Novos calouros

 

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Alunos da UVA [foto: Martina Orlandini/Agência UVA].

Como de costume em todo começo de semestre, na última segunda, dia 6, foi iniciada a Semana de Integração dos Calouros das unidades Tijuca e Centro da Universidade Veiga de Almeida, trazendo atividades que intentam pôr em contato os estudantes recém-chegados e os veteranos e possibilitando que os novos alunos conheçam melhor os cursos que escolheram.

Na unidade da Zona Norte, a parte didática da integração foi realizada por meio das palestras de capacitação para as matérias online, ocorridas no auditório. No entanto, a última semana foi marcada pelas atividades ocorridas no Salão Preto. Com a presença de food trucks, barracas de doces, baterias universitárias, além da presença de DJ’s, o evento animou calouros e veteranos, que se envolveram em ações descontraídas pelo campus, em um “ritual” já tradicional nas universidades brasileiras há mais de um século.

A caloura de Biologia, Suellen da Rocha, conta que adorou a iniciativa: “A energia está incrível e todo mundo é muito receptivo. A minha faculdade antiga não era grande, isso não existia lá(…) Está tudo muito bom mesmo”. Outro que afirma ter curtido a integração entre calouros e veteranos foi Fabio Cortes, aluno do primeiro período do curso de Relações Internacionais: “Estou achando muito interessante esta semana. A galera está muito animada, com caixas de surdo e bumbo”, ao que acrescenta: “foi muito fácil de fazer amigos, todo mundo é muito gente boa”.

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Food Truck no Salão Preto da UVA Tijuca [foto: Daniel Deroza/Agência UVA].

Já no campus Centro da UVA, a recepção dos calouros foi composta por quatro dias de palestras, aulas especiais e atividades que visavam mostrar ao egressos um pouco da prática das futuras profissões dos participantes, além de claro, estimulá-los a desfrutar o máximo possível do conhecimento, da estrutura e das oportunidades que a Universidade Veiga de Almeida oferece.

Sendo assim, na noite da última segunda, os estudantes foram convidados para a aula inaugural, presidida pelo coordenador do Curso de Administração, Leonardo Fuerth, que fez questão de ressaltar a missão de um universitário durante a graduação. “Vocês não estão aqui a passeio, para comprar diploma ou para dar satisfações à família. Vocês estão aqui para dar um salto. Até dezembro de 2020 vocês serão estudantes, a partir de janeiro de 2021, não mais. A pergunta que eu faço e: onde vocês querem estar em janeiro de 2021?”, ele indagou.

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Leonardo Fuerth [foto: Daniel Deroza/Agência UVA].

Já na terça, foi o dia da apresentação da Empresa Júnior da unidade, feita pelo Comitê Gestor. A fala foi iniciada pela presidente Amanda Eloi, que explicou o funcionamento da EJ como sendo um trabalho em grupo, por meio de um provérbio africano: “Se você quiser ir rápido, vá sozinho. Se você quiser ir longe, vá em grupo”. Eloi também apresentou a história das empresas juniores, desde a origem, na França de 1967, até chegar à que está em funcionamento no campus Centro desde o ano passado.

Os outros membros do Comitê também se apresentaram explicando as funções de cada um – André Martires, Camila Nogueira e Wekslley Ribas em Responsabilidade Social, Adailton Souza e Rafael Camilo em Sistemas de Informação, Maiara Cezário, Carolina Gomes e Rafael Santos em Comunicação e Marketing, Bianca Mansur em Gestão de Projetos, Aline Pinheiro prestando consultoria, Diego Silva, Jorge Luiz e Mariana Rezende em Finanças.

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Comitê Gestor da Empresa Júnior [foto: Daniel Deroza/Agência UVA].

No dia seguinte, quarta (dia 8), em que foi comemorado o Dia Internacional da Mulher, a noite não poderia ter sido mais especial. O nome do evento era “Saia em Ação: Ações, Benefícios e Liderança” e contou com as falas de Yara Assis, Neide Venâncio e Sonia Marra, que falaram sobre a situação e o posicionamento da mulher no mercado de trabalho atualmente. Contudo, as palestras não eram voltadas apenas para as mulheres e também contou com a participação em peso dos homens, que se mostraram interessados em ouvir o que o trio tinha a dizer.

E, mais uma vez, a importância do processo de aprendizagem foi destacado. “Tudo é aprendizado. Até quando a gente acha que não está aprendendo nada, a gente está aprendendo alguma coisa”, afirmou Neide – e as pesquisas mostradas apontam que as mulheres buscam mais uma capacitação melhor, o processo de atualização é mais dinâmico do que no caso dos homens. E, ainda assim, os dados apresentados nas pesquisas ainda revelam uma disparidade assustadora entre homens e mulheres em cargos de liderança.

