Aumenta a venda de alimentos sem glúten no Brasil

Para muitos, a inscrição “não contém glúten” é apenas mais uma entre tantas outras disponíveis no rótulo de um produto alimentício. Porém, para os que sofrem com a intolerância a esta proteína, denominados celíacos, é a informação mais importante. De acordo com a (OMS) Organização Mundial de Saúde, cerca de 1% da população mundial sofre dessa doença, mas estima-se que a maioria ainda não tenha sido diagnosticada. Com o crescimento deste público, são observados novos estabelecimentos no mercado que vendem produtos sem glúten e que adaptam seu cardápio a esta dieta.

Vanessa Rosa, de 46 anos, descobriu a doença celíaca há dois anos e conta que, no mercado, encontrou os alimentos da sua nova dieta com facilidade, entretanto, o mesmo não se aplicou aos restaurantes. “Acho que devido ao local onde moro (Zona Oeste do Rio de Janeiro), a oferta seja menor do que nos grandes centros”. Além disso, ela diz que seria um belo investimento para a região, já que não é a única que tem este problema.

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Nutricionista Mônica Regina. Foto: Divulgação

Sobre esta dieta, a nutricionista Mônica Regina explica: alimentos que tenham a proteína do glúten, como o trigo, o centeio, a cevada e todos os produtos que utilizam esses ingredientes em seu preparo, como é o caso de bolos, pães, pizza, biscoitos e bebidas fermentadas, como a cerveja, não devem ser consumidos. “Essa restrição que pode salvar vidas”, diz ela. A nutricionista acredita ainda que a adesão da dieta pelos artistas desencadeou o aumento de estabelecimentos de alimentos naturais.

Comprovando este fato, um estudo da agência de pesquisas Euromonitor Internacional publicado em fevereiro de 2017 mostra que, nos últimos cinco anos, as vendas de produtos naturais no Brasil avançaram a um taxa média de 12,3% ao ano, enquanto no resto do mundo o percentual ficou em torno de 8%. A pesquisa ainda mostra que só em 2016, o mercado brasileiro de alimentos saudáveis alcançou R$ 93,6 bilhões em vendas, e que o setor de alimentos sem glúten deve prosperar em 32% até 2020.

Quem entrou há pouco tempo no mercado de alimentos saudáveis foi Yuri Carvalho, de 24 anos, dono da empresa de pães Sem Glúten Com Yuri. Ele conta que por iniciativa da sua mãe, que é nutricionista, começou, junto com seu irmão, a vender pães para ajudar as pessoas que têm a mesma restrição alimentar que ele e a sua família. “Quando começamos nosso negócio, imaginamos ser mais fácil, mas encontramos várias dificuldades como em qualquer outro empreendimento. Porém, com muita dedicação, é possível tornar o negócio lucrativo e atender a pessoas que querem e precisam, com a qualidade que elas merecem”, diz ele.

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Embora os efeitos nocivos do glúten sejam controversos entre os especialistas, sabe-se que várias condições de saúde respondem positivamente a dieta. Renata Mattos, de 39 anos, é médica e adepta da dieta há mais de um ano. “Várias colegas da academia cortaram o glúten da alimentação, desde que comecei já emagreci onze quilos”, conta ela.  Entender e reconhecer que existem muitos alimentos naturais saudáveis e deliciosos – e que retirar o glúten não vai deixar a sua alimentação precária e sem sabor – é o grande segredo para o sucesso desta dieta.


Reportagem de Beatriz Nunes para a disciplina Projeto Interdisciplinar de Jornalismo Impresso

 

 

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