De volta à Alameda dos Anjos

003238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxAdaptar franquias consagradas do meio audiovisual é sempre uma questão delicada. Entre erros e acertos, Hollywood está em uma fase na qual é moda regravar histórias clássicas. Seguindo o rebanho, chega aos cinemas “Power Rangers”, um longa que desde seu anuncio, já divide opiniões. Despertando esperança nos mais positivos e receio naqueles que presam pela filosofia de “time que está ganhando não se meche”, ou seja, é melhor não mudar o que deu certo, para não dar errado.

Contextualizando, nesta nova roupagem, o longa segue o roteiro clássico. Cinco jovens moradores da Alameda dos Anjos descobrem artefatos extraterrestres escondidos. Ou melhor, os artefatos é que “escolhem” os jovens. Em outras palavras, quis o destino que, especificamente, aquele grupo de adolescentes chegassem aos objetos. A partir disso, eles ganham poderes especiais e percebem que são os únicos que podem defender a terra contra a ameaça do mal.

Jason (Dacre Montgomery), Kimberly (Naomi Scott), Zack (Ludi Lin), Trini (Becky G) e Billy (RJ Cyler) são cinco adolescentes problemáticos, atormentados por problemas do passado. Depois que Rita Repulsa (Elizabeth Banks) acorda de sua hibernação, o grupo recebe ajuda e treinamento do primeiro ranger vermelho, Zordon (Bryan Cranston), e do carismático robô Alpha 5, para tentar conter a ameaça.

Até aí nada demais, é a história super clichê presente em todos as séries de Power Rangers. A diferença é que, neste, o diretor Dean Israelite deu uma nova roupagem a história. A primeira a se notar, desde as primeiras cenas, é a ousada escolha de movimentos de câmera. Normalmente filmes populares como esse só buscam enquadramentos mais abertos e parados, todavia, Dean “brincou” bastante com a fotografia e deu um visual muito mais dinâmico e alternativo para obra, lembrando até Chazelle em “La La Land”.

Outra alteração feita pelo diretor, e pelos roteiristas, foi a mudança de público alvo, ou melhor, atualização. Agora, a linguagem super jovem – sendo denominada pelos mais críticos como a versão teen de “Clube dos Cinco” – e tecnológica atrai a geração mais nova, que em maioria não acompanhou a trama clássica dos heróis. Como dito no início do texto, opiniões divergiram sobre isso. Os fãs mais antigos se sentiram insultados pelo filme não ser tão violento como eles queriam – seguindo os passos de “Logan” e “Deadpool” – mas, a verdade, é que o cinema se renova e essa nova roupagem foi um tiro certeiro do diretor.

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Falando em roteiro, a nova trama – por incrível que pareça – não explora o elemento mais presente na série clássica, a luta. São poucas as cenas de ação propriamente dita. O longa foca mais em explorar as histórias pessoais de cada um dos cinco Rangers. Normal, se pensar que este – provavelmente – é o primeiro de uma saga de filmes, já que os personagens precisavam ser bem apresentados. Temas como Homossexualidade e Autismo são pontos muito bem tratados na obra, alertando para as dificuldades enfrentadas por pessoas que se enquadram nestes grupos.

O tempero dessa receita são as inúmeras referências às séries antigas. Tem de tudo: personagens clássicos, músicas icônicas, símbolos lendários, etc… Esses pontos ativam o sentimento de nostalgia dos fãs e dão um gostinho especial para a história. Finalizando, o filme é sim uma boa pedida e conquista o paladar de todas as idades. O longa ainda conta com uma cena pós-crédito que faz referência a um personagem antigo, então não saia da sala e #GoGoPowerRangers.


Iago Moreira- 7º Período

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