Os gráficos de 2015 apresentados por Sonia mostram que, nos Estados Unidos, empresas lideradas por mulheres representam apenas 4% do total. “Eu nem trouxe os dados do Brasil porque são vergonhosos”, Sonia declarou. Ela ainda compartilhou experiências pessoais no meio empresarial que pudessem ilustrar de forma mais clara a situação brasileira. “Há vinte anos, eu fui a primeira gerente mulher de uma grande empresa com 5000 funcionários. Há apenas vinte anos. Este processo ainda está muito lento, mas a gente não pode parar”, Sonia reiterou.

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Da esquerda para a direita: Sonia Marra, Neide Venâncio, Yara Assis e Amanda Eloi [foto: Daniel Deroza/Agência UVA].

A programação da noite de quarta ainda apresentou as características das empresas do século XXI, que buscam cada vez mais dinamismo, criatividade, inovação, flexibilidade, gentileza e controle emocional, pontos que só podem ser alcançados por meio de funcionários proativos, o que levou a outra questão importante do mercado de trabalho: capacidade de liderança. Sonia fez questão de ratificar aos alunos presentes que esta capacidade pode ser adquirida. “É claro que algumas pessoas já nascem com isso, mas o poder de liderança pode, sim, ser aprendido e desenvolvido”. A fala da palestrante pareceu injetar uma carga de estímulo entre os presentes.

No fim da noite, o coordenador Leonardo Fuerth fez um breve discurso de encerramento, no qual agradeceu a presença de Yara, Neide e Sonia e, novamente, destacou a importância do evento de quarta na vida acadêmica e profissional dos universitários. “É para isso que a gente trabalha, para alcançar o 0 de discriminação e o 100% de respeito”, fala que foi acrescida por Sonia, em um desfecho que resume o objetivo daquela aula: “A gente quer a humanização das relações, a gente quer respeito e igualdade”.

Já na quinta, último dia da Semana de Integração do campus Centro, duas palestras chamaram a atenção do público e envolveu os presentes em atividades que farão parte do futuro profissional dos universitários – principalmente aqueles que seguirem pelo caminho do empreendedorismo, como muito mostraram interesse. A noite começou com o tema “Comida do Amanhã: Comida e Responsabilidade Social do Setor Corporativo”, ministrado por Mônica Guerra – que, apesar de morar no Rio há algum tempo, teve de fazer um certo esforço para amenizar o sotaque lusitano, o que divertiu a audiência.

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Mônica Guerra [foto: Daniel Deroza/Agência UVA].

Guerra iniciou seu momento com uma atividade, na qual os alunos deveriam perguntar à pessoa ao lado o que havia comido no almoço, o prato favorito e o que a comida significa. As respostas para esta última questão foram pouco diversificadas – termos como “vida”, “essencial” e “necessidade” apareceram com muita frequência na sala lotada. Mais tarde, Mônica explicou o objetivo daquele momento de “descontração”. “Comida é um assunto universal, portanto, pode ser associada a qualquer assunto que você queira debater”.

Para esclarecer a questão levantada, a palestrante convidada apresentou alguns dados relevantes: “O setor de Alimentos e Bebidas representa 20% da economia mundial, sendo um dos setores mais fortes. Mas, como é produzido estes alimentos? Como eles chegam até nós? E para onde eles vão depois de descartados?”. Como nenhum dos presentes soube responder, Guerra trouxe outro dado à baila: “O que alimenta a mesa do brasileiro hoje em dia é a agricultura familiar”. No entanto, este tipo de produção, como exposto, tem sido cada vez mais sufocado pelas grandes indústrias.

Com isso, Mônica propôs mais uma atividade. O pitching, que costuma assustar alunos universitários de diversos cursos, de Administração e Ciências Contábeis à Comunicação. Os estudantes se dividiram em grupos, montar um breve projeto que resolvesse alguns dos problemas apresentados e deveriam aprensentá-lo de maneira a convencer um possível investidor em um tempo de 30 segundos a um minuto – o tempo de uma viagem de elevador, como diz a definição de pitching.

Após as apresentações, por volta das 21h, foi a vez de Fernando Cespe assumir a fala com o tema “Economia Colaborativa”, apresentando o próprio projeto, a Casa Naara, localizada em um sobrado a poucos metros do campus Centro da UVA. Fernando iniciou contando que passou vinte anos trabalhando no setor corporativo e resolveu abandonar o emprego no final de 2015 para trabalhar apenas do projeto da casa.

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Fernando Cespe [foto: Daniel Deroza/Agência UVA].

O estabelecimento é associado a pequenos produtores, resultando em empreendimento sustentável, que trabalha com produtos como cerveja artesanal, café coado e não feito em máquinas, além de possuir um ambiente condizente, com móveis trabalhados em papelão, decoração feita de papel de fibra de palmito e banana e copos criados a partir de fécula de mandioca.

Como uma forma de ilustrar as mudanças que fez na própria vida e estimular a audiência a se interessar mais por este tipo de projeto, Fernando apresentou um vídeo sobre o “Ativismo Quântico”, de Amit Goswami, indiano Ph.D. em Física Quântica, autor do livro “O Ativismo Quântico – Princípios da Física Quântica para Mudar o Mundo e a Nós Mesmos” (Aleph), que demonstra como existem inúmeras possibilidades de mudar a sociedade e, consequentemente, o mundo. Cespe se apresentou como uma prova viva disso. “Em um ano, eu vivi mais do que tinha vivido em vinte. É uma energia totalmente diferente”, ele declarou, atraindo interesse para projetos do gênero.

