
A uma hora do centro do Rio, existe 700 metros de faixa de areia branquinha e uma imensidão de água azul. Com uma beleza indescritível, a pequena praia que tem como característica seu nome, tira o fôlego não só dos turistas, mas também dos nativos que já deveriam estar acostumados com a vista.
Localizada no fim do recreio, em meio a muitos morros cobertos por uma extensa faixa da mata Atlântica, a Prainha é um dos destinos mais procurados para quem quer relaxar, como o empresário Miguel Gomes, que faz todos os sábados o mesmo caminho da Vila da Penha à este pequeno paraíso. “Venho para cá porque gosto da tranquilidade do lugar, isso me ajuda a relaxar”.
Para chegar ao destino a caminhada, além de longa, é complicada. Com ruas esburacadas e um engarrafamento característico, um morador da Zona Norte, em um dia de sábado, deve sair de casa às 6h para chegar às 7h30 no local. Toda a jornada vale o esforço, pois o visual é de deixar qualquer um sem palavras. Sete e meia da manhã? Sim , as vagas para os carros são limitadas e o espetáculo que o sol faz é impagável.
Tal extensão de mar forte é um dos points favoritos dos surfistas cariocas como o administrador Diego Silva, que passa mais tempo na praia do que em casa. “Passo finais de semanas inteiros aqui, adoro este lugar de uma forma inexplicável”.
Com ondas que variam de 0,5 metro a 1,0 metro de altura (veja aqui a tábua das marés), não é indicado para banhistas. O ambiente junto com o parque anexo do outro lado da rua, parque da prainha, são áreas de proteção ambiental, o que contribui para um território de areia limpa e águas claras.
O lugar também é palco da Associação de Surfistas e Amigos da Prainha (ASAP), que tem o objetivo de proteger a região. A ASAP conta com um documento produzido durante o Rio+20, que traz compromissos socioambientais assumidos pela comunidade brasileira do surf para o século 21. O documento fala das vinte e uma responsabilidades dos surfistas, e da forma como eles devem proceder a respeito do meio ambiente e das pessoas que frequentam o local.

Excelente para curtir um sábado de sol, este paraíso ainda conta com quadra de vôlei, quiosques com os mais variados tipos de comida e chuveirões. Atraindo turistas e moradores desde sempre, essa faixa de areia tem como principal público os jovens que vão até lá para aproveitar um pouco mais da cidade, e se divertir.
Thaís Cordeiro Pires – Jornalismo Digital – 6° período
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