Crítica: ‘No olho do furacão’

Cena do filme "No olho do furacão". Foto: Divulgação

Cena do filme “No olho do furacão”. Foto: Divulgação

“No olho do furacão” (“The Hurricane Heist” no original em inglês) é um longa de ação que une velocidade, tiros, raios, explosões e muitos efeitos especiais, elementos que parecem ser uma marca do estilo Rob Cohen de fazer cinema, conhecido desde que dirigiu o primeiro “Velozes e Furiosos”.

A história parte da ação de um grupo armado para roubar 600 milhões de dólares de uma instalação do tesouro americano, situada em uma pequena cidade dos Estados Unidos. Os assaltantes planejam aproveitar a passagem de um furacão para evacuar a cidade e efetuar o roubo, mas esquecem de combinar com os ventos.

A tempestade cresce, o furacão muda para a categoria 5 (a máxima da escala) e tudo vai literalmente por água abaixo. Para tentar impedir a ação dos bandidos, três personagens se unem numa aventura alucinada em meio à tempestade: uma agente de segurança do tesouro, um meteorologista e um ex-fuzileiro naval americano.

Os personagens Casey Corbyn e Will Rutledge, do filme "No olho do furacão". Foto: Divulgação

Os personagens Casey Corbyn e Will Rutledge, do filme “No olho do furacão”. Foto: Divulgação

A direção de Cohen se equilibra em dois aspectos: o ritmo frenético das cenas de ação do início ao fim e a continuidade da história. No mais, o filme deixa muito a desejar: no desempenho dos atores, na montagem, nos efeitos especiais etc.

Tornado e furacão são fenômenos meteorológicos bem diferentes em características gerais, amplitude e capacidade de destruição. No entanto, por “capricho” do roteiro, além de tornar o fenômeno mais parecido com um tornado (até o material de divulgação do filme mostra um tornado!), o furacão é amigo dos mocinhos. Quando os protagonistas da trama estão acuados, as águas ou os ventos chegam para salvá-los.

Os atores também não têm as melhores atuações. A experiente atriz Maggie Grace (americana, 36 anos), que fez a Shannon Rutherford na série de TV “Lost”, e Kim Mills em “Busca Implacável I”, II e III, tem uma atuação apenas didática na interpretação da protagonista Casey Corbyn. Toby Kebbell (inglês, 35 anos) e Ryan Kwanten (australiano, 41 anos), que fazem os irmãos Will Rutledge e Breeze Rutledge, não conseguem passar à tela a emoção que estão vivenciando, especialmente nas cenas de ação, que são a essência do filme. Até os vilões, Connor Perkins e o Xerife Dixon, vividos respectivamente pelos ótimos atores Ralph Ineson (Reino Unido, 48 anos) e Bem Cross (Inglês, 70 anos), estão mais para caricaturas de homens maus.

Ao final dos 100 minutos de duração do longa, o espectador mais exigente sai com a sensação de ter sido enganado, porque a história tem muitas falhas de credibilidade, principalmente nos efeitos produzidos por computação gráfica. Para aqueles que curtem filmes de ação pode até ser uma diversão leve e despretensiosa, mas tecnicamente está longe de ser um bom filme.


Francisco V. Santos – aluno do 7° período

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