Solidariedade na luta contra a homofobia

Nos últimos anos, uma questão humanitária tem ganhado força em diversas camadas sociais: a luta contra a homofobia. A discussão acerca dos direitos das pessoas pertencentes à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais/transgêneros/travestis) nunca esteve tão em voga quanto na última década.

Em pesquisas realizadas por todo o mundo, já vou constatado que a violência contra homossexuais é um dos principais motivos da evasão escolar e aumento do número de indivíduos em situação de rua. E este último, muitas vezes, tem origem na discriminação praticada por familiares.

Mona Migs - logo.png

País e mães – Por ignorância, crenças religiosas, etc. – expulsam seus filhos de casa por conta de sua orientação sexual ou identidade de gênero, deixando desamparados jovens sem qualquer formação, fonte de renda ou perspectiva. E é neste interim que surge uma proposta que busca dar uma luz no fim do túnel para estas pessoas.

Desenvolvida por um grupo de estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a startup “Mona Migs” se dispõe a cumprir uma interessante e inovadora missão: colocar em contato indivíduos expulsos de suas casas por conta da LGBTfobia e pessoas dispostas a abrigá-los por um período de tempo, até que consigam encontrar um novo rumo para suas vidas. A empresa ainda fornece informações como a localização dos centros de apoio ao público LGBT mais próximos.

O projeto surgiu no começo de 2016, durante a Startup Weekend UFPE, um evento cujos participantes têm que criar uma empresa dentro de um período de 54 horas. A concepção apareceu quando, semanas antes do congresso, um amigo de integrantes da equipe passou por situação de abandono causada pela homofobia e houve uma mobilização em busca de abrigo.

Mona Migs - declaração

A página também convida pessoas que buscam ajuda a deixarem um depoimento contando sua história – o depoente pode dizer se deseja que sua declaração seja postada no Facebook da “Mona Migs”, de forma anônima ou não. E muitos permitem, gerando testemunhos tão emocionantes quanto revoltantes.

“Minha mãe disse que eu a agredi, mas a polícia sabia que ela estava mentindo porque não tinha nenhuma marca. Ela fez isso porque não aceitava a minha orientação sexual, e por isso fui jogado na rua, naquele mesmo dia, sem ter para onde ir, sem ter onde dormir”, diz o relato de J.P., de 34 anos. E este é somente um de muitos.

No site do startup há ainda a opção “Deixe o Seu Final Feliz”, onde pessoas da comunidade LGBT podem enviar suas histórias para serem postadas na página da empresa, como uma forma de estímulo, para mostrar que pode haver uma esperança. A declarações podem envolver recomeços bem-sucedidos e país que não rejeitam seus filhos por causa de sua orientação sexual.

Financiamento Coletivo

Para contribuir com o projeto e lançar a “Mona Migs” lançou no começo de junho uma campanha no site Catarse, uma plataforma na qual qualquer pessoa, grupo, empresa ou instituição pode criar um financiamento coletivo para causas e projetos de qualquer natureza

O anúncio foi feito no dia 11 deste mês, através da página do startup no Facebook. “Estamos entrando em uma nova fase de desenvolvimento do “Mona Migs” e precisamos do seu apoio e opinião”, diz a pastagem. “Estamos iniciando uma campanha no Catarse (…) Queremos saber como você gostaria de contribuir para a evolução do projeto e como poderíamos recompensá-los por isso”.

Para entender melhor o pensamento do público, a equipe do startup lançou um formulário online que indaga a idade da pessoa, se ela está disposta a contribuir, qual quantia está dentro das possibilidades dela e se ela gostaria de receber uma recompensa – tais quais camisas, canecas, etc., aliás, é pedido que os indivíduos informem quais itens gostariam de ganhar.

Para saber mais sobre o “Mona Migs”, basta entrar na página da plataforma no Facebook, onde diversas outras informações estão disponíveis. E quem quiser ajudar ou está em busca de ajuda, pode entrar no site www.monamigs.co, no qual é possível realizar o pré-cadastro em ambas as categorias.


Daniel Deroza – 3º período

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