Engenheiros Sem Fronteiras ensinam a produzir sabão ecológico com óleo de cozinha usado

O projeto Óleo Reversível dos Engenheiros Sem Fronteiras – Núcleo Rio de Janeiro incentiva a fabricação doméstica de sabão ecológico a partir do óleo de cozinha usado, evitando o descarte inadequado do produto na natureza e vários problemas ambientais, principalmente a poluição dos cursos d’água.  Um único litro de óleo é suficiente para poluir 25 mil litros de água. Além disso, a produção do sabão traz ainda a vantagem de gerar renda familiar. Confira a receita no vídeo e veja como é fácil fazer o sabão ecológico.

Este é apenas um dos projetos em andamento. O Núcleo Rio de Janeiro atua nas áreas de energia limpa com o projeto Abrigo Solar, que utiliza energia solar fotovoltáica; saneamento com o projeto Biodigestor, que produz biogás a partir do tratamento de dejetos e lixo; geração de água pelo aproveitamento da água da chuva com os projetos Eco Águas e Águas da Baixada; educação e inclusão social com o projeto Engenheiros do Futuro; e educação ambiental com o projeto Horta Solidária. Todos os projetos podem ser consultados no site do Engenheiros Sem Fronteira. Mas como surgiu essa entidade na engenharia?

Equipe Engenheiros Sem Fronteira. Foto: Divulgação ESF-Rio

Equipe de voluntários dos Engenheiros Sem Fronteiras – Núcleo Rio de Janeiro. Foto: Divulgação ESF-Rio

O ESF-Rio segue o ideário da Ong internacional Engenheiros Sem Fronteiras, que foi criada na França em 1982 e possui similares em mais de 40 países. Fundado em 2014, o ESF-Rio tem por objetivo utilizar técnicas da engenharia e a ação do voluntariado para levar educação e serviços a comunidades carentes. Desta forma, associa às ações técnicas e sociais dos profissionais e estudantes a participação dos moradores, possibilitando uma rica troca de experiências e a disseminação de conceitos importantes da atualidade como conservação ambiental, sustentabilidade e cidadania. E por que ser um voluntário?

Segundo o engenheiro civil Rodrigo Souto, 24 anos, a Ong oferece uma ótima oportunidade para a prática profissional no início da carreira. “Minha primeira vivência profissional foi no Engenheiros Sem fronteiras, onde aprendi a ser verdadeiramente um engenheiro. Depois arranjei trabalho, mas voltei para a Ong apenas pelo prazer de realizar o trabalho voluntário que é muito gratificante”, declara Rodrigo. Para ser um voluntário do Engenheiros Sem Fronteiras não precisa ser engenheiro, nem ter curso superior. “Basta ter tempo e vontade”, esclarece a engenheira Elizabeth Gomes, 36 anos, diretora geral do ESF-Rio. Atualmente, a instituição conta com 72 voluntários e necessita de mais.


Francisco V. Santos – 7º Período

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