Prática do futebol americano ganha espaço no Brasil

“Bola na linha de 5 jardas, é primeira para o gol! Snap feito! Vem jogada corrida e ele vai para a endzone! Touchdown!”. Este tipo de narração tem se tornado comum nas televisões brasileiras. Além do futebol, do vôlei e do basquete, os esportes mais praticados no país, os brasileiros tem uma nova paixão: o futebol americano. Ganhando cada vez mais fãs e dando mais audiência para os canais que transmitem os jogos da National Football League (NFL), a liga estadunidense do esporte, o país do futebol de Pelé, Ronaldo Fenômeno e Neymar tem novos ídolos: Tom Brady, Odell Beckham Junior e Aaron Rodgers. Mas essa paixão não fica só em assistir às estrelas americanas. O Brasil tem seus próprios clubes e atletas.

Apesar de pouco divulgado, o esporte tem uma liga nacional desde 2009, quando contava com apenas oito equipes, e hoje, após as mudanças na confederação e a união de duas ligas, o campeonato brasileiro já conta com 30 times. Alguns jogos já foram transmitidos por canais de assinatura e muitos outros são transmitidos pela internet. Assistir à NFL é um dos motivos que fazem um fã querer praticar o esporte, como conta o atleta do Flamengo Imperadores, Marcos Vinicios Agum, de 18 anos: “Eu acompanho futebol americano desde o Super Bowl de 2015, quando os Patriots venceram os Seahwaks em uma jogada histórica, e então decidi que esse era o esporte da minha vida, porém eu não fazia a menor ideia de que existia isso no Brasil”.

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O esporte não é barato, os atletas necessitam de muitos equipamentos de proteção. Para o estudante de Jornalismo e atleta dos Patriotas, Sloan Henry, de 26 anos, esse é um ponto negativo na prática do esporte, que ainda é amador no Brasil: “A maior dificuldade mesmo é a questão financeira, por não sermos somente atletas e necessitarmos de outras profissões, não podendo dedicar 100% do nosso tempo ao esporte. Muitas vezes temos que gastar nosso dinheiro para viagens e material de jogo.” Ele complementa dizendo que espera que um dia os atletas se profissionalizem: “Quando o esporte ganhar uma chance na mídia e conseguir atrair patrocinadores, poderemos formar atletas que se dediquem somente ao esporte”.

Já André Bastos, agente administrativo e atleta dos Patriotas, não acredita na profissionalização do esporte, mas reconhece o crescimento: “Hoje em dia está muito difícil, eu já fui campeão brasileiro, carioca, já representei a seleção carioca e acho que há um tempo o esporte no Brasil, falando para quem pratica, deu uma caída. Estamos gastando mais do que alguns anos atrás. Mas o Futebol Americano cresceu muito, em todos os lugares as pessoas estão usando camisas de clubes da NFL, muita gente praticando, muita gente assistindo, cada cidade no Brasil tem um time, por mais amadores que sejam, sempre tem”.  A bola oval tem conquistado espaço nas televisões e nos campos do Brasil e promete em alguns anos alcançar um patamar próximo do futebol tradicional nos canais esportivos da televisão brasileira.


 Reportagem de João Pedro Isidro Fonseca para a disciplina Projeto Interdisciplinar de Jornalismo Impresso

 

 

 

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