Desta forma, Semana de Integração dos Calouros, já como uma tradição serviu não apenas para criar um entrosamento instantâneo entre os recém-chegados e as atividades disponibilizadas pela Universidade Veiga de Almeida, mas também para ajudar os novos estudantes a conhecerem melhor as futuras áreas de atuação para que possam se engajar nas profissões e fazer a diferença dentro da sociedade, sendo este um dos principais objetivos de uma graduação.

UM COMEÇO BEM HUMORADO

O primeiro dia da Semana de Integração dos Calouros da Universidade Veiga de Almeida no campus Centro teve um começo inesperado, que serviu para descontrair os recém-chegados ante uma fase decisiva na vida de uma pessoa que é a graduação. s novos alunos foram recepcionados pelo coordenador Leonardo Fuerth, o qual trabalha na área há trinta anos e que, na noite de ontem, realizou uma breve aula inaugural falando sobre a instituição e a graduação.

A recepção contou com a presença não apenas de estudantes, mas também de professores da unidade. Entre eles, o docente André Martires, que, logo após o início de sua fala – justamente quando dizia que “para trabalhar com Recursos Humanos, é preciso ter tato, saber lidar com as pessoas” –, causou um grande desconforto entre os presentes ao ser interrompido por um aluno e, então, tratá-lo de maneira considerada rude – e foi exatamente este o posicionamento da estudante Amanda Eloi, que declarou discordar da atitude do professor e preferiu se retirar da sala.

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André Martires [foto: Daniel Deroza/Agência UVA].

Após a saída da aluna, André afirmou que se mais alguém discordasse poderia deixar a sala também; ninguém mais o fez. Porém, seguiu-se o silêncio constrangedor que dominou o recinto por alguns segundos, até que o coordenador Fuerth intervir e fazer a grande revelação a todos que ainda estavam estupefatos com o ocorrido: na verdade, André não é um dos professores da Veiga de Almeida, mas sim um dos membros do Comitê Gestor, instalado na unidade no ano passado, e tudo o que havia acontecido não passava de um trote muito bem ensaiado.

Imediatamente depois da revelação, a tensão que envolvia a todos evaporou, sendo substituída pelas risadas de alívio. “Aqui na Veiga não tem trote violento nem humilhante. Foi só uma brincadeira para descontrair os calouros no primeiro dia de aula”, declarou o coordenador. Antes de se retirarem – dessa vez, de verdade –, os membros do Comitê deram as boas vindas ao novo grupo de estudantes e passaram a palavra para Fuerth, que, sob a clássica ponderação “o tempo urge”, encaminhou os novos alunos da UVA para a primeira aula.

“EMPREENDENDO FELICIDADE”

E, para encerrar a Semana de Integração dos Calouros do campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida, a Aula Inaugural dos Cursos de Jornalismo e Publicidade contou com a fala de Pedro Salomão, empreendedor de sucesso, formado em Administração na PUC-RJ, que se tornou um requisitado palestrante ao levar experiências da Rádio Ibiza e da vida pessoal aos estudantes, executivos e outros empreendedores. Prega as influências com muito bom humor e carisma por onde passa, dizendo que nas empresas, “o cliente não vem em primeiro lugar, e sim, o funcionário”. E foi para compartilhar as próprias experiências que, na noite da última sexta, Pedro compareceu ao auditório da unidade da Zona Norte do Rio, atraindo um numeroso público.

Desde o início, Pedro diz que não é uma palestra filosófica, nem de autoajuda. É apenas um toque sincero, para que todos tenham a noção de que a felicidade não começa da porta para fora, e sim, dentro de casa. E por meio de palavras não só sinceras, mas acolhedoras, o empreendedor Pedro Salomão, ensina como buscar todas as nossas respostas com apenas um sentimento: a felicidade. E através dela, é capaz de diminuir a dificuldade que é encontrada durante o caminho.

Parte do assunto trata de pessoas bastante inteligentes, chamadas de “genais”, como aquele que é sempre valorizado. “Na faculdade todo mundo valorizava o genial. Para ser contratado, você tinha que ser o genial. Mas o genial é o que está acima da média, então se todos são genais, ninguém é”, ele declara. Isso é bastante notável – no que se trata de estudantes –, tanto no colegial, quanto na universidade; e a dura trajetória, quando iniciam um curso, sem ao menos saber se é realmente aquilo que eles querem. As mudanças ocorrem, mas sempre para desconstruir o que há de errado. E para abordar todos estes assuntos, Pedro escreveu o primeiro livro chamado “Empreendendo felicidade”, lançado no ano passado.


Daniel Deroza – 5º Período

Martina Orlandini – 5º Período

Lucas Monteiro – 3º Período

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