Sociedade

A atenção não é passageira!

A necessidade de deslocamento da população causou um aumento no tráfego e, conseqüentemente, um caos urbano. Diante do descaso das autoridades e da falta de respeito pela vida humana por parte de alguns motoristas, tornou-se um perigo se locomover. E essa imprudência tem causado muitos acidentes em vias públicas.

Para o estudante Marcelo de Souza, de 25 anos, o trânsito nas ruas estreitas é intenso, mas atuar de maneira irresponsável e violenta na condução do veículo é perder o controle da responsabilidade que carregam.

“Para que a utilização do transporte público seja completa, os profissionais têm quer ser educados e punidos caso coloquem em risco as pessoas”, diz o estudante.

As empresas exigem escalas desumanas e esse excesso da jornada de trabalho faz com que os motoristas não descansem o suficiente para seguir o trabalho, já que o sono reduz a atenção e a reação no volante.

O motorista de ônibus Jacir Rodrigues, de 35 anos, afirma já ter dirigido cansado. “Faço hora extra porque preciso financeiramente, mas às vezes meu corpo não agüenta”. O motorista diz também que com pouco tempo para descansar, eles ficam vulneráveis à falta de atenção no trajeto e alguns tomam remédios para se manterem acordados e dispostos.

Trafegar pelas ruas da cidade tem sido uma tarefa que exige paciência e nos dias atuais isso não é comum, já que os motoristas têm uma vida estressante. A pressão em cima dos motoristas de ônibus para cumprir hora é grande, mas ultrapassar outros veículos, não parar em pontos e não esperar os passageiros descerem dos ônibus pode acarretar muitos problemas a esses profissionais e aos passageiros.

A aposentada Eunice Teixeira, de 73 anos, sofreu um acidente ao descer do ônibus 497, em Bonsucesso. “O motorista estava com pressa e não me esperou descer do ônibus.” Ela conta também que, por medo de apanhar dos outros passageiros, ele fugiu sem dar assistência, o que piorou sua situação. A aposentada foi socorrida e levada para o Hospital Getúlio Vargas, mas sofreu sérias complicações em sua perna direita e os médicos foram obrigados a realizar uma cirurgia de amputação.

“Estou na justiça há uns cinco anos e não recebi nada, nem para me ajudar nos remédios que são caros. Receber uma indenização não traz minha liberdade de ir e vir, mas eu recupero minha dignidade de cidadã ao saber que a justiça foi feita”, finaliza.

Amanda Guerini • 5º período • Jornalismo Digital

Agência UVA é a agência experimental integrada de notícias do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida. Sua redação funciona na Rua Ibituruna 108, bloco B, sala 401, no campus Tijuca da UVA. Sua missão é contribuir para a formação de jornalistas com postura crítica, senso ético e consciente de sua responsabilidade social na defesa da liberdade de expressão.

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