratarem principalmente da cultura japonesa apresenta ao leitor um novo mundo, rico em cultura, tradições e personagens característicos de lá. Além dos traços dos desenhos que são bem diferentes e próprio dele.

Anime nada mais quer dizer do que animação no Japão mais aqui no Brasil usamos
mais para especificar que são desenhos vindos de lá. Por justamente serem tão específicos em mostrar sua cultura e orientações. Eles de maneira geral são inspirados nos chamados mangás, que são quadrinhos (HQ) feitas no estilo japonês. O primeiro foi feito em 1907, e contava a história de um marinheiro.

Mas em 1986, o fenômeno Cavaleiros do Zodíaco, que sozinho gerou o estouro nos
desenhos japoneses que está presente até hoje. Já no mundo dos mangás, Goku de Dragon Ball Z, que já era famoso pelo os games e pelo anime vendeu mais de 100 mil exemplares quinzenais no auge do seu momento. Até hoje mesmo com algumas produções já canceladas elas continuam fazendo sucesso entre o público.

Os mangás geralmente são publicados capítulo a capítulo, em almanaque de até 500
páginas com cerca de 20 séries diferentes e periodicamente semanal ou mensal. As séries com maior destaque ganham um espaço especial na capa e nas primeiras páginas. Depois da publicação dos capítulos, a história é republicada em edições colecionáveis conhecidas como tankohon, que é o formato como a maioria dos mangás saem no Brasil.

Aparentemente, o sucesso dos mangás está na diversidade que eles propõem ao leitor.
Seja qual for a sua idade e qual gênero você gostar, vai existir um específico para você. Por causa dessas segmentações é difícil encontrar alguém no Japão que não leia os quadrinhos, já que se trata de um entretenimento prático e barato e por se tratar de uma sociedade na qual as pessoas não possuem muito tempo para o lazer e leem muito.

Quem também se considera um otaku é Tarsso Freire, 21 anos, ele começou a assistir
os animes quando criança nos programas infantis, porém só mais tarde começou a se
aprofundar mais nos assuntos. Apesar se já ter aqueles animes que acompanha
semanalmente, ele está sempre a procura de algo novo e diferente do que está acostumado a ver para dar uma variada.

Além de se interessar no mundo dos animes, ele aprendeu muito mais do que
apenas saber da vida dos personagens, como: a vida do estilo oriental, outras culturas
semelhantes e até sobre a culinária de cada país. Com a inserção da Netflix e a facilidade que ela propõe aos seus leitores de assistir animes, quem almeja fazer parte desse ambiente, e não possui condições de pagar, encontra bastante facilidade em qualquer site online para fazer parte desse meio.

Os animes podem também ajudar as pessoas não só com o entretenimento como no
caso de Marlon Teixeira de 23 anos, que ao passar por uma depressão conheceu os animes que o ajudou a superar. “Conheci através de um amigo, então passei a assistir por
recomendação. Mas na época estava passando por uma depressão e foi uma forma de
distração ver animes e mangás.”

E ele gosta de pesquisar e saber mais sobre as histórias e seus criadores tem o
interesse de se envolver mais com o assunto. Principalmente porque gosta de muitos animes diferentes, então sempre procura estar por dentro do que acontece como muitas pessoas que são fãs fazem também.

Essa base de fãs foi conquistada e é cativada até hoje pelas questões morais que esses
desenhos trazem, já que suas histórias são baseadas nas experiências e aprendizados deles. “Uma coisa que eu vejo em grande parte dos animes é a lealdade que demonstram com seus amigos e familiares. E outra coisa que vejo também é que em suas histórias nunca desistem, e eu como já desisti de muitas coisas em minha vida, tento trazer essa lição para mim”.


Dayane Rodrigues e Nathália Gonçalves.

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