Legado da Copa e Jogos Olímpícos é o tema da abertura

O jogo começou hoje, dia 01/06 às 09:00hs, dando início a mais uma edição da SECOM, no Campus Tijuca da UVA. Míriam Aguiar, coordenadora de publicidade, e o professor Márcio Ferreira, representando o curso de jornalismo, deram as boas-vindas a todos os presentes. Na sequência, nossas líderes de torcida, animadamente concluíram a abertura do evento.

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A primeira palestra teve o tema “Olimpíadas e Copa: Legados para quem?”. No jogo estavam Ricardo Napolitano, Rafael Paiva – ambos do jornal O Dia -, Cris Lobo – gestora esportiva da áera da juventude e infraestrutura do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) – e o Sr. William Rodrigues, diretor do Hotel Miramar, da rede Windsor Hotéis,  com mediação da professora de comunicação da UVA, Ediana Avelar.

O pontapé inicial começou com a seguinte pergunta : “O que fazer com o legado?”, feita por William. A ideia proposta foi gerar um momento de reflexão sobre o que viria depois dos Jogos Olímpicos de 2016, levando em consideração que todos devem abraçar a causa, já que o mundo está de olho no Rio de Janeiro. O gestor ainda lembrou das obras que já estão em andamento para as Olimpíadas e as que já são legados da  Copa de 2014 na cidade, como o Porto Maravilha, BRT e o piscinão da Praça da Bandeira.

O Professor Márcio, representando o curso de Jornalismo e a Coordenadora do curso de Publicidade, Míriam Aguiar
O Professor Márcio, representando o curso de Jornalismo e a Coordenadora do curso de Publicidade, Míriam Aguiar

Cris, formada em comunicação pela PUC, foi atleta olímpica de nado sincronizado, tendo participado dos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. Ela salienta que o que é legado para quem é da rede hoteleira, por exemplo, pode não ser para quem é atleta. Para a palestrante, há uma ausência na tradição dos esportes no Brasil. Ela o considera ainda muito clubista, ou seja, o atleta necessita dos clubes, enquanto a educação atlética deveria começar nas escolas, uma vez que aqui, só o futebol possui clubes, não restando espaço nem verbas para outras modalidades. “É uma questão de educar o público na forma de olhar o esporte”.

Concordando com Cris, Ricardo ressalta ainda que atleta e cidadão deveriam ser formados ao mesmo tempo. “Não adianta buscar o adolescente. Tem que começar na infância, acompanhar a trajetória dele”, diz o jornalista do O Dia, que cobriu nove jogos da Copa de 2014, incluindo a final no Maracanã, e o único do veículo a cobrir as Olimpíadas de 2012, em Londres. Seguindo a mesma linha, Rafael, que atualmente realiza uma série especial sobre as promessas olímpicas para 2016, remata a questão da falta de costume na educação esportiva: “As pessoas não assistem esportes, assistem ídolos. Se não tem ídolo, não tem esportes. Não assistem mais Fórmula 1 como na época do Senna”.

Fechando a primeira palestra, pode-se entender que é muito vendida a ideia de legado. Para Ricardo, não é só receber o público, mas deixar algo para a população, embora, segundo Cris, todos falem muito em legado, mas na verdade não saibam direito o que isso quer dizer. Em seguida, houve espaço para as perguntas da platéia e sorteio de brindes dos patrocinadores do evento.

Palestrantes do primeiro dia da SECOM apresentando seus certificados. William Rodrigues, Cris Lobo, Ricardo Napolitano e Rafael Paiva.
Palestrantes do primeiro dia da SECOM. William Rodrigues, Cris Lobo, Ricardo Napolitano e Rafael Paiva.

Por: Erick Douglas e Marta Furtado

Fotos: Brigida Brito e Iago Moreira

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