Comunicação

A importância das redes sociais para o Instituto Cultural da Dinamarca

Em um mundo em que o ser humano passa mais tempo em frente a computadores, smartphones e tablets, checando as redes sociais, as empresas que não tiram vantagem desta situação estão perdendo tempo. Sites como Twitter e Facebook, acessados por milhares de pessoas diariamente, são excelentes formas de comunicação, não só para usuários comuns, mas também para companhias que precisam ser vistas pelo público, caso do Instituto Cultural da Dinamarca.

Fundado no Brasil em 2008, o Instituto tem o objetivo de promover o intercâmbio entre arte, cultura e vida social e, para que isso aconteça, a comunicação com o público deve ser bem feita. Mas não era isso que acontecia no começo. Diretora da Instituição, a dinamarquesa Maibrit Thomsen explica que foi difícil atrair a atenção do público. “Quando começamos nosso trabalho no país, a única forma de interação com o público era por meio de email . Foi bastante complicado”.

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Maibrit, à direita na foto, comanda a sede do Instituto Cultural da Dinamarca no Brasil (Foto: Elias Paiva )

Devido à falta de funcionários focados na área de comunicação, a empresa continuou por muito tempo com dificuldades em atrair público para os eventos promovidos. Só tínhamos a mala direta como forma de comunicação para notificarmos as pessoas sobre os eventos, e como o Instituto havia se estabelecido há pouco tempo no país, não possuíamos muitos contatos, portanto nossos eventos não eram muito bem sucedidos”.

Sem muito sucesso na interação com o público, a diretora percebeu que seria a hora de buscar ajuda, um profissional capaz de interagir com as pessoas e logo lembrou de um amigo, Rasmus Shack, um dinamarquês que possuía muita habilidade com a internet, porém não era profissional.

Ajuda que, para o blogueiro de sucesso da área de marketing digital, Renan Ubeda, graduado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo, não é ideal. Para o especialista, contratar um funcionário que não tenha conhecimento em marketing digital é um erro grave. Segundo ele, os donos de empresas contratam amigos e até mesmo familiares, que possuem mais facilidade com a internet, para assumir o cargo. “Pelo fato do Marketing Digital ser relativamente novo, ainda é considerado irrelevante investir neste segmento, as empresas contratam funcionários não especializados e acabam não obtendo o resultado esperado”, explica o blogueiro.

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Rasmus abandonou o marketing e virou DJ (Foto: Rasmus Schak, arquivo pessoal)

O fato de não ter conhecimento profissional sobre a área fez com que Rasmus não percebesse que no ano de 2009, uma grande forma de comunicação seria utilizar o Orkut, até então, a rede social mais relevante no Brasil. “Quando fui contratado, eu conhecia os meios de comunicação apenas como usuário e achei que conseguiria montar um trabalho legal, mas não foi isso o que aconteceu. Reparei que não havia brasileiro nas redes sociais que faziam sucesso na Dinamarca e que eu não tinha conhecimento para montar estratégias que iriam atrair a atenção das pessoas, tive que deixar esta chance de lado”, explica Rasmus.

Sem conhecer um profissional no Brasil com foco em Marketing Digital e com pouco dinheiro para investir, Maibrit, com a ajuda de Louise Ubel, a supervisora de projetos do Instituto Cultural da Dinamarca, decidiu que seria importante criar um site de qualidade para o Instituto. A diretora explica que, ao ver o crescimento de outras empresas com o auxílio dos meios de comunicação digitais, não poderia esperar mais tempo. “Tivemos que sentar e começar a fazer algo. Não conseguíamos nos comunicar com o nosso público”, diz Maibrit. “Não tivemos sucesso na primeira vez que tentamos entrar no mundo virtual, mas não podíamos esperar mais”, acrescenta Louise.

Em 2011, o site já estava criado, porém o resultado não foi o esperado, pois nenhuma das duas era qualificada para alimentar as informações. Sem ter o português como a língua principal, tiveram dificuldades em criar conteúdos para o portal, tendo que recorrer a programas específicos para realizar as traduções, já que o texto era escrito em dinamarquês.

Com todos os investimentos e sem nenhum resultado, os representantes da sede do Instituto Cultural da Dinamarca chegaram a pensar em fechar a filial brasileira. “Apesar do Brasil ser o país ideal para os nossos planos, no início não conseguimos fazer o processo dar certo e pensamos fechar o projeto no país”, explica o coordenador geral do Instituto, Olaf Gerlach Hansen.

O fato do país estar em um bom momento financeiramente, fez com que Olaf não desistisse. Pelo contrário, investiu mais dinheiro no projeto. “Apesar de no começo não ter visto nenhum resultado positivo nesta filial, seria um erro desistir do projeto. O país tem um grande potencial, estavamos investindo em todos os países que fazem parte do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China)”.

Este investimento possibilitou o surgimento de novas plataformas para o Instituto, como o Cocreation, um portal que fala sobre a cooperação entre brasileiros e dinamarqueses, e o Dinâmica Dinamarquesa, site que busca divulgar a música nórdica no Brasil, além da contratação de um estagiário brasileiro que ficaria focado na parte de comunicação do Instituto. “Com estes novos sites e com a chegada de um funcionário específico, conseguimos atrair mais público, pois o foco havia mudado. Em vez de somente atrair as pessoas para nossos eventos, podíamos passar informações sobre a cultura dinamarquesa”, explica Louise, a supervisora de projetos da empresa.

A grande virada

Com a chegada do novo estagiário, Rafael Santana, de 24 anos, aluno de Publicidade, foi criada uma página no Facebook. “No meu primeiro dia tomei um grande susto ao saber que a empresa só tinha os sites como plataformas de comunicação, aquilo não entrava em minha cabeça”, explica o jovem.

Com a entrada do Instituto nas redes sociais, o crescimento de seguidores foi só uma questão de tempo. No começo de 2012, o número de pessoas que curtiam a página no Facebook era de aproximadamente 200, quantidade considerada baixa para os padrões do site. Porém, após investimentos feitos por Maibrit, a página já apresentou um crescimento de mais de 100%, atingindo a marca de 500 seguidores. “Temos uma noção maior sobre o nosso público em geral e conseguimos alcançar um grupo maior de pessoas com esta forma de comunicação”, explica Maibrit.

Nos dias de hoje

Neste ano de 2013, ainda não é possível dizer que a forma de comunicação da empresa é um sucesso. Sem um profissional experiente e capacitado, o Instituto, por falta de verba, continua confiado na capacidade de estagiários para realizar tarefas que necessitam anos de experiência para serem realizadas. Mas, de qualquer modo, é inegável que a parte de comunicação com o público já está melhor, os sites apresentaram aumentos nas visitações e a página do Facebook atingiu a marca de 1000 seguidores, ou seja, investir no setor de comunicação é necessário para qualquer um.

Elias Paiva – Jornalismo Digital – 6º período

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