‘Correr é o que eu amo fazer’, diz a recordista mundial Terezinha Guilhermina

Quem disse que uma pessoa deficiente visual não pode ser velocista? A mineira Terezinha Aparecida Guilhermina de Castro é a prova de que é possível. Mais conhecida por suas vendas de olhos coloridas, ela leva uma vida que se passa totalmente no escuro, mas nem isso foi capaz de parar a vida da atleta. Ao longo dos anos, descobriu a corrida e se tornou recordista mundial. Hoje já são oito medalhas em mundiais.

Terezinha já nasceu com a deficiência: tem retinose pigmentar, doença congênita que provoca a perda gradual da visão. Seus pais são primos e isso a afetou. No início da carreira, ela apostou no atletismo, depois foi para natação e retornou à modalidade de origem, na qual se encontra até hoje. “Escolhi o atletismo por considerar um esporte prático e fácil de ser praticado, pois no início não exigia um local específico.  Bastava ter um tênis e começar a correr. O que mais me motiva a correr é fazer o que eu amo e amar o que eu faço!”.

TEREZINHA

Além de ser velocista, Terezinha faz salto em distância também e é a segunda melhor do mundo. É detentora do recorde mundial nos 400m e em equipe no 4×400 m. Em Paralimpíadas, conquistou ouro nos 200 m em Pequim 2008, em Londres 2012 ganhou ouro nos 100m e 200m e na Rio 2016, conquistou a prata no revezamento 4x100m e bronze nos 400m. “A prova de que eu mais gosto é a dos 200m rasos”, confessa a atleta.

Após mais de um ano da Rio 2016, Terezinha diz que experimentou muitas emoções e subir no pódio foi uma delas. “Foi singular, por estar no meu país, mas principalmente porque havia passado por vários momentos pessoais não tão bons”. Nos próximos jogos, em 2020, ela quer participar também da prova do salto em distância e conseguir ser a primeira. Além disso, estará competindo na pista. Porém, ainda não sabe em quais provas. “Quero fazer marcas melhores em todas as minhas provas! E conquistar as medalhas de ouro nos próximos Jogos!”, fala Terezinha sobre seu próximo objetivo.

Como todo atleta, ela é mesmo focada em suas metas.Com a rotina longa de treinamentos, viagens para competições dentro e fora do Brasil, sobra pouco tempo para se dedicar a familiares e ao sonho de ter filhos. Mas ela garante: ainda quer ser mãe antes dos próximos jogos. Atualmente, ela está noiva de Thales, apaixonado por esporte e velocista. “Essa é uma das metas para esse ciclo”, diz a atleta.

rgrghwer

Pioneira em muitos setores da vida, a mineira foi a única atleta que competia com dois atletas guias, um para cada prova. Rafael Lazarini e Rodrigo Chieregatto foram os guias na Rio 2016, mas hoje em dia não mais. “Eu trabalhei com Rafael e com o Rodrigo apenas em 2016. Nesse momento, não estou trabalhando com nenhum dos dois. Apenas tenho um outro atleta guia. Mas a experiência foi excelente em poder trabalhar com dois guias, já que a motivação é sempre nova, pois fazia treinos tanto com Rafael quanto com Rodrigo, de acordo com a prova e com o objetivo do treinamento”. Terezinha atualmente, vive na rotina de treinos para dar seu melhor em Tokyo 2020. Pois já garantiu que deseja uma ou várias medalhas na Paralimpíada, para levar orgulho ao povo brasileiro e ao paradesporto.


Reportagem de Priscilla Romana Fernandes para a disciplina Projeto Interdisciplinar de Jornalismo Impresso

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s