Com Twenty One Pilots, Zara Larsson, Halsey, Marina Sena e mais, foi assim que se encerrou a edição de 2026 do Rock in Rio. Neste domingo, 13, o grande festival de música encerrou com muita chuva, algo que não impediu o divertimento de uma multidão de fãs de bandas e artistas pop internacionais e nacionais. O dia foi agitado, com um Palco Mundo começando com Ivete Sangalo, que trouxe uma mistura do carnaval baiano com música ibérica e latino-americana. Desde então, foram só artistas de peso do pop, em um dia que representou uma multiplicidade musical: da fonte de referências alternativas de Halsey, ao verão sueco de Zara Larsson, até as influências mineiras de Marina Sena. Confira:
Ivete Sangalo
Às 17 horas, a rainha do carnaval baiano Ivete Sangalo aqueceu uma multidão embaixo da chuva com um show fervoroso. Em sua oitava edição de Rock in Rio, a Veveta inovou com “A La Sangalo”, um espetáculo que misturou o axé com ritmos latinos como merengue, salsa e flamenco. Essa influência da latinidade, inclusive com uma interpolação de “NUEVAYol” de Bad Bunny, fortaleceu os arranjos da grande quantidade de hits da artista. Com menos de vinte minutos de show, Ivete entregou dança e presença de palco, algo já esperado de uma das maiores frontwomans do Brasil. Foi com os hits “Sorte Grande (Poeira)” e “Festa” que o público foi ao delírio.
Joelma convida Viviane Batidão
Do carnaval baiano, o Rock in Rio 2026 foi até Belém do Pará com Joelma e Viviane Batidão na primeira vez da ex-vocalista da Banda Calypso na Cidade do Rock. Em um traje verde, vermelho, amarelo e azul, com detalhes de araras-vermelhas em suas famosas botas, Joelma já entrou no palco com o pé na porta emendando hits de sua carreira solo e de sua dupla com Chimbinha. “Pra te Esquecer”, “A Lua Me Traiu”, “Acelerou” e “Vou pro Pará”, esta com o icônico verso “eu vou tomar um tacacá…”, ilustraram o impacto de sua estreia no Rock in Rio. Na metade do show, Viviane Batidão entrega no palco e mostrou outra vertente da música paraense, o tecnomelody com parcerias com Anitta e Gaby Amarantos.
Lola Young
Mais uma estreante no Rock in Rio, assim como seu primeiro show no Brasil, Lola Young fez um show respeitável porém deslocado de toda a escalação do dia. Pareceu que a artista, mesmo que carismática e uma banda competente, não fizesse parte do line-up de verdade. Parecia que Young fosse mais parecida com o festival Lollapalooza Brasil, do qual ela faria parte das atrações internacionais da edição de 2026. Embora tivesse uma compatibilidade, especialmente com o tamanho do palco, gigante comparado à presença da artista e suas músicas, isso não impediu que Lola se divertisse e que alguns fãs presentes também curtissem.
Marina Sena convida Céu
Enquanto o show de Lola Young foi pequeno demais para o Palco Mundo, a apresentação de Marina Sena foi grande demais para o Sunset. Esta foi a estreia da cantora no Rock in Rio 2026 em um show de sua turnê do disco “Coisas Naturais”, lançado em março de 2025. O primeiro ato do show foi teatral, cheio de referências ao folclore mineiro que inclui seu novo single “Taiobeiras (Praia Grande)”. Esta primeira parte encerrou com Sena destruindo um espantalho de pano enquanto terminava a canção “Ouro de Tolo”, canção indireta para Iuri Rio Branco, produtor e ex-namorado da artista, e que foi contextualizada, segundo seus fãs, para o recente fim do relacionamento de Marina com o influenciador Juliano Floss. Céu, em seguida, subiu ao palco para cantar dois de seus sucessos com Marina Sena: “Varanda Suspensa”, do álbum “Tropix” de 2016, e “Malemolência”, de seu álbum auto-intitulado de 2005. Ambas as canções foram devidamente encaixadas no repertório, cheias de sensualidade e malemolência. Marina continuou o show fundado por hits recentes de seu último álbum, e também pelo magnetismo de sua presença que resultou em um dos shows mais consistentes desta edição do Rock in Rio.
Halsey
Pela primeira vez no Rock in Rio, a cantora e compositora de pop alternativo Halsey fez um show barulhento e catártico. A artista trouxe, em seu primeiro show no Brasil em três anos, o espetáculo “The Girl in a Tower”, que foi lançado recentemente uma gravação disponível no Youtube. Halsey trouxe uma banda afiada e energia punk ao Palco Mundo, com uma presença feroz e amplamente teatral. Os arranjos deixaram evidente o novo direcionamento artístico da cantora, voltado mais para o rock alternativo, parecido com o que fez com a dupla Trent Reznor e Atticus Ross em “If I Can’t Have Love, I Want Power” de 2021. Algumas das atuações perderam o sentido com todo o clima, como um momento em que Halsey estava enjaulada por uma coleira com um sentido literal demais. O que sustentou a ótima apresentação foi a coleção de hits, desde “Closer”, parceria com The Chainsmokers, à “Nightmare”, seu único hit número 1 da parada da Billboard.
Zara Larsson
A sueca Zara Larsson veio encerrar o Palco Sunset da edição de 2026 do Rock in Rio, aquecendo a multidão de fãs que estavam presentes para assisti-la cantar hits como “Lush Life” e “Midnight Sun”. Ela, inclusive, chegou chegando com “Midnight Sun”, faixa-título de seu último disco que se tornou o trabalho mais querido por seus fãs. Este show foi o mais pop dos artistas internacionais que se apresentaram neste domingo, 13, com direito à coreografias e cenários coloridos. Em “Lust Life”, Zara convidou ao palco Sayron, que esperou no Palco Sunset o dia inteiro e acompanha a artista há mais de dez anos. Artista e fã entregaram tudo no palco do Rock in Rio, com a coreografia viral no TikTok e nesta nova turnê de Zara. Mesmo no Palco Sunset, um palco que sempre foi concebido como secundário (mesmo que isso mudou com os últimos anos), Larsson forneceu a melhor e mais animada performance da noite dentre os artistas gringos.
Twenty One Pilots
Twenty One Pilots, dupla de Columbus, Ohio nos Estados Unidos, que mistura rock alternativo, emo, pop e hip hop, encerrou a edição do Rock in Rio 2026. Claramente um show aguardado pela multidão, isso tem que ser levado em consideração a grande fã-base que o duo tem no Brasil. Isso dura desde o lançamento de “Blurryface”, álbum que revelou a banda em 2015 e que, desde então, manteve um público fiel no mundo inteiro. Isso também foi fortalecido por toda a história do personagem Blurryface, incorporada em todos os álbuns da dupla Tyler Joseph e Josh Dun até então. O show foi, como esperado, minimalista com apenas os dois músicos no palco, mas não por isso menos bem sustentado.
Foto de capa: Divulgação/Rock in Rio
Reportagem de Vinicius Corrêa
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