Candidato do PSD ao governo do Rio foi entrevistado por Mariana Gross e Edmilson Ávila e detalhou propostas para segurança pública e transporte
Política

Eduardo Paes: da gestão da capital à disputa pelo estado

Candidato do PSD ao governo do Rio foi entrevistado por Mariana Gross e Edmilson Ávila e detalhou propostas para segurança pública e transporte

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes do Partido Social Democrático (PSD), candidato ao governo do estado, concedeu uma entrevista ao RJ1, aos jornalistas Mariana Gross e Edmilson Ávila no dia 16 de setembro. Na conversa, o candidato reafirmou pontos centrais de seu plano de governo, com destaque para as áreas de segurança pública e transporte.

Entre as suas propostas apresentadas, Eduardo Paes citou a reformulação da Secretaria de Segurança Pública do estado, unindo os comandos da Polícia Militar e Civil sob um único comando. O candidato defende reduzir a influência de políticos na área e já sinalizou, em entrevistas anteriores, a possibilidade de integrar a Secretaria de Estado de Polícia Penal (SEPPENRJ), a antiga Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, à estrutura de segurança.

“Como governador, não vou ficar empurrando para o presidente da República, para o Supremo ou para o prefeito o problema da segurança pública no estado. Quem vai libertar áreas em São Gonçalo, no Complexo do Salgueiro, serei eu. Quem vai retomar territórios na cidade do Rio de Janeiro será o governador do estado; na Baixada Fluminense, no interior do estado.”

(Foto: Reprodução/TV Globo)

Paes prometeu criar um sistema único de segurança pública, com a coordenação de diferentes forças. Segundo ele, o novo Sistema Único de Segurança Pública fluminense atribuiria às forças municipais o papel de combater roubos e furtos e fazer o policiamento ostensivo, evitando que a segurança “vire uma grande bagunça”, como se referiu.

O candidato também defendeu reorganizar a gestão das polícias estaduais: “Hoje você tem uma Secretaria de Polícia Civil e uma Secretaria de Polícia Militar que não se falam e uma Secretaria de Segurança que não manda nem na PM nem na Polícia Civil. Nós vamos retomar a Secretaria de Segurança Pública com o comando unificado, com o planejamento, com ações integradas, porque é assim que devem funcionar as polícias”, detalhou.

Paes afirmou ainda que pretende abrir 20 mil vagas em presídios no estado.

Na área de transportes, Paes voltou a defender o fim do sistema Riocard, hoje responsável pela bilhetagem eletrônica em parte do transporte público do estado, propondo uma nova licitação para o serviço. A proposta acompanha um histórico de críticas públicas do candidato ao modelo de gestão da empresa, que inclusive motivou uma ação judicial da Riocard contra ele.

O ex-prefeito prometeu ainda tirar o Riocard das empresas de ônibus.

“Vamos acabar com a caixa-preta, como eu fiz na prefeitura”, disse.

Questionado sobre a redução nas tarifas, o candidato não apresentou um valor específico, dizendo que qualquer definição de preços dependeria de uma análise mais aprofundada do sistema. “Desejos, todos nós temos. Vamos baixar para todos R$5, R$4,70? É óbvio que o meu objetivo é reduzir as tarifas”, disse.

Paes também chamou atenção para o custo das passagens intermunicipais, sobretudo no interior do estado: “O povo do interior sofre muito. Quem vai de Piraí para Volta Redonda está pagando R$18. De Carapebus para Macaé paga R$12. Isso é um absurdo”, declarou.

Segundo uma pesquisa do Datafolha, realizada no dia 11 de setembro, Eduardo Paes mantém a liderança, com 43%, e em segundo lugar, Douglas Ruas cresce 6 pontos e chega a 25% no RJ.

Foto de capa: Reprodução/G1

Reportagem de Carlos Victor Macedo, com edição de texto de Natália Zichtl

LEIA TAMBÉM: Sessão plenária do STF termina sem solução

LEIA TAMBÉM: UVA abre inscrições para 11ª Mostra de Publicidade e Propaganda e 6º Prêmio de Jornalismo

0 comentário em “Eduardo Paes: da gestão da capital à disputa pelo estado

Deixe um comentário