Audiência na TV

O telespectador procura encontrar programas que vão ao encontro do desejo deles. Seja para aprendizado ou entretenimento as pessoas querem algo com que possam se relacionar e as divirtam. Um exemplo disso são os canais da Discovery que tem em seu portfólio programas infantis, saúde, comportamento, séries que cresceram 4% no mesmo período.

Os canais da Globosat também tiveram grande crescimento com o público, dos 20 filmes na TV paga com maior audiência 18 foram exibidos por eles. Isso mostra como as pessoas se interessam por conteúdo específicos para seus gostos o que na TV aberta é mais amplificado.

Mesmo que hoje existem outras plataformas para se ver esses programas, a TV voltou a ganhar relevância graças a grande popularidade das séries, filmes, programas infantis que agradam o público. Como as pessoas estão sem tempo por conta do trabalho e estudo quando elas têm uma folga procuram descansar e é nesse momento de relaxamento em que a televisão entra e faz parte dessa etapa.

Patrick Domingos tem 23 anos, trabalha em uma rede de comércio e estuda à noite, aos finais de semana aproveita para descansar e é quando gosta de fazer maratonas de séries. É o que mais gosta de ver na TV hoje em dia. “Essa questão das maratonas faz com que a gente fique vidrado lá, porque a gente gosta daquilo. Um dia todo daquilo que a gente gosta né, isso nos atrai porque assim faz com que a gente passe mais tempo vidrado naquilo. ”

É uma questão de atração na opinião de Patrick, como não tem muito tempo durante a semana esses momentos se tornam mais prazerosos até por ser programas do gosto dele. O que é mais fácil de se encontrar nos canais fechados. Na visão dele está havendo um cuidado maior na questão da programação justamente por conta das novas tecnologias que te permitem ter acesso a conteúdo exclusivos em menos tempo.

Segundo o Produtor da TV Bandeirantes, Iago Moreira, 21 anos, seria essencial que os programas soubessem fazer um bom recorte, saber com quem estão conversando para conseguir passar a mesma mensagem para o seu público alvo e com isso se tornando mais fácil atrair a atenção dos telespectadores passando um conteúdo que houvesse uma ligação com eles.

Depois de ter passado por diferentes setores dentro da empresa, ele resolveu se especializar na produção de TV, já que foi a área na qual ele mais se identificou. Para trabalhar na TV, é necessário que o produtor pense no amanhã, a principal função dele é conseguir vender a sua pauta, incluindo os possíveis personagens, contatos das assessorias, escutar os especialistas. O objetivo é deixar a sua ideia de encaminhamento o mais claro possível.

Além disso, Iago Moreira, apesar do pouco tempo de experiência já consegue ter uma percepção de que a TV foi obrigada a se adaptar na era que estamos vivendo. Os programas passaram a ser mais dinâmicos, o formato do jornal teve que ser atualizado. “Antigamente, os jornalistas tinham um padrão a ser seguido, os apresentadores tinham que ficar sentados, parados, informavam a noticia de uma forma mais séria, caiu.” Tudo sofreu uma modernização.

Para ele, as televisões a cabos não estão influenciando as televisões abertas por cada uma apresentar um propósito diferente. No meio jornalístico por exemplo, não existe uma concorrência muito grande já que os jornais que são transmitidos nos canais abertos são considerados populares e esse é o padrão que deve ser seguido. Já no entretenimento, os canais abertos tiveram que se adaptar aos canais fechados, apesar de que na maioria das vezes os canais abertos não possuem a mesma verba que os canais fechados para produzir um programa de entretenimento. “A TV aberta está tendo que se adaptar para conseguir chegar no mesmo nível, competir e ganhar audiência em cima disso.”

E com um maior investimento das empresas a qualidade dos programas tem melhorado muito. Mais ainda há quem tem uma certa resistência aos programas nacionais e prefira os estrangeiros por acreditarem ser melhores. Para Marlon Peçanha que tem 24 anos, e não está trabalhando passa um bom tempo assistindo TV porque gosta muito e o ajuda a passar o tempo.

“Sim com toda certeza as produções americanas são muito melhores do que as brasileiras, tanto filmes, séries, desenhos. Qualquer coisa eu acho que é melhor do que o brasil. Muitas vezes o brasil cópia séries e produções estrangeiras para fazer versões aqui, mas o brasil eu acho que as produções aqui além de ser muito carregada em palavrões não que lá fora não tenha tem. ”

“Então séries para mim é uma coisa além de distração. Porque nas séries eu consigo ver, muitas das séries que eu vejo, sempre vejo algo semelhante a mim. Algo que aconteceu comigo, algo que eu já vi durante esses anos de vida que eu tenho.”

O sociólogo Eduardo D’Ávilla. 36 anos, percebeu que a televisão começou a competir com a internet. “Essa noção de audiência ganhou novas proporções com a internet, então basicamente a televisão teve que criar seus próprios sites na internet e ampliar o conteúdo que ela está produzindo.”

Para Eduardo, essa nova forma de fazer TV é o resultado das mudanças sociais. Quem se altera é a sociedade, na medida que vão surgindo os avanços técnicos, que são novidades e inovações que estão dentro de um contexto sócio histórico, ou seja, existem valores dominantes e propósitos dentro da sociedade e que hoje são marcados por uma onda conservadora. “Então essas mudanças que a sociedade apresenta sempre trás várias matizes ideológicas”.


Nathália Gonçalves

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