Talk show debate o empoderamento feminino na UVA

“Empoderamento feminino é o ato de conceder o poder de participação social às mulheres, garantindo que possam estar cientes da luta pelos seus direitos, com total igualdade”, esta foi a definição para o termo trazida por Patrícia Armstrong, coordenadora da executiva municipal do PRB MULHER RJ, militância do partido que busca aumentar o envolvimento das mulheres na política. O evento aconteceu na última segunda-feira, 07, no campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida e reuniu um expressivo público no Salão Preto da unidade.

Durante sua fala, Patrícia fez questão de ressaltar a data providencial do talk show: este ano, justamente no dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha, que pune os praticantes de qualquer tipo de agressão às mulheres, completou 11 anos. “Essa lei trouxe paras as mulheres, dentro e fora do Brasil, um empoderamento da mulher. Hoje ela se sente protegida”. Aproveitando o gancho, a palestrante tirou algumas dúvidas a respeito disso. Por exemplo, muitas pessoas achavam que a lei é direcionada apenas a cônjuges ou parceiros, mas ela se refere a qualquer pessoa que agredir uma mulher.

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Patrícia Armstrong [foto: Gustavo Barreto/Agência UVA].

Além disso, Patrícia também tocou em um tópico importante à discussão: as barreiras que as mulheres ainda encontram hoje em dia. De acordo com a coordenadora do grupo, a principal delas é o medo – de ficarem desprotegidas, desabrigadas ou perderem os filhos –, e, para quebrar este obstáculo, são necessários o autoconhecimento e a ciência de todas as leis, projetos e grupos de apoio. “Em muitos casos, quando a mulher começa a se empoderar e o homem se manifesta contra, ela passa a dar muita ênfase ao homem. Tudo aquilo que você alimenta vai ser mais forte do que você”.

Ainda sobre este tema, Patrícia relembrou como a construção histórica patriarcal do Brasil teve peso na repressão das mulheres ao longo do tempo. A convidada explicou que assim como muitas mulheres dão parte de agressão, mas acabam retirando a queixa por medo do que pode acontecer com elas ou com os filhos, muitas pessoas sabem de casos de agressão, mas não denunciam por conta de convenções pré-estabelecidas. “Antigamente, existia esse mito de que ‘em briga de marido e mulher, não se me a colher’. Hoje, a gente mete o corpo todo. Tem que ligar 180, tem que denunciar”, afirma.

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Palestra sobre Empoderamento Feminino [foto: Gustavo Barreto/Agência UVA].

Antes de encerrar sua fala, Patrícia levantou a questão da representatividade, que, como declarou, tem uma função de destaque no empoderamento feminino, seja na área da política, do esporte, da cultura, da educação. A palestrante mostrou ao público quatro exemplos de mulheres empoderadas ao longo da história recente do Brasil e que se tornaram grandes personalidades e expoentes da cultura brasileira, inclusive fora do país.

Assim, foram apresentadas personagens como Tarsila do Amaral, um dos principais nomes da Semana de Arte Moderna de 1922, Chiquinha Gonzaga, primeira maestrina brasileira e compositora da primeira marchinha de carnaval – “O Abre-Alas” –, em 1899, a jogadora de futebol, Marta, eleita cinco vezes consecutivas a melhor jogadora do mundo e a judoca Rafaela Silva, ganhadora da medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio, em 2016. “A representatividade é capaz de incentivar outras mulheres a quererem tomar as rédeas das próprias vidas e darem o primeiro passo para isso”.


Daniel Deroza – 6º Período

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