Guerra em campo, festa na arquibancada
A tarde do dia 11 de agosto ficou marcada na historia como a volta da final do Rugby masculino às Olimpíadas. Antes disso, o esporte só havia sido praticado uma vez em jogos oficiais, há tanto tempo que o próprio fundador da competição – Barão de Coberta – apitou o jogo. De lá para cá, diversas potências surgiram no esporte. Argentina, Nova Zelândia, Austrália, África do Sul, Grande Bretanha e Fiji são só algumas delas. E esses dois últimos foram os times a batalhar pela medalha de ouro nessa data lendária.
A torcida, composta maioritariamente por brasileiros, já sabia que a seleção da casa não iria longe na competição, tanto que ficou em último lugar. Todavia, isso não tirou a alegria do povo, que mostrou que a criatividade também é especialidade local. De Frida Kahlo à Super “Girl”. Sem dúvida as melhores fatasias de toda competição foram postas na “passarela” hoje. O dia estava tão propenso aos enfeites, que até pessoas do exterior usaram vestimenta peculiares no estádio, como uma dupla de Fijianos, que mesmo com frio usaram roupas típicas de guerreiros nativos de sua terra.
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Não foram só pessoas fantasiadas que atraíram as atenções nesse último dia de competições de rugby de 7 em Deodoro. Jogadoras da seleção feminina do mesmo esporte foram ao estádio apoiar seus colegas do time masculino. As vice campeãs Olímpicas viram de perto seu time, que havia sido cotado como uma das favoritas no início da competição, terminar na segunda colocação. Vale lembrar que o melhor jogador Neozelandês, Sonny Bill Williams, se machucou no primeiro jogo e foi cortado.

No primeiro jogo, África do Sul e Japão batalharam pela medalha e bronze e depois de dois tempos de sete minutos jogados, o país do continente africano conquistou o terceiro lugar, graças ao belíssimo desempenho de Rosko Specman. Às 19 horas foi hora do embate entre colonizador e colônia. Grã Bretanha e, a bi campeã mundial, Fiji foram para os gramados em busca do lugar mais alto do pódio. A equipe da Oceania não deu espaço para sua adversaria, que só marcou um try (objetivo central do esporte) e teve de se contentar com a prata. No fim, os fijianos se consagraram os grandes vencedores do dia, com um placa se 43×7, levando o público ao delírio.
Em outra parte do Parque Olímpico de Deodoro, no Centro Olímpico de Tiro era disputado o Tiro Esportivo (Carabina 3 Posições 50m Feminino). Às nove horas das manhã, foi iniciada a etapa classificatória feminina e toda a atenção do público estava voltada para a italiana Petra Zublasing – considerada a favorita na prova –, a alemã Barbara Engleder, e as chinesas Du Li e Binbin Zhang – todas as quatro já são atiradoras consagradas por todo o mundo, com diversas medalhas e prêmios.
A disputa foi acirrada, com as duas europeias mantendo-se ombro a ombro durante toda a prova. Porém, no final, a alemã levou a melhor, deixando Petra com o quarto lugar. A partir deste ponto, Barbara passou a duelar com as duas chinesas. No último disparo, Du Li conseguiu a ótima pontuação de 10.4, enquanto a germana marcou 9.0, contudo a nota da asiática não foi suficiente para ultrapassar a européia, que venceu a prova por uma diferença de 0.2 ponto.
Durante a Cerimônia de Premiação, o jeito espontâneo e carismático da medalhista de ouro conquistou o público, que assistiu de pé a entrega das medalhas. Barbara ainda chamou Du Li e Binbin Zhang para se juntarem a ela no lugar mais alto do pódio para posarem para as fotos.
Iago Moreira- 5° Período
Daniel Deroza- 3° Período
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