Crítica: Em pedaços

MV5BODc2NTkyZjEtMTYxNC00YTJmLTgzZjMtNTVmOTZmNDBhMjQ5XkEyXkFqcGdeQXVyODAzODU1NDQ@._V1_SY1000_CR0,0,674,1000_AL_Vencedor do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro e representante da Alemanha no Oscar de 2018, “Em Pedaços” conta com uma narrativa envolvente e que aborda uma preocupação atual do reaparecimento de grupos extremistas nacionalistas e fascistas. Apesar dos 80 anos do nazismo completados em março, o tema ainda é uma questão muito presente em países europeus, como na Alemanha.

O filme conta a história de Katja Sekerci, interpretada por Diane Kruger, casada com o turco Nuri Sekerci (Numan Acar), que juntos estão reconstruindo sua vida e família. Porém, um ataque terrorista interrompe essa nova fase, matando marido e filho. E, ao longo da trama, vamos descobrindo juntos à personagem principal de que se trata de um caso de xenofobia, intolerância racial. A obra vai se dividindo em três “capítulos” — família, justiça e mar —, que consistem em uma espécie de luto da protagonista e a sua procura por justiça.

Escrito e dirigido pelo alemão Fatih Akin, o longa possui transições de gêneros (suspense e drama) que são captados devido à bela interpretação de Diane Kruger, que ganhou o prêmio de melhor atriz do Festival de Cannes de 2017. Além disso, ao longo dos três atos, a obra conta com uma combinação de composição e trilha sonora feitas de forma a fisgar o espectador para dentro da história, fazendo com que, em certos momentos, por meio da atuação de Diane, pensamentos, sentimentos e a alma da personagem sejam captados.

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Como consequência, a tragédia é sentida pelo espectador. E, no segundo ato, na parte da justiça, com os recursos e detalhes utilizados nas cenas das audiências, a dúvida, insegurança, desamparo e principalmente desespero somados à injustiça dão uma pista do que pode vir a seguir, a vingança. No terceiro ato, com recursos de flashbacks, as memórias deixam a entender que a personagem encontrou o seu momento de “paz” no luto, porém uma reviravolta pega todos de surpresa.

“Em pedaços” remete aos diversos tipos de interpretações que o título pode gerar e cumpre com o ideal e a proposta do filme: provocar impacto nas pessoas de que ataques do tipo vem acontecendo diariamente e que geram sérias consequências e agravantes não só para as famílias das vítimas, mas para todos de uma sociedade. Um alerta de que a xenofobia pode acabar com a vida de qualquer um.


Letícia Heffer e Daniela Oliveira – 6º período

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