Desde segunda – feira (10), o projeto “Trote do Amor” passou a ser executado em diversas faculdades do Rio de Janeiro. Trata-se de uma competição solidária entre 10 universidades, nas quais cada uma apadrinhará uma instituição de caridade. O objetivo é arrecadar donativos e idéias para auxiliar pessoas mais necessitadas. A UVA das unidades Tijuca e Barra estão responsáveis pela APAE (Associação de Pais e Amigos Excepcionais), a qual orienta deficientes intelectuais.
O projeto, surgiu a partir de uma agência de publicidade, chamada “Panqueca”. “A ideia do projeto é modificar a concepção do trote. A iniciação dos universitários na faculdade pode ser comemorada com um ato de solidariedade. Doar a energia para se envolver em projetos sociais seria uma forma de trote saudável”, disse Leonardo Pinto, presidente do DCE.
Cada item ou ideia recebidos contará como 1 ponto para a Veiga. A associação solicitou por materias de limpeza e de escritório. Além da caixa de objetos, existe também um local para se depositar novas ideias. Visando ajudar o trabalho da APAE. No final, as ideias pertinentes serão postas em prática. “É o primeiro trote do amor do rio de janeiro. Haverá um evento de premiação, em que vamos nomear qual será a faculdade vencedora. Será a faculdade do amor de 2015”, complementa Leonardo.
“Sempre existiu o ‘trote da zueira‘, da bebedeira e eu acho legal investir em uma coisa que é social e que você vai ajudar alguém que está precisando. Todo mundo que tem influencia na Veiga e que tem amigos deveriam divulgar, para que mais pessoas possam contrubuir”, comenta Gabriela Martins, vice presidente do centro acadêmico de biologia, quando questionada sobre o modo como está se modificando a concepção do trote.
Tanto os veteranos quanto os calouros, mostraram conhecer o “Trote do Amor”, através das redes sociais, ou pela divulgação dos administradores do evento. Alguns reafirmaram a importância da iniciativa voltada para o social e outros deram sugestões para melhorar a eficácia, como Wolmer Bruno, estudante de engenharia civil. “Talvez fosse interessante levar o pessoal até essa instituição. Onde eu estudava, no ensino médio. Tinha um dia marcado pra interagir. Sempre é valido quando é para uma causa social”, relata o universitário.
Já o estudante de história, Lucas Santos, não só apoiou a causa, como relembrou de um trabalho social que fez no ano passado, em que modificou a sua visão acerca dos trabalhos sociais. “ Fui no abrigo Airton Sena, que é aqui na São Francisco. Participei pela minha igreja. Levamos brinquedos e passamos a tarde com eles, no dia das crianças. É um trabalho importante porque você não só ajuda a criança, mas trabalha com o psicológico dela, a confortando”, desabafa o veterano.
O “Trote do Amor” beneficiará, não só a Associação de Pais e Amigos Excepcionais, como também a Casa Ronald MC Donald, voltada para crianças com câncer; a Viva Cazuza, que cuida de crianças portadoras de HIV; e o lar cristão Nazareth, na qual duas senhoras auxiliam crianças, cujos pais não têm com quem deixar. “ A APAE é para crianças especiais, dão apoio para a mãe, e ajuda psicológica. A criança pode dormir lá e estudar. Antigamente, as crianças não podiam ficar na sala com outras crianças normais. Todo mundo pedia para a APAE cuidar delas. Lá os professores tinham mais paciência, explicavam diversas vezes, pois são profissionais qualificados para lidar com a situação”,afirma Rafael Paiva, um dos fundadores da Agência Panqueca.
Para finalizar, Rafael fez um parecer sobre a causa e o futuro do projeto.
“Pretendemos continuar com o projeto. Não podemos deixar essa ideia acabar. Não vamos acabar com os problemas sociais, mas podemos amenizá-lo.”
Por: Luiza Esteves

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