Crítica: ‘Sexy por acidente’

filme-sexy-por-acidenteSe você está à procura de uma de comédia dessas de rolar de rir, então não pode perder o filme “Sexy por acidente”. Porém, se também quer um pouco de conteúdo sério, desses que mostram como é o mundo real, que faça pensar, encontrará também isso no longa. “Sexy por acidente” (I Fell Pretty, no original) traz a já consagrada comediante norte-americana Amy Shumer (do programa de comédia Inside Amy Shumer) em um papel hilário, porém extremamente existencial, que vai de encontro à ditadura da beleza imposta ao longo dos anos (em grande parte por Hollywood mesmo, vale ressaltar) e de como isso afeta milhares e milhares de pessoas, tanto homens quantos mulheres, ao redor do mundo.

Amy interpreta Renee Barrett, uma mulher na faixa dos 30 anos, que vive uma vida nada satisfatória: simplesmente porque não se sente aceita visualmente pela sociedade que a cerca. Renee é o que costumeiramente chamam de “gordinha”, aquela que sempre é a engraçada, e nunca a gata. Ela pode se arrumar, se produzir, porém não consegue ser vista como sexy, no padrão modelos da Victoria Secret. E ela não aguenta mais isso. Após sofrer um acidente em uma das muitas tentativas de ficar bonita, quando bate fortemente a cabeça, desmaiando, Renne volta outra pessoa. Ela não muda de corpo, como acontece com a personagem de Gwyneth Paltrow em “O amor é cego”. É algo dentro dela que muda. Renee começa a sentir bonita e, consequentemente, a se enxergar bonita.

Depois disso, é só sucesso. Tomada de uma autoconfiança, a personagem vai em busca de seus objetivos. Em sua cabeça, ela é linda! Um mulherão… desses de parar o trânsito. E não é isso que isso acontece. Ela agora não dá mais ouvidos a todos que a rejeitam, por ter uma corpo fora dos padrões. E segue linda, loira com mini saias e, sim, alguns quilinhos a mais, dançando ao som de Girl On Fire de Alicia Keys.

images (2)

Imagem: Divulgação

As críticas da sociedade que só valoriza quem tem um shape perfeito seguem por toda a película. Porém, o filme mostra também o lado inseguro do ser humano: mesmo tendo grana e beleza, há quem não seja feliz por ser quem é. A personagem da indicada ao Oscar Michelle Williams retrata isso.

O filme se perde em algumas partes, dando a entender que poderia ter se aprofundado mais em determinados personagens ou cenas, contudo, o recado é dado: independentemente do que os outros acham sobre você, seja quem você nasceu para ser. E quem você quer ser, sem permitir que te rotulem! Seja você!


Débora Esteves  – 7° período

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s