#Rio2016: Voleibol

volei_vs_futebolOficialmente, o vôlei de quadra é o segundo esporte mais popular no Brasil. Os dados, tanto da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) quanto da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), confirmam que a modalidade é a segunda mais exercitada no país – com 15,3 milhões de praticantes – perdendo apenas para o futebol (30,4 milhões).

A popularização do esporte deve-se muito às grandes conquistas das seleções masculina e feminina. Entretanto, não só de vitórias vive o vôlei. A dedicação e a entrega dos atletas em quadra ajudaram a conquistar o público brasileiro. Além das gerações vencedoras, a organização interna da CBV, o apoio de patrocinadores e o investimento do Governo Federal ajudaram no desenvolvimento da modalidade. 224 esportistas de quadra fazem parte do programa Bolsa-Atleta e 24 jogadores profissionais são apoiados diretamente com recursos do Plano Brasileiro de Medalhas.

Na areia, o vôlei também já é um dos esportes mais amados, mas também divide o espaço na areia com o futebol. A criação do ‘Circuito Banco do Brasil’, em 1991, foi um marco para a modalidade, pois a competição passou a se estruturar como espaço para o surgimento de novos talentos e divulgação da prática. Atualmente, a versão de praia da modalidade possui 2.856 atletas registrados nas federações estaduais. No quesito preferência, é o segundo entre o público masculino, mas campeão entre o feminino.

Com a chegada das Olímpiadas no Rio de Janeiro, todos os números citados tendem a aumentar. O momento será de grande importância para o desenvolvimento do esporte, seja na quadra ou na praia. Além disso, a expectativa do público por medalhas é alta. Para muitas pessoas, apostar nas seleções de vôlei é mais confiável do que nas de futebol.

Vôlei de praia: atual geração é a mais bem-sucedida da história.

Quem nuca jogou voleibol nas praias do rio em um fim de tarde? Esse esporte é tão popular quanto o de quadra. Analisando a linha do tempo da história, profissionais brasileiros se destacam a cada vez mais no cenário internacional da modalidade. Neste ano, a tendência segue pelo mesmo caminho. As Olimpíadas estão chegando e a seleção nacional está com um time forte na busca pelo ouro.

Pouco se sabe, mas o primeiro campeonato internacional de vôlei de praia aconteceu nas Rio de Janeiro, em 1987. Agora, a cidade maravilhosa traz de volta o espirito esportivo. Atletas de diversas categorias de base estão ansiosos para chegada dos jogos. Muitos começaram desde pequenos, na quadra, e depois migraram para as areias.  Um exemplo vivo dessa geração é a atleta Beatriz Vieira (19). “Decidi me dedicar somente ao voleibol de praia aos 16 anos. Mas desde que comecei a jogar, não conseguia ver um futuro afastada do esporte”.

Beatriz começou jogando nas quadras do time do Fluminense e depois partiu para a areia no Instituto Evokar. “Com 13 anos venci um brasileiro sub-19 ao lado de uma das minhas melhores amigas. Ninguém nos conhecia, as meninas mais velhas achavam graça e nós não sabíamos na época a importância que aquele campeonato tinha. Acabamos vencendo a dupla favorita em um tie break muito disputado”, comenta a atleta.

A Seleção Feminina de Vôlei é a atual bicampeã olímpica, depois dos títulos conquistados em Pequim-2008 e em Londres-2012. É o time mais bem sucedido da história e isso conta muitos pontos para uma possível vitória esse ano. “Somos os atuais melhores do mundo, então a fé é grande e a expectativa é alta. Acho que estamos sendo muito bem representados nos dois naipes, tanto no circuito brasileiro como nas competições internacionais, tendo resultados expressivos de ambos os lados”, completa Beatriz.

Nas últimas semanas, um dos maiores atletas do vôlei, Emanuel Rego, anunciou sua aposentadoria. Paranaense de 42 anos, tem no currículo três medalhas olímpicas: conquistou a de ouro na Atenas-2004 (Grécia), a de bronze na Pequim-2008 (China) e a de prata na Londres-2012 (Inglaterra). As duas primeiras foram ao lado de Ricardo, e a última junto com Alison Cerutti.

Franco Neto, gestor da das categorias da base do vôlei de praia da CBV, comenta que há possibilidade da nova geração ser uma grande aposta para o futuro. “Hoje, as duplas que estarão jogando as olimpíadas são de uma geração anterior à do Emanuel e isso se deve ao fato de esse esporte proporcionar uma longevidade”, completa o treinador, que acha que atletas como Alison, Bruno Schmidt, Pedro Solberg, Evandro, Bárbara Freitas Carolina Solberg, Duda, Ana Patricia e Rebecca darão muito orgulho para a nação.

Neto acredita que os Jogos Olímpicos possam deixar um legado emocional e que os jovens possam se inspirar nas conquistas e nas histórias de superação. “Isso seria um bom começo para planejar um desenvolvimento da prática da atividade esportiva como uma ferramenta de construção de uma sociedade mais saudável e com possibilidades de aumento dos nossos atletas”, finaliza o gestor da base.

Como se tornar um atleta profissional?

Para começar, somente jovens com data de nascimento a partir de 1º de janeiro de 1996 (sub-21) e a partir de 1º de janeiro de 1998 (sub-19) podem se matricular no sistema de registro da CBV. Os jogadores ainda precisam se manter e em dia com a renovação anual. Depois dessa primeira etapa, os atletas passam por competições e ficam aos cuidados da federação.

Cada federação terá direito a inscrever uma dupla de cada gênero, além de dois técnicos, em um total de 28 equipes. No formato com 16 times, no torneio principal, a federação poderá inscrever uma ou mais grupos na competição. Neste caso, o par que concorrerá com pontuação para fins de Ranking deverá ser indicado.

Vôlei de quadra: esperança de medalhas para 2016.

Quando o assunto é Olimpíadas, um fato não pode ser negado: o vôlei de quadra é um dos esportes mais empolgantes e que traz maior esperança de medalha aos brasileiros, superando até mesmo o tão famoso futebol. Para os Jogos em 2016, a modalidade teve uma das maiores procuras de ingressos, mesmo com a baixa venda comparada às expectativas. Rodrigo Pimentel, ponteiro do Sada Cruzeiro pensa que a modalidade vai se popularizar com a Olimpíada. “O esporte hoje em dia está em alta. Acredito que os Jogos vão trazer uma visibilidade maior e um crescimento interno”, afirma o jogador.

Com oito anos de idade, Rodrigo começou a jogar na escolinha do colégio. Desde o começo, tinha o sonho de ser jogador, mas só percebeu que a carreira poderia dar certo aos 16. Em 2014, foi integrado às categorias de base do Sada Cruzeiro e não demorou muito para receber uma oportunidade no time profissional, com o qual conquistou o Mundial de Clubes (2015), a Supercopa (2015) e também a Superliga (2014/15). “É difícil escolher apenas um acontecimento, mas com certeza meu primeiro Campeonato Mundial e minha primeira convocação para as seleções de base me marcaram mais”, comenta o atleta.

Entretanto, a o atleta já passou por momentos difíceis na carreira. O jogador precisou operar o joelho e ficou cerca de dois meses fazendo fisioterapia. “Demorei ainda mais tempo para me recuperar totalmente.  Foi um momento muito difícil”, completa o jogador, triste ao relembrar o momento sombrio em sua história no esporte.

Na Inglaterra, a realidade é outra…

Mariana Neves optou pelo vôlei por sentir muito frio ao jogar futebol na Inglaterra.

Mariana sacando.

Se no Brasil o vôlei pode ser considerado um esporte em alta e em desenvolvimento, na Inglaterra, o panorama é diferente. Mariana Neves é brasileira, mas mora e estuda em Londres. Lá, ela é capitã do time de voleibol da universidade, mas revela que nenhuma jogadora é britânica. “A Liga é bem organizada, mas é triste pois não temos ninguém assistindo aos nossos jogos”, conta a atleta, falando que o esporte é constantemente confundido com netball (prática semelhante ao basquete).

Neves começou no voleibol por influência do pai, que todo fim de semana jogava na praia e levava ela e a irmã. Em 2012, já na Inglaterra, decidiu entrar para um time e começar a treinar. “Eu praticava futebol no Brasil, mas quando me mudei para Newcastle, não consegui dar continuidade, pois sentia muito frio. Como meus pais são atletas, eles insistiram para que eu praticasse algum esporte e o vôlei foi a solução, comenta Mariana.

Agora, já na faculdade, Mariana seguiu sendo parte de um time. Durante a semana, são duas horas de treino, o que ela considera pouco. “Mas é o que podemos fazer no momento”, explica. O campeonato disputado por ela e suas companheiras é a BUCS, uma organização que possui competições para todos os esportes. Para participar, o time precisa ser de uma universidade e os participantes devem todos estar registrados nessa instituição. Para quem não é estudante, existe a opção de jogar em um clube da Liga Nacional.

Hoje, Mariana (deitada) é capitã do time da Brunel University em Londres.

Hoje, Mariana (deitada) é capitã do time da Brunel University em Londres.

Os jogos acontecem quase toda a semana e é um serviço totalmente voluntário. “O que nós podemos fazer é uma aplicação para tentar receber uma bolsa de estudos, mas é um longo processo, no qual cada caso é analisado individualmente e existe um limite de bolsas que a universidade pode distribuir”, explica Mariana.

Apesar de investir tempo e suor nos treinos e nas competições, ela revela que não vê o esporte como uma opção de carreira. A maior barreira é o fato de não existir vôlei profissional na Inglaterra. “Eu adoraria”, confessa. “Mas eu teria que mudar de país e eu não quero isso. Além do mais, acho que não tenho habilidade ou altura para chegar a tal nível”.


Lorena Lopes- 3º Período
Nathalia Araújo- 7º Período

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