Digital influencer, a profissão que está tomando conta do mercado virtual

Com a evolução da tecnologia e a mudança na forma como as pessoas consomem informações e produtos, a figura do digital influencer, ou em bom português, influenciador digital, ganha cada vez mais força nas redes sociais. A missão desses profissionais é influenciar o comportamento da vida das pessoas dentro e fora da internet, indicando eventos, salões de beleza, produtos, restaurantes, programas, entre outros. O crescimento do Instagram facilitou ainda mais a divulgação do material produzido, fazendo com que milhões de seguidores fiquem atentos aos posts do digital influencer.

É o caso da Anna Brisa, de 24 anos, carioca, mas que reside em São Paulo atualmente. Apesar de ela ter feito trabalhos como modelo antes de investir na vida digital, foi por meio de suas fotos e vídeos pelo Instagram que hoje acumula mais de 225 mil seguidores em sua página. Mesmo tendo ganhado força nos últimos anos com a expansão das redes sociais, Anna já dedicava seu tempo a isso desde os 16 anos. Esses novos profissionais da web são verdadeiros formadores virtuais de opinião e a mudança comportamental e de mentalidade em seus seguidores está na aplicação de estratégias, empregadas pelos próprios influenciadores ou pelas marcas que os contratam.

anna-brisa

Foto: Reprodução

Ao contrário dos que muitos pensam, Anna não administra a página por conta própria, sua ascensão a fez contratar uma assessora, que fica responsável por fechar contratos e monitorar as postagens na conta. Ela é um dos exemplos que chamaram a atenção de grandes marcas, principalmente porque falam para um público segmentado, portanto, rende um tipo de publicidade mais assertiva do que outdoors e comerciais de TV. De acordo com uma pesquisa feita recentemente pela Nielsen, empresa especializada no comportamento dos consumidores, 90% dos clientes confiam na recomendação de outras pessoas para comprar um produto, enquanto apenas 33% se dizem influenciados por anúncios. Dessa forma, além de conseguir prosperar financeiramente, a modelo aproveita para divulgar sua loja online, a Oh, Kali!

Assim como em todas as profissões, há vantagens e desvantagens em se expor arduamente no mundo cibernético. Anna ressalta: “É difícil, porque as pessoas criam uma ideia sobre o que veem de você na internet e acreditam 100% naquilo, mas não é por aí. Pessoas conhecidas também se estressam, têm problemas, dias ruins e parece que não entendem isso”. E acrescenta: “As pessoas cuidam muito da sua vida. Se eu ficar 15 dias sem postar foto da minha filha, do meu namorado, elas já acham que tem algo de errado, então é complicado”. Tirando as consequências da superexposição, ela destaca a importância de influenciar seus seguidores de forma positiva, de receber carinho, mas também de passar uma mensagem que tenha significado, além do comodismo de poder trabalhar dentro de casa, ter uma agenda flexível e usufruir de liberdade editorial.

O assédio dos fãs também já rendeu momentos curiosos para a carioca, que não esperava essa proporção: “Eu já fui em lugares como um mercado do lado da minha casa, de pantufa, “coque”, sem maquiagem e tinha fã lá. Eu fiquei super sem graça, porque as pessoas que te veem na internet te idealizam, saindo como se você fosse a Miss Brasil todos os dias. Sou uma pessoa normal, às vezes eu não quero me arrumar e vou para o mercado de pantufa porque sou dessas”. De certa forma, assumir o papel de digital influencer faz passar por situações constrangedoras, até mesmo abusivas, portanto é preciso que haja um mínimo de controle das informações que serão divulgadas em seus perfis como medida de segurança.

Afinal, se antes essa era uma atividade de lazer, hoje virou trabalho para diversas pessoas. Por exemplo, no Instagram, os cachês são negociados a partir do CPM (custo por mil impressões). Um usuário com mais de 100 mil seguidores na rede pode receber entre 5 mil e 10 mil reais por anúncio patrocinado. Acima da parte financeira, entretanto, é importante que, como formadores de opiniões, tenha-se o cuidado com todo tipo de conteúdo ou marca que for divulgado, considerando a quantidade de pessoas que serão “atingidas” com a publicação.


Reportagem de Bárbara Guedes Serra para a disciplina Projeto Interdisciplinar de Jornalismo Impresso

 

 

 

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