A Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (ACERJ) realizou na última sexta-feira (03), no auditório de Furnas, o “II Seminário de Jornalismo Esportivo”. O evento marcou também a comemoração do aniversário da empresa, que completa 99 anos no dia 05 de março.
Com quatro mesas de debates ao longo da tarde, o assunto principal não poderia ser outro: Olimpíadas. Jornalistas brasileiros, como Carlos Eduardo Eboli (CBN) e Iuri Totti destacaram a importância dos Jogos, no que se refere a quebra da monocultura do futebol e a plantar a semente dos esportes Olímpicos no país.

Os elevados gastos e investimentos com o evento não foram esquecidos. Para Silvio Barsetti (Terra), o Brasil perdeu uma ótima oportunidade de melhorar a condição social. Esse discurso foi reforçado pelos outros integrantes da mesa, contudo, ainda parece existir espaço para o otimismo na esperança de que o legado olímpico seja um impulso a mais para o desenvolvimento educacional e esportivo da nação.
Durante o bate-papo, os componentes da mesa também lembraram a grande oportunidade que as Olimpíadas vão trazer para os jornalistas brasileiros. “As chances de aprendizado serão inúmeras”, destacou Jorge Luiz Rodrigues (SporTV). “Esse é o único evento com possíveis seis ou sete histórias dignas de manchete de capa”.
Jornalistas estrangeiros trazem uma visão diferente.
Uma das novidades em relação ao evento do ano passado, foi a participação de correspondentes estrangeiros baseados no Brasil. Nomes como Tim Vickery (BBC) e German Aranda Milan (El Mundo) participaram da mesa “Correspondentes Internacionais” e levaram aos presentes no auditório um pouco da visão estrangeira sobre o Brasil Olímpico.
Vickery lembrou que o clima em Londres era totalmente negativo nos meses que antecederam os Jogos de 2012. “A população não se sentia parte do evento, mas tudo mudou com a passagem da tocha e aí sim surgiu a magia das Olimpíadas”, conta o jornalista. Já German relatou que que o crescimento acelerado do Brasil ao ser anunciado como sede deu a impressão de que o país iria se dinamizar mais ainda com os grandes eventos esportivos.
Entretanto, para o jornalista, não foi bem isso que aconteceu. Com relatos de casos de violência nas periferias do Rio de Janeiro e casos de corrupção, ele afirmou que “uma cidade que se vende como ‘Maravilhosa’ não pode ter duas caras”. Questões como segurança e deslocamento foram apontadas como a maior preocupação de turistas e atletas durante o evento.
Questionados sobre a possibilidade da retirada de investimentos vindos do exterior ao final das Olimpíadas, a mesa – também composta por Mauricio Cannone (La Gazzetta dello Sport) e Manolo Epellbaum (SporTV) – concluiu que o “perigo” é real, mas que a imagem do Rio de Janeiro ainda fornecerá novas formas de ser explorada.

Deixando um pouco de lado o assunto Olimpíadas, a ACERJ também colocou em debate os desafios das mulheres no Jornalismo Esportivo e o trabalho das assessorias de imprensa. A noite foi encerrada com homenagens aos grandes nomes do jornalismo brasileiro e um coquetel de confraternização.
Confira no vídeo abaixo: organizadores, palestrantes e visitantes falam sobre a importância do II Seminário ACERJ de Jornalismo Esportivo.
Nathalia Araújo- 7º Período
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