Pode ou não pode? A importância de escolher os alimentos certos

O mundo atual apresenta diversas opções para a alimentação das pessoas. É cada vez mais comum encontrar uma grande variedade de produtos com marcas e sabores diferentes nas prateleiras dos supermercados. As fabricantes exibem propagandas chamativas e embalagens destacam as principais qualidades destes produtos, fazendo com que o consumidor não se preocupe em saber tudo o que o alimento contém e se confunda com as informações nutricionais. Mas afinal de contas, o que fazer na hora de escolher qual alimento levar para casa?

De acordo com uma pesquisa feita pelo instituto Datafolha, encomendada pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) em 2016, 48% dos brasileiros não leem os rótulos das embalagens antes de comprar algum alimento. Dos 52% que afirmam ler as informações nutricionais dos produtos, 35% entendem “mais ou menos”, 14% entendem bem e 3 % não entendem nada.

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Thamires dá dicas de alimentação no Instagram. Foto: Arquivo pessoal

Para a nutricionista Thamires Vasconcelos, a leitura dos rótulos é fundamental. “Muitas vezes a indústria faz aquela embalagem com lembretes chamativos e tendenciosos, mas quando lemos o rótulo e a composição, temos ciência do que realmente compõe aquele alimento”. Mesmo com a leitura dos rótulos, muitas pessoas acabam não entendendo as informações exibidas.

A leitura de um rótulo pode não ser uma tarefa simples para todos. Boa parte da população não sabe interpretar as informações que são exibidas e as pessoas acabam consumindo os produtos sem entender quais os riscos que eles podem trazer. As informações exibidas nos rótulos, na maioria dos casos, não são tão objetivas e confundem quem é leigo no assunto.

Pensando nisso, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) propôs, em novembro de 2017, uma mudança nos rótulos dos alimentos comercializados no Brasil. Pela proposta, as rotulagens devem ser mais objetivas, expondo de fato se o consumidor irá ingerir muita gordura, por exemplo. O tema será analisado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

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Modelo de embalagem de alimentos sugerida pela Organização Pan-Americana de Saúde. Foto: Reprodução

Existem muitos alimentos que as pessoas nem se preocupam em conhecer os ingredientes, pois acreditam que o produto por si só é bom. Um exemplo disso é a “barrinha de cereal”. De acordo com a nutricionista Thamires Vasconcelos, esse tipo de alimento pode conter conservantes, estabilizantes e são pobres nutricionalmente. Por isso, é preciso que a população esteja atenta e saiba exatamente o que está ingerindo. Mas não são apenas os produtos industrializados que geram dúvida. Os alimentos naturais também provocam muitas dúvidas no consumidor.

O ovo, de vilão a herói

Um dos mitos mais famosos e que todos acreditaram por muito era o de que o ovo não era um bom alimento. A nutricionista Melina Frota diz que essa dúvida era gerada por causa da quantidade de colesterol contida no ovo. “Antes, o ovo era vilão pela quantidade de colesterol, mas com as pesquisas descobriram que esse colesterol alimentar é muito pouco absorvido e, assim, se sobressaem as qualidades do ovo, que é rico em proteína e tem altíssimo valor biológico”. Além de ter qualidade nutricional, o ovo tem um preço bastante acessível.

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Melina é nutricionista do Vasco da Gama. Foto: Carlos Gregório Jr / Divulgação

Muitas pessoas precisam fazer dietas específicas e acabam desembolsando muito dinheiro para comprar os alimentos certos. Em alguns casos, o ovo pode se tornar um grande aliado, pois além de ter um preço atrativo, contém diversas propriedades importantes. Por ter alto valor biológico, a proteína é bem absorvida pelo corpo humano, o que faz com que o ovo seja querido por diversos atletas que precisam consumir altas quantidades de proteína.

Alceu Ribeiro é fisiculturista e consome oito ovos por dia. “O ovo tem um grande aporte proteico e gorduras boas. É um alimento de alto valor biológico e me ajuda a atingir os níveis diários de proteína”. Esse é um caso específico de um atleta que se alimenta em maior quantidade que a maioria das pessoas e que pratica atividade física diariamente. Cada corpo reage de uma forma aos alimentos, então é preciso estar atento para não cometer exageros e buscar a orientação de um profissional.

A nutricionista Thamires Vasconcelos dá a dica do que se fazer para conseguir se alimentar corretamente e saber se um alimento é interessante ou não para o consumo. “O ideal é procurar um nutricionista. Além da certeza de se obter informações adequadas, é garantido um atendimento individualizado, uma vez que determinada recomendação pode servir para um e não servir para outro”. Seguindo as dicas de um especialista fica bem mais fácil para se alimentar corretamente e garantir uma boa qualidade de vida.


Felipe Borges – 6º Período

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