Os palcos de Nathy Veras, cantora revelada no ‘The Voice Kids’

Da comunidade da Cidade de Deus para as TV’s de todo o Brasil. Foi subindo aos palcos da primeira temporada de The Voice Kids que Nathália da Silva Veras, de 17 anos, encantou o público com sua voz. Conhecida como Nathy Veras, a jovem conta como foi a experiência de participar do programa e todas as portas que foram abertas.

Nathy cresceu com a arte. Seu pai, diretor do grupo de teatro “Os Arteiros”, sempre a encorajou para a música e foi aos 9 anos que ela decidiu que o palco era onde ela deveria estar. “Foi na minha primeira aula de teatro que eu percebi que eu podia ser cantora”, conta a jovem. Mas a música vai além da voz, ela também toca violão, ukelele, teclado e é compositora.

Só que para mostrar seu talento, foi uma grande lua. Essa era a Nathy antes de tomar uma decisão que mudaria sua vida. Ela era tímida. Em 2016, se inscreveu para o programa The Voice Kids. “Meu pai me falou para ir só por diversão e por experiência. A gente tem muito esse lema de fazer as coisas que gostamos e ao mesmo tempo se divertir”.

O vídeo enviado para inscrição foi Back To Black, da Amy Winehouse, e Nathy mal sabia que essa seria a música que impressionaria os bastidores, o público e Ivete Sangalo. A cantora foi selecionada para o teste às cegas. Nathy conta que há todo um processo de seleção de músicas para o grande dia: “Eu escolho cerca de vinte músicas e a produção vai fazendo uma peneira até alguma que agrade todo mundo”.

Foi em um dia no estúdio que os produtores resolveram pesquisar a menina no YouTube e se depararam com um cover da música de Amy Winehouse. “Todo mundo parou e se olhou. Eles só disseram ‘precisa ser essa’”, relembra com saudade. Com muito preparo – e também nervosismo – Nathy subiu aos palcos do The Voice Kids e soltou a voz.

Nathy nos palcos do The Voice KidsCrédito GShow

[Nathy Veras. Foto: GShow]

A cadeira de Ivete Sangalo virou e só foi emoção: “Eu não conseguia acreditar. Eu escuto Ivete desde pequena e foi ela quem virou a cadeira para mim. Parecia um sonho”, conta, impressionada. Nathy só tem elogios. Ela diz que Ivete foi mais que uma técnica, foi uma amiga que se preocupava sempre com todas as crianças do time. Para a batalha – a etapa em que os candidatos de cada jurado cantam juntos – a Rainha do Axé cuidou de todas as vozes para que nenhuma saísse em desvantagem.

Em um cenário de competitividade, a jovem cantora diz, tranquila, que não teve problemas. A amizade prevaleceu e foi além das câmeras. “Eu, Carol e Bebé (Carol Passos e Bebé Salvego batalharam junto com Veras) ficamos amigas. A gente tinha até um grupo no WhatsApp”, conta, com bom humor.

Em menos de um ano, mesmo não seguindo no programa, a artista só cresceu. Nathy se apresentou em um trio elétrico em Salvador junto com Veveta e diz, animada: “Foi o melhor Carnaval da minha vida”. Porém, a Bahia não bastava, a “cria da Cidade de Deus”, como ela mesma diz com orgulho, foi convidada para representar o grupo “Os Arteiros” no evento da Brazil Foundation em Nova Iorque e Miami. No leilão beneficente, discursou, deu entrevista e cantou com Samantha Schmütz e Jorge Ben Jor.

IMAGEM NATHY 2 Depois do Sim de Ivente Sangalo Credito Gshow

[Foto:GShow]

Como toda pessoa que precisa lidar com a mídia, Nathy também encarou problemas. Em agosto de 2016, a cantora lançou o clipe “Não É Não” e entre as mais de 18 mil visualizações, recebeu comentários negativos. “É uma música que fala do feminismo e muita gente comentou coisas horríveis. Eu fiquei muito assustada”, desabafa. Mas isso a fez mais forte para enfrentar as críticas: “Quando isso aconteceu, eu aprendi que nem todo mundo iria gostar do que eu faço e eu precisava saber lidar com isso”.

Hoje, Nathy Veras faz shows e participações em peças de teatro. Com mais de 42 mil seguidores no Instagram, conta que se sente muito bem com o reconhecimento do seu trabalho. “Tem gente que vem e fala que me acompanha até antes mesmo do The Voice, quando eu só postava alguns covers no YouTube e Twitter. É uma sensação de gratidão muito forte”, conta emocionada.


Reportagem de Rayara Lassance para a disciplina Projeto Interdisciplinar de Jornalismo Impresso

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