Ah, me lembrei! “Oi eu sou a Dory”

Continue a nadar. Só que dessa vez não mais pela P Sherman, 42 – Wallaby, Sidney. Mas sim, pela Cannery Row – Monteray, California, em busca dos pais da pequena Dory. Sim, “Procurando Dory” vem para curar a nostalgia de 13 anos dos fãs de “Procurando Nemo” (2002). Dory (Ellen DeGeneres) é a combinação perfeita entre sabedoria e diversão, não é à toa que ela, que sofre de ‘perda de memória recente’, vai trilhar a mais nova animação da Disney e Pixar, que estreia nesta quinta-feira (30) nos cinemas.

O filme reúne o favorito de todos e ainda sobra espaço para mais personagens inesquecíveis, o esquecido peixinho azul, a Dory, com seus amigos Nemo (Alexander Gould) e Marlin (Albert Brooks) em busca por respostas sobre o seu passado. Ela não se lembra de onde vem e nem do que aconteceu com sua família. Será que ela consegue se lembrar? Quem são seus pais? E onde ela aprendeu a falar Baleiês? Todas essas respostas estão presentes no filme.

FINDING DORY

Apesar de ser um longa tão aguardado pelo público, a história se repete. O roteiro produzido por Andrew Stanton não sofre tantas mudanças e não surpreende o telespectador, o que acaba caindo no mesmo martírio de muitas continuações. Mesmo o filme sendo muito mais terrestre que o anterior, poucas coisas são vistas como “novidade”. Porém, a animação consegue substituir toda a mesmice e encanta a qualquer um que estiver no cinema.

Os takes no fundo do mar e os cuidados com cada detalhe para parecer real não foram em vão. É claro que, além de se preocuparem com roteiro e animação, os envolvidos ainda tiveram que estudar o fundo do mar e as adaptações de acordo com o filme, que é realmente fantástica, como a pequena “Destiny”, o tubarão-baleia, que sofre realmente de problemas de vista e o Hank (Ed O’Neill), um polvo que não se limita a viver apenas embaixo d’água.

Obviamente a publicidade teve que entrar em ação. A grande propaganda do Monteray Bay Aquarium, local onde se passa grande parte do filme, é tão exagerada que só falta aparecer uma mensagem no meio do filme convidando para ir conhecer o lugar. Por mais que não interfira no filme, acaba apelando demais no conteúdo.

Mas como a pequena Dory diz: “Quando a vida decepciona, qual a solução? Continue a nadar”. Esse é o melhor conselho que Dory nunca se lembrará de ter dado. Ela pode ser distraída, mas ela é muito sábia. E seguindo seus conselhos ao longo do filme, uma coisa é certa: a diversão será infinita!

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Assista ao filme, mas não compre uma Dory

De acordo com a Fundação de Conservação Salve NEMO, após “Procurando Nemo”, as vendas do peixe palhaço subiram 40%, mais de 1 milhão de peixes-palhaços foram retirados de seu habitat natural e colocados em aquários a cada ano. Diferentemente do peixe-palhaço, o tang azul, ou Cirurgião-paleta, a nossa querida Dory, é incapaz de reproduzir em cativeiro.

A comercialização do Cirurgião-paleta pode colocar a existência da espécie em risco, assim como afetar negativamente o ambiente natural no qual vivem. O peixe-palhaço já se encontra próximo de ser uma espécie ameaçada de extinção, então, por mais que nos encantemos com os personagens da Disney, por favor, vamos tentar encontrar com a Dory e o Nemo apenas nos cinemas ou nos aquários devidamente legalizados.


Brigida Brito – 7º período

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