Crítica: ‘Liga da Justiça’

MV5BNDgwNjMwNjM1OV5BMl5BanBnXkFtZTgwNjA2Njk5MzI@._V1_Otimismo sempre foi algo inerente aos quadrinhos, desde o início da era de ouro dos heróis (1938).  Tais personagens sempre foram associados a um conceito maior do que simplesmente salvar vidas, e sim representar um exemplo ou modelo para o público leitor, em grande parte formado por jovens. É com a falta do sentimento de otimismo que o universo cinematográfico da Universo Estendido DC (no original, DC Extended Universe) sofreu em suas primeiras produções, muito carregadas com o drama da trilogia “O Cavaleiro das Trevas”, do diretor Christopher Nolan.

No roteiro, Batman (Ben Affleck) e Mulher-Maravilha (Gal Gadot) entram em uma jornada para recrutar Flash (Ezra Miller), Aquaman (Jason Momoa) e Ciborgue (Ray Fisher) a fim de impedir a iminente invasão do exército de Darkseid, liderado por seu general Steppenwolfe.

Seguindo um ritmo totalmente contrario ao polêmico “Batman Vs Superman”, o diretor Zack Snyder optou por uma montagem que primasse pela agilidade do enredo, sem se preocupar muito em problematizar questões sociopolíticas. Com um tempo de tela menor, ele introduz os personagens, seus objetivos, defeitos e garante a construção da equipe em cenas de descontração ou drama.

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A fotografia também sofre mudanças. Sai a coloração acinzentada e sombria de Larry Fong e entra Fabian Wagner, que utiliza de um clareamento nas cenas para passar a ideia de mudança de tom que o filme seguirá em relação a seus antecessores. A trilha sonora desenvolvida por Danny Elfman é outro ponto que destoa do trabalho feito até então por Hans Zimmer. Durante toda a produção, Elfman recicla trabalhos antigos que mesmo funcionando em tela (a trilha sonora definitiva do Batman composta por ele em 1989) não deixam de ser um forte indício de que o compositor se acomodou e, diferente de Zimmer, não se arriscou em criar algo novo.

Os personagens possuem o tempo apropriado para apresentarem suas características, ainda mais com alguns deles já sendo conhecidos pelo público (Como Batman e Mulher-Maravilha), o que garante ainda mais tempo para os novos integrantes. Ao mesmo tempo, a ausência da presença do Superman (Henry Cavill) funciona por se fazer sentida por toda a história, assim como parte da razão do ataque dos vilões.

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Por fim, “Liga da Justiça” é sobre super-heróis salvando as pessoas. Mesmo tendo problemas individuais eles continuam sendo super e, como nos quadrinhos, o espectador sabe que no fim tudo se resolverá, mas nem por isso abandona a história. A carga crítica e dramática é menos intensa do que em “Batman Vs Superman”, mas nem por isso a obra deve ser considerada como infantil. Ao fim do filme, fica claro os rumos que o Universo Estendido DC vai assumir daqui para frente: otimista mas não menos maduro.

Obs: Há duas cenas após os créditos finais: uma referente a um momento histórico das HQs e outra que estabelece uma ponte para a sequência da Liga no futuro.


Gustavo Barreto – 6° período

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