União pela arte

O consulado argentino do Rio de Janeiro abriu as portas de sua galeria para a 17ª edição da mostra itinerante “A Arte do Rio”. Sob a idealização e curadoria de Celina Azeredo, a exposição, que começou na última sexta-feira, 5, e se estende até o dia 25, coloca em visitação quadros com bordados, pinturas e fotografias de oito artistas brasileiros que pretendem atrair olhares para a produção artística local através de excepcionais obras de arte.

Quem estiver planejando fazer uma visita, poderá apreciar os trabalhos artísticos de Benjamin Rothstein, Dirce Fett, Gilda Goulart, José Maria Dias da Cruz, Marco Cavalcanti, Sérgio Ferreira, Solange Palatnik e Yolanda Freyre, em um projeto que acontece desde 2000 e busca explorar os aspectos visuais do Brasil, da cidade do Rio de Janeiro, e de muitos outros cotidianos. Mas, desta vez, contando com um novo ingrediente, o evento tem como objetivo ampliar fronteiras, e visa fazer uma aproximação entre a arte do Brasil e os argentinos.

Quem vier da Argentina poderá se agraciar com algumas das telas de Solange, que retratam dançarinos de tango de uma forma exuberante. As belíssimas imagens de Benjamin são também uma grande atração, pois elas se revelam extremamente ricas em detalhes e colocam em jogo o isolamento da figura humana em meio ao contexto da pintura, gerando um efeito que produz contrastes visuais e estruturam a mensagem que a obra deseja passar. A suavidade de Rothstein é algo para se admirar. Apesar de não misturar muitas cores, ele possui leveza nos traços, o que atrai o amante da arte.

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[foto: Leonardo Marques/Agência UVA]

Segundo a curadora, a ideia é extrair a percepção dos hermanos com relação aos movimentos artísticos que consolidam a diversidade da produção visual dos expositores brasileiro. São colocados à mostra diferentes quadros, denotando as variadas personalidades dos artistas e trazendo à tona a genialidade de cada um deles, que fotografam, pintam e costuram, em superfícies planas, as singularidades de suas percepções com relação a um determinado momento ou dia a dia.

Dentre todos os expositores, Dirce Fett se destaca por se aprofundar de forma emblemática nas belezas que representam a bandeira verde e amarela. Enfatizando a flora e a fauna, ela mostra ao público, através de cores fortes e vibrantes, a exuberância da Mata Atlântica, que abraça o Rio de Janeiro e os monumentos que dele fazem parte. A partir da construção dessas paisagens são traduzidas as razões pelas quais o Rio é considerado uma cidade maravilhosa.

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[foto: Leonardo Marques/Agência UVA]

Quem ama o Brasil se apaixona por Fett. Karina Jimeno, que vive na Argentina e está hospedada no Rio, esbanjou alegria ao ver os quadros da artista. “Eu moro na Argentina e tenho essa coisa do Brasil no coração. Só tenho a dizer que amei os quadros dela. São todos bem coloridos, e eu gosto muito disso.” Ela falou ainda sobre a pouca divulgação da exposição. “Na realidade, eu não sabia que tinha esse espaço cultural. Uma amiga que comentou comigo. Acho que por aqui poderia haver maior divulgação dessas coisas.”

O evento como um todo é muito bem organizado. O local onde ele está ocorrendo conta com um excelente espaço, para receber uma quantidade considerável de visitantes. Devido a isso, Márcia Alves, de 32 anos, apaixonada por obras de arte, gostou muito da galeria. Ela conta que veio prestigiar a colega e expositora Yolanda Freyre. “Vim prestigiá-la e gostei muito, achei tudo interessante. Tudo chama bastante a nossa atenção.”


Leonardo Marques – 8º período

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