A reinvenção de Berlim após guerra e destruição

Obras que contam estória. Uma máquina de erosão com 12 betoneiras é apenas um dos muitos destaques da exposição que chegou à cidade na última semana de janeiro. Zeitgeist – Arte da nova Berlim, que está em cartaz no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, se trata de um retrato feito por 29 autores da cena artística de Berlim, sob um reflexo de 25 anos depois de duas guerras mundiais e a queda de um Muro que separou a cidade por mais de 30 anos.

betoneiras

Betoneiras

Para contar a reinvenção da capital da Alemanha e para revelar o quanto Berlim é diversa e plural, quando se trata de pensar e viver a arte, a exposição, que foi idealizada por Goethe-Institut e tem como curador o Alemão Alfons Hug, reuniu pinturas, vídeo-arte, performances, instalação e a cultura dos Clubs berlinenses.

E por falar em arte, o curador da exposição, Alfons Hug destaca a seguinte obra. “A fotografia em grande formato de Thomas Florschuetz ainda encontra, mesmo nas profundezas do declínio, motivos com grande força de sedução.  Na arte de Florschuetz o tema são os trabalhos de demolição do antigo Palácio da República, obrigado a ceder seu lugar à reconstrução do Berliner Stadtschloss, anteriormente destruído durante a guerra; ou os estudos do interior do magnífico Neues Museum, onde foram propositadamente preservadas as marcas dos danos da guerra. O catastrofismo latente sempre esteve bem guardado em Berlim”, afirma o curador.

Obra Thomas

Obras Thomas

Hug também explica que, após acontecimentos dramáticos que marcaram a história da cidade, Berlim ressurgiu das cinzas como uma fênix nas últimas duas décadas. “A vida improvisada que, nos anos 90, se caracterizava por insondáveis relações de propriedade foi se adensando até formar o Zeitgeist (espírito de uma época, a partir do qual a arte, a cultura e as relações humanas evoluem) que hoje projeta sua influência para muito além da Europa Central, atraindo artistas do mundo todo com seu magnetismo”, explica.

O “Zeitgeist”, que Alfons Hug se refere, é um termo alemão para o conjunto do clima intelectual e cultural em uma dada época, ou, ainda, características gerais de um determinado intervalo de tempo a partir do qual a arte, a cultura e as relações humanas evoluem.

Mas, para Hug, as evoluções da Capital da Alemanha não param por aí. Segundo ele, essa influência dos anos dramáticos de guerra e destruição tornou Berlim diferente, do ponto de vista artístico, comparado a outros países da Europa. “O que chama a atenção em Berlim é a ausência de uma “corte” cultural que, em outras capitais da Europa, paralisa a criação artística com sua etiqueta e normas não escritas”, enfatiza ele.


Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro

Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro/RJ – Tel.: (21) 3808-2020 – ccbbrio@bb.com.br

Período: de 27/01/2016 a 04/04/2016 – De quarta a segunda de 9 às 21h

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

Idealização: Goethe-Institut

Produção: Madai Produções


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