Espécies em risco de extinção podem desaparecer até 2050

A morte do último rinoceronte macho, no Quênia, é um alerta para a extinção das espécies no planeta. Se não forem tomadas medidas para a proteção dos animais de crescentes ameaças provocadas pela ação humana, pode ser que muitos desapareçam antes de 2050. É o que revela a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Algumas das causas apontadas para este quadro são o extrativismo, a expansão urbana, a poluição e os incêndios florestais.

O surgimento de novas espécies, assim como a extinção, são eventos naturais. Os dinossauros viveram no planeta há milhões de anos, muito antes do surgimento do homem, e desapareceram devido às alterações no clima e após a queda de um meteorito. Atualmente, no entanto, o principal responsável pelo desaparecimento de animais no planeta, segundo a veterinária Ana Paula Küster, é o ser humano, embora não seja o único. “Há outro fator que também contribui, como a mudança do movimento de precessão da Terra, que vem corroborando com as alterações climáticas, portanto, da sobrevivência das espécies”.

Ana Paula defende que o ser humano precisa pensar mais na sociedade como um todo e não apenas em si mesmo. Ela acredita que as pessoas responsabilizam órgãos públicos pelos problemas ambientais, mas não percebem que são pequenas atitudes diárias que também contribuem para os problemas no meio ambiente e, consequentemente, para a extinção de espécies. “Atualmente, o ser humano quer sempre se abster da culpa, mas a mudança só ocorrerá quando nós mudarmos, quando o indivíduo começar a pensar na comunidade”.

Embora a extinção seja um evento natural, não se pode dizer que seja algo normal do meio ambiente quando ela é provocada em grandes proporções pelo homem. “Para evitar a extinção, o homem teria que aprender a viver poupando a natureza acima de tudo, principalmente da sua ganância”, afirma a bióloga Simone Cucco. Ela defende que, antes de qualquer intervenção ambiental, é preciso realizar estudos com profissionais capacitados para ajudar na preservação da natureza.

Com os avanços científicos, uma das alternativas para aumentar a população de animais ameaçados de extinção é a fertilização in vitro. No entanto, Simone explica que é difícil a preservação dos gametas e dos embriões, pois muitos são perdidos na hora do descongelamento. A bióloga assegura que, mesmo com toda a tecnologia existente, a chance de sucesso é pequena. “Não é fácil obter embriões viáveis através das técnicas atuais utilizando espécies já extintas ou em vias de extinção. O melhor é informar, conscientizar e evitar que a extinção ocorra”.

Acesse a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) (em inglês).


Letícia Montilla – 5° período